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Disertación de Maestría
DOI
Documento
Autor
Nombre completo
Denis Robson Rodrigues
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2019
Director
Tribunal
Ansara, Soraia (Presidente)
Freitas, Eduardo Luiz Viveiros de
Raimundo, Sidnei
Silva Junior, Roberto Donato da
Título en portugués
Ser com a floresta: conflitos ontológicos na conservação da Mata Atlântica
Palabras clave en portugués
Conflitos ontológicos
Conservação da Mata Atlântica
Etnoconservação das florestas
Florestas cosmogênicas Guarani
Ser com a floresta
Resumen en portugués
A finalidade dessa pesquisa foi pensar no contexto complexo de conflitos em torno da conservação dos sócios-ecossistemas da Terra a função estratégica que vem ocupando por milênios o modo de ser indígena na reprodução e conservação das florestas. Seu modo de ser com a floresta inclui uma forma de manejo no qual a reproduz em todas as suas características essenciais. Embora, esse tipo de manejo encontrar-se imbricado na composição e funcionamento das florestas tropicais, constituindo-se desse modo num elemento essencial e eficaz na formação e na compreensão das paisagens que resultam dessa conexão. Tal manejo encontra-se, não obstante diversas descobertas das teorias antropogênicas sobre sua importância, ainda profundamente invisibilizado na nossa sociedade, pelas teorias e políticas da conservação do meio ambiente no Brasil. Foi realizada uma pesquisa de campo com os Guarani da tekoa Peguao Ty, Sete Barras, São Paulo, sociedade indígena originária da Mata Atlântica, no sentido de compreender melhor essa relação indígena com as florestas. Diante da situação de conflito em que a comunidade se encontra, devido à sobreposição de uma Unidade de Conservação Integral sobre seu território, e a complexidade exigida na compreensão do seu modo de ser com a floresta, optou-se por adotar estratégias de acesso ao seu ponto de vista, inspirados nas metodologias e abordagens da pesquisa-ação participante transdisciplinar. Essa interação entre pesquisa e comunidade explicitou não só um modo próprio de conceberem e se relacionarem com as florestas como também um conflito latente entre seu modo de ser e o ponto de vista dos atores envolvidos, representado principalmente, segundo os Guarani, pela Unidade de Conservação Integral que move contra eles um processo jurídico para expulsá-los do local e pelos pesquisadores que os acusam de gerarem impactos destrutivos na natureza. Ao aproximar-se melhor da questão a pesquisa revelou estar nesse conflito imbricado além do processo histórico de expropriação das sociedades indígenas, uma diferença radical entre o modo de ser indígena fundado nas trocas de perspectivas com as florestas e o modo de pensar metafísico ocidental, que reduz previamente o ser da floresta, suas sociedades originárias e toda complexidade de suas manifestações, a objetos perscrutáveis ou utilizáveis, reduzindo-os às formas empobrecidas de simples recursos naturais ou matérias-primas para delas se servirem a interesses exclusivos, procurando tornar nulo o valor das florestas e as sociedades das florestas. Essa diferença ontológica se radicaliza quando são confrontadas com a necessidade de conservação e recuperação das florestas e outros domínios naturais num território em disputa. A não compreensão da radicalidade dessa diferença tem impedido um conhecimento mais aprofundado do modo de ser indígena com as florestas os quais por meio de sua cosmogenia tem co-produzido e conservado a pujança das florestas tropicais que ainda exibem até hoje, e ao mesmo tempo tem impedido refletir com mais rigor sobre a profunda ignorância do outro manifestado por um conhecimento que se supõe, apesar de suas evidentes limitações, como saber válido universal
Título en inglés
Being with the forest: ontological conflicts in the conservation of the Atlantic Forest
Palabras clave en inglés
Being with the forest
Conservation of the Atlantic Forest
Ethno-conservation of forests
Guarani cosmogenic forests
Ontological conflicts
Resumen en inglés
The purpose of this research was to ponder about the complex context of conflicts around the conservation of the social-ecosystem of the Earth, the strategic function that has been for millenniums the indigenous way of living and in the reproduction and conservation of the forests. Their ways of living with the forest includes a form of management in which it reproduces itself in all its essential characteristics. Although this type of management is embedded in the composition and functioning of tropical forests, it constitutes an essential and effective element in the formation and understanding of the landscapes resulting from this connection. This management is found, despite various discoveries of the anthropogenic theories about its importance, still deeply invisible in our society, by the theories and policies of the conservation of the environment in Brazil. A fieldwork was carried out with the Guarani of Tekoa Peguao Ty, Sete Barras, São Paulo, an indigenous society originally from the Atlantic Forest, in order to better understand this indigenous relationship with forests. In view of the conflict situation in which the community is, due to the overlap of an Integral Conservation Unit on their territory, and the complexity required in understanding their ways of living with the forest, it was decided to approach it from their perspectives, inspired by the methodologies and approaches of trans-disciplinary participatory research. This interaction between research and community revealed not only a proper way of conceiving and relating to the forests but also a latent conflict between their ways of living and the point of view of the people involved, represented mainly, according to the Guaranis, by the Conservation Unit Integral that moves against them a legal lawsuit to evict them from the place and the researchers who accuse them of creating destructive impacts on nature. In approaching the question better, research revealed that in this conflict, which was imbricated beyond the historical process of expropriation of indigenous societies, a radical difference between the indigenous ways of living founded on the exchange of perspectives with the forests and the Western metaphysical way of thinking, which it reduces previously the people of the forest, their original societies and all complexity of their manifestations, to inscrutable or usable objects, reducing them to the impoverished forms of simple natural resources or raw materials for them to serve exclusive interests, trying to make the forests and the forest societies worthless. This ontological difference becomes radicalized when confronted with the need for conservation and recovery of forests and other natural domains in a desired territory. The lack of understanding of the radical nature of this difference has prevented a more in-depth knowledge of the indigenous ways of living with the forests, which through their "cosmology" has co-produced and preserved the strength of the tropical forests that still exists today, and at the same time has prevented us from rigorously reflecting on the deep ignorance of the others, manifested by a knowledge that is supposed, despite its evident limitations, as a valid universal knowledge
 
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Fecha de Publicación
2019-04-24
 
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