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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Maria Estela Silva Andrade
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Piassi, Luis Paulo de Carvalho (Presidente)
Gomes, Emerson Ferreira
Harkot-de-La-Taille, Elizabeth
Pierson, Alice Helena Campos
Título em português
O ensaio desenvolvimentista no cinema brasileiro de ficção científica
Palavras-chave em português
Cinema
Desenvolvimentismo
Estudos Culturais
Ficção científica
Semiótica
Resumo em português
Desde o início da colonização europeia, o Brasil sustenta no imaginário popular o rótulo de país do futuro. Tal mito tem sido reciclado através dos séculos de acordo com os contextos históricos, de forma que no século XX ajudou a levantar as bandeiras desenvolvimentistas dos governos de Getúlio Vargas e da ditadura militar. Após cair no ostracismo nas décadas de 1980 e 1990, foi trazido novamente à tona no início dos anos 2000 ao longo das gestões petistas, alinhado a uma política econômica identificada como ensaio desenvolvimentista. Tendo em vista que a cultura da mídia influencia e é influenciada por aspectos sociais, dentre eles a política institucional, e que a ficção científica é um gênero que narrativo que mobiliza a percepção das mais diversas características sociais, analisamos como o cinema brasileiro de ficção científica absorveu e propagou o mito do país do futuro durante os anos de governo do Partido dos Trabalhadores. Para isso, selecionamos dois filmes do período com formas de produção e distribuição distintas, são eles: O Homem do Futuro (TORRES, 2011) e Branco Sai, Preto Fica (QUEIRÓS, 2014). Ademais, nos valemos da semiótica de Greimas e dos Estudos Culturais como métodos de análise do material selecionado. Por fim, chegamos a um resultado que indica que os filmes têm visões opostas acerca do mito em questão, e que essas são influenciadas por abordagens distintas acerca da interação entre raça e classe social
Título em inglês
The developmental essay in brazilian science fiction cinema
Palavras-chave em inglês
Cinema
Cultural studies
Developmentalism
Science fiction
Semiotics
Resumo em inglês
Since the beginning of the European colonization, Brazil holds in popular imagination the label of country of the future. This mythology has been recycled through the years according to historical contexts, so that in twentieth century was implemented as doctrine on Getúlio Vargas and the military dictatorships governments. Forgotten for two decades, the early 2000s brought it back along PTs administrations, in line with an economic policy identified as "developmental essay". Given that media culture influences and is influenced by social aspects, including institutional policy, and that science fiction is a narrative gender that mobilizes perceptions on social, we tried to analyze here how brazilian science fiction movies absorved and propagated the "country of the future" myth during the years of Workers Party government. To that end, we selected two films from the period with distinct production and distribution: The Man of the Future (TORRES, 2011) and Branco Sai, Preto Fica (QUEIRÓS, 2014). In addition, we used french semiotics and Cultural Studies as methods to analyze the selected material. We came to a result that indicates the films have different visions on the issue of the myth in question, and that these are influenced by the distinct approaches on the interaction between race and social class
 
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Data de Publicação
2019-07-26
 
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