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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.101.2020.tde-17022020-131021
Documento
Autor
Nome completo
Rafael Sampaio Andery
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Ribeiro, Pedro Feliú (Presidente)
Albuquerque, Jose Augusto Guilhon
Fernandes, Ivan Filipe de Almeida Lopes
Título em português
Atuação dos interesses organizados empresariais mexicanos na negociação e renegociação do NAFTA
Palavras-chave em português
Canadá
Comércio internacional
Estados Unidos
Interesses organizados
México
NAFTA
Negociações internacionais
USMCA
Resumo em português
A partir de meados dos anos 1980, o México passa a realizar uma transição de Estado nacional-desenvolvimentista de economia protegida em Estado exportador de economia liberal e aberta para o mundo. A sólida organização do setor privado mexicano, construída desde os anos 1970, proporcionou grande influência deste na reformulação das políticas econômica e externa de seu país a partir desse período. No presente trabalho, procurarei reconstituir essa influência ao longo de dois momentos cruciais da história recente mexicana, quais sejam os processos negociadores do NAFTA e de seu possível sucessor, o USMCA, ainda pendente de aprovação pelos Legislativos americano e canadense. A escolha dos dois processos negociadores e da atuação do empresariado organizado mexicano como objetos de estudo da dissertação justificam-se, primeiramente, para aprofundar-se nas diferenças e semelhanças na condução - e, em menor escala, nos resultados - de negociações comerciais internacionais pelo México em dois cenários de transformação drástica de políticas externas. Se em meados dos anos 1980 o México passa a realizar uma transição de Estado nacional-desenvolvimentista de economia protegida em Estado exportador de economia liberal e aberta para o mundo, nos últimos dois anos os Estados Unidos passam a perseguir, em certa medida, um caminho antagônico, com a imposição de restrições ao livre-comércio internacional e a promoção de medidas protecionistas. Além disso, para o leitor brasileiro, o trabalho pretende lançar luz sobre o funcionamento e atuação do empresariado mexicano dentro de contextos tão diversos de negociações comerciais. Ao focar em fontes primárias que mostram as manifestações oficiais de governos e organizações empresariais, bem como em fontes secundárias que relatam declarações não oficiais dos principais atores individuais envolvidos nas conversas, notadamente através do levantamento de mais de 500 notícias em publicações mexicanas e americanas contemporâneas aos fatos, buscamos um olhar o mais próximo possível do dia a dia dos processos negociadores, registrando a progressão das demandas apresentadas pelo empresariado, bem como eventuais recuos e alterações nas orientações da cúpula empresarial. Aqui, interessa apreender como reage o empresariado aos estímulos e determinantes externos a ele, sejam eles advindos do próprio poder público mexicano ou de potências estrangeiras, notadamente os Estados Unidos, bem como compreender como se organizam tais demandas diante das diferentes exigências dos diversos setores produtivos envolvidos nas negociações. Ao fim, busco apontar as principais semelhanças e diferenças na condução e acompanhamento das conversas pelo setor produtivo nos dois períodos reconstituídos, buscando avaliar como eles influíram nos resultados finais dos acordos firmados entre Canadá, México e Estados Unidos.
Título em inglês
Mexican business' organized interests in NAFTA's negotiation and renegotiation processes
Palavras-chave em inglês
Canada
Foreign trade
International negotiations
Mexico
NAFTA
Organized interests
United States
USMCA
Resumo em inglês
As of the mid-1980s onwards, Mexico began to make a transition from a national-developmentalist and protectionist economy to an export-based, open and liberal economy. The solid organization from its private sector, built since the 1970s, provided it with great influence in economic and foreign policies reformulations as from this period. In this project, I try to reconstruct this influence throughout two crucial moments of recent Mexican history, namely the negotiating processes of NAFTA and its likely successor, the USMCA, still pending approval in both Canadian and American Legislatives. The choice of these negotiating processes and the participation of the Mexican organized business in its developments as objects of study are justified, primarily, to deepen our understanding of the similitudes and differences in the leading - and, in smaller scale, in the results - of foreign trade negotiations by Mexico in two scenarios of drastic transformation of foreign policies. If in the mid-1980s Mexico starts its transition from a national-developmentalist State with a protectionist view of the economy into an exporter State with a liberal and open economy, in the last two years the United States has, in some way, taken the opposite direction, with the announcement of restrictions to free-trade and the promotion of protectionist policies. Furthermore, to the Brazilian reader, this project intends to shed light over the operation of Mexican business in such different contexts of trade negotiations. Through the survey of primary sources that show official government and organized business manifestations, as of secondary sources that report non-official statements from the main individual players involved in the conversations, and specially through the collection of more than 500 media articles in Mexican and American publications, all of them contemporary to the facts under study, I try to present a view as close as possible to that of the day-to-day of the negotiating processes, tracing the progression in the demands submitted by Mexican business, as well as eventual setbacks and modifications in the main business' players guidelines. Here, I am interested in learning how Mexican business respond to external incentives and disincentives, whether they come from its own government or from foreign powers, notably the United States, as in understanding how such demands are organized in front of the different requirements from the many productive sectors involved in the negotiations. In the end, I seek to present the main similarities and differences in the conduction and accompanying of the talks by the productive sector in the two reconstructed periods, looking to assess how they influenced in the final provisions of the treaties signed by Canada, Mexico and the United States.
 
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Data de Publicação
2020-02-20
 
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