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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.12.2009.tde-09102009-102733
Documento
Autor
Nome completo
Ludwig Miguel Agurto Berdejo
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2009
Orientador
Banca examinadora
Guerreiro, Reinaldo (Presidente)
Beuren, Ilse Maria
Pereira, Carlos Alberto
Título em português
Fatores de resistência ao processo de implementação de um centro de serviços compartilhados : uma abordagem segundo a teoria institucional
Palavras-chave em português
Centro de Serviços Compartilhados (CSC)
Institucionalização
Resistência
Resumo em português
A presente pesquisa procura estudar uma mudança organizacional de larga escala em uma rede hoteleira multinacional. Esta mudança tem como foco a implementação de um Centro de Serviços Compartilhados (CSC) que passa a realizar de forma centralizada as rotinas e processos administrativos, contábeis e financeiros de mais de quarenta unidades hoteleiras do grupo. Na implementação de mudanças desta magnitude, é necessário lidar com as resistências internas da organização que se apresentam no decorrer do processo. Neste sentido, esta pesquisa objetiva estudar quais são as principais resistências que envolvem um processo de mudança, tomando como ponto base os elementos da resistência apontados por Burns e Scapens (2000). Este construto foi desenvolvido para dar um foco intraorganizacional aos processos de mudança, sendo influenciado pela Old Institutional Economics (OIE), e procura sanar algumas críticas postas às primeiras pesquisas da New Institutional Sociology (NIS) pelas quais esta última estaria descrevendo os processos de mudança como lineares e inevitáveis, nos quais os atores se tornavam voluntariamente isomórficos às instituições. Com base neste construto, este trabalho procura analisar os elementos de resistência (i) por existência de conflito de interesses; (ii) por falta de competência (conhecimento e / ou experiência); e (iii) por apego às instituições postas no ambiente, identificando quais são as mais importantes e como estas resistências se relacionam ao processo de institucionalização posto por Burns e Scapens (2000), no processo de codificação, incorporação, repetição e institucionalização. Assim, por meio de um estudo descritivo, com o uso de técnicas qualitativas e quantitativas, entrevistas, questionários e das ferramentas multivariadas Análise de Conglomerados, Análise de Correspondência (ANACOR), análise de homogeneidade (HOMALS) e da Categorical Principal Component Analysys (CAPTCA), procura-se analisar e observar como os gestores operacionais (gerentes gerais e subgerentes das unidades hoteleiras) e os gestores corporativos (alta diretoria e condutores da mudança) assimilam e percebem a mudança promovida pela implementação de um CSC. O CSC, por sua vez um modelo recente nas organizações, foi implementado para 42 unidades hoteleiras do grupo, distribuídas em cinco marcas com características distintas, através de um cronograma de migração de dezoito meses de duração. Os achados permitem concluir que as principais resistências existentes ao processo estão relacionadas com a resistência por falta de competência e por apego às instituições existentes. É preciso considerar que os elementos da resistência estão todos eles entrelaçados e todos devem ser analisados em planos de ação que visem à institucionalização completa no novo modelo do CSC. Os resultados desta pesquisa levantam insumos para considerar que a identificação das principais resistências em um processo de institucionalização, dentro do construto descrito por Burns e Scapens (2000), é bastante útil para direcionar ações e estratégias que visem à completa institucionalização do modelo. Nestes estudo, a análise dos elementos da resistência lança luz sobre as possíveis causas da resistência dos gestores operacionais pela falta de conhecimento principalmente com os temas essenciais relacionados à análise das informações contábeis e financeiras. Adicionalmente, levantam-se argumentos sobre as possíveis causas da resistência destes mesmos gestores por apego às instituições, especificamente nas marcas superiores, onde se demandam informações específicas e diferenciadas em função da complexidade maior destas unidades. Ambas as conclusões servem como um importante direcionador, tanto para a organização foco de estudo como para outras organizações que passem por processos de mudança similares ou que estejam procurando implementar um centro de serviços compartilhados, solução recente e em franca expansão no Brasil.
Título em inglês
Resistance factors in the process of implementing a shared service center : an approach in theory institutional
Palavras-chave em inglês
Institutionalization
Resistance
Shared Service Centers (SSC)
Resumo em inglês
The following research brings a study on a large-scale organizational change in an international hotel chain. The change has as its focus the implementation of a Shared Service Center (SSC) that accomplishes the administrative, accounting and financial processes in a centralized way in more than forty hotel unities of the group. In order to implement changes of such magnitude, it is necessary to deal with internal resistances within the organization that appear during the process. In this sense, this research aims to study which are the main resistances involved in a change process, based on the resistance elements indicated by Burns and Scapens (2000). Influenced by the Old Institutional Economics (OIE), the present research has been developed to bring an intra-organizational focus to the change processes, and it intends to solve some criticism brought toward the first researches developed by the New Institutional Sociology (NIS). Those researches would describe the change processes as being linear and unavoidable, and, through such processes, the actors supposedly became voluntarily isomorphic to the institutions. Based on those ideas, this paper intends to analyze the following elements of resistance: (i) formal and overt due to competing interests; (ii) by lack of capability (knowledge and experience); and (iii) by attachment to the institutions set in the environment, identifying which are the most important resistances and how they would relate to the process of institutionalization considered by Burns and Scapens (2000) in the encoding, enacting, reproduction and institutionalization process. Thus, through descriptive research, using qualitative and quantitative techniques, interviews, surveys and through multivariate analysis such as Conglomerate Analysis, Correspondence Analysis (ANACOR), Homogeneity Analysis (HOMALS) and Categorical Principal Component Analysis (CAPTCA), the research aims to analyze and observe how operational managers (general managers and assistant managers of the hotel unities) and corporative managers (board members) assimilate and realize the change promoted by the implementation of a SSC. On its turn, the SSC, being a recent model on the organizations, was implemented in 42 hotel unities of the group, distributed in five brands with distinct characteristics, through a migration chronogram lasting 18 months. The findings led to the conclusion that the main resistances to the process are related to the resistance by lack of capability and by attachment to the existing institutions. It is necessary to consider that the elements of the resistance are interconnected, and they should be analyzed in action plans aiming the complete institutionalization within the new model of the SSC. The results of this research bring inputs to consider that the identification of the main resistances in an institutionalization process, as described by Burns and Scarpens (2000). Those inputs are very useful to lead actions and strategies, in order to guide the complete institutionalization of the model. In this specific case observed, the analysis of the elements of resistance illuminates the possible reasons for which there is, by the operational managers, resistance by lack of knowledge, resistance which is mainly connected to the essential subjects related to the analysis of accounting and financial information. Additionally, the research raises arguments on the possible causes of the resistance of such operational managers, caused by attachment to the institutions, specifically on the superior brands, in which there is a demand for specific and different information because of the complexity of those unities when compared to the economical brands. The conclusions work as an important guide, both to the organization focused in this study and to the ones that possibly may go through similar change processes or that may be trying to implement a center of shared services, a recent solution that is in expansion in Brazil.
 
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Ludwig.pdf (2.29 Mbytes)
Data de Publicação
2009-10-15
 
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