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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.17.2010.tde-03092010-131154
Documento
Autor
Nome completo
Priscila de Freitas Lima
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2010
Orientador
Banca examinadora
Sakamoto, Américo Ceiki (Presidente)
Queiroz, Regina Helena Costa
Takayanagui, Osvaldo Massaiti
Título em português
Avaliação farmacocinética da influência de drogas antiepilépticas indutoras enzimáticas na disposição do levetiracetam em pacientes com epilepsia
Palavras-chave em português
epilepsia
farmacocinética
levetiracetam
Resumo em português
Introdução: pacientes com epilepsia em tratamento com politerapia podem manifestar sinais de efeitos adversos e/ou ineficácia terapêutica decorrentes das possíveis interações entre as diferentes drogas antiepilépticas (DAEs) que compõem o esquema terapêutico. Para contornar esta situação, as DAEs desenvolvidas atualmente apresentam perfil farmacocinético com menor potencial para interações farmacológicas. O levetiracetam é uma nova DAE aprovada para utilização como terapia adjuntiva no tratamento de crises focais em adultos. Seu metabolismo, por não depender de forma significativa do sistema oxidativo microssomal hepático, proporciona associações positivas com outras DAEs. Entretanto, observações clínicas de que a associação entre levetiracetam e DAEs indutoras enzimáticas (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e primidona) implicaria em menor disposição plasmática do levetiracetam têm sido confirmadas por alguns estudos e consideradas irrelevantes por outros. Objetivo: caracterizar e comparar o perfil farmacocinético do levetiracetam entre pacientes adultos com epilepsia em tratamento regular com DAEs indutoras enzimáticas e pacientes que estejam ou em tratamento com DAEs que não alteram a atividade das enzimas de metabolismo ou sem tratamento farmacológico. Casuística e Métodos: trinta pacientes foram selecionados, tendo sido alocados quinze em cada grupo, de acordo com o perfil das DAEs em uso regular (grupo indutor enzimático e grupo controle). A todos foi administrada dose única oral de levetiracetam 1000 mg. Ao longo de 24 horas foram coletadas sete amostras de sangue para determinação da concentração plasmática do levetiracetam e três amostras de urina para quantificação do levetiracetam eliminado inalterado e de seu principal metabólito inativo, o ucb L057. As amostras foram encaminhadas à Universidade de Pavia, Itália, e analisadas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC). Resultados: foram calculados os seguintes parâmetros farmacocinéticos: concentração plasmática máxima de levetiracetam e o tempo decorrido até seu alcance; meia-vida de eliminação; constante de velocidade de eliminação; área sob a curva de concentração plasmática versus tempo; clearance oral aparente e clearance renal do levetiracetam; volume aparente de distribuição e quantidades excretadas na urina como fármaco inalterado e como ucb L057. Comparações entre os grupos foram feitas a partir dos testes t de Student ou Mann-Whitney, conforme apropriado. O grupo em tratamento com DAEs indutoras enzimáticas apresentou clearance oral aparente do levetiracetam significativamente maior e meia-vida de eliminação significativamente menor do que o grupo controle (p < 0,05). As quantidades tanto de levetiracetam quanto de ucb L057 eliminadas na urina não divergiram significativamente entre os dois grupos (p > 0,05). Discussão e Conclusões: estudos têm evidenciado o potencial das DAEs indutoras enzimáticas tanto para estimular a atividade de enzimas hidrolíticas, como as responsáveis pela conversão do levetiracetam a ucb L057, quanto para inibir e/ou competir pelos sítios de ligação dos transportadores presentes nos túbulos renais responsáveis pela secreção ativa do ucb L057. Embora o presente estudo não tenha objetivado identificar e caracterizar as vias de metabolismo e eliminação do levetiracetam, os dados encontrados evidenciam a diferença na disposição plasmática deste fármaco quando associado às DAEs indutoras enzimáticas. Considerando que o levetiracetam é majoritariamente prescrito em associações, as quais geralmente envolvem ao menos uma DAE indutora enzimática, o sucesso da terapêutica dos pacientes em que o levetiracetam for adicionado ao esquema medicamentoso prévio ou em que as DAEs indutoras enzimáticas tenham suas posologias modificadas pode ser prejudicado caso não haja o reconhecimento da possibilidade de ocorrência da alteração de perfil farmacocinético evidenciada.
Título em inglês
Pharmacokinetic evaluation on the influence of enzyme inducing antiepileptic drugs on the disposition of levetiracetam in patients with epilepsy
Palavras-chave em inglês
epilepsy
levetiracetam
pharmacokinetics
Resumo em inglês
Introduction: patients with epilepsy treated with two or more antiepileptic drugs (AEDs) associated (politherapy) can show signs of adverse effects and/or therapeutic inefficacy due to possible interactions among the different combined AEDs. As an attempt to handle this problem, the AEDs developed nowadays are showing pharmacokinetic characteristics that decrease their potential to get involved in pharmacological interactions. Levetiracetam is a new AED approved as add-on therapy for the treatment of focal seizures in adults. Its metabolism does not rely significantly on the hepatic microssomal oxidative system, what has been considered a positive aspect in favor of its use in association with other AEDs. However, clinical observations of decreased levetiracetam plasma disposition when it is associated with enzyme inducing AEDs (carbamazepine, phenytoin, phenobarbital and/or primidone) has been confirmed by some studies and considered irrelevant by others. Purpose: to describe and compare the pharmacokinetic profile of levetiracetam among adult patients with epilepsy in treatment with enzyme-inducers AEDs and patients in treatment with AEDs without any impact on enzymes activity or with no pharmacological treatment. Patients and Methods: a single oral dose of levetiracetam 1000 mg was administered for the thirty selected patients (fifteen per group). Over 24 hours, seven blood samples were collected to have their levetiracetam concentrations quantified, and three urine samples were collected to have their levetiracetam and ucb L057 (the main levetiracetam inactive metabolite) amounts quantified. The samples were sent to University of Pavia, Italy, to be analyzed by high performance liquid chromatography (HPLC). Results: the following pharmacokinetics parameters were calculated: the maximum plasma levetiracetam concentration and the time it occurred, elimination half-life, elimination rate constant, area under the curve, levetiracetam apparent oral clearance and renal clearance, volume of distribution and amount excreted in urine as unchanged drug and as ucb L057. Comparisons between the two groups were performed by Student t-test or Mann-Whitney test, as appropriate. The group of patients treated with enzyme-inducers AEDs showed the levetiracetam apparent oral clearance significantly higher and elimination half-life significantly lower than those from control group (p < 0,05). The amount excreted in urine as unchanged drug and as ucb L057 were not significantly different between the two groups (p > 0,05). Discussion: some studies highlight the capacity of enzyme inducing AEDs both to increase the activity of hydrolysis enzymes, such as those responsible for converting levetiracetam to ucb L057, and to inhibit and/or to compete for the binding sites on the transporters responsible for active tubular secretion of ucb L057. Although the present study did not aim to identify and describe the metabolic and elimination pathways of levetiracetam, the data found clearly show the difference in levetiracetam disposition when it is associated with enzyme inducing AEDs. Considering that levetiracetam is mainly prescribed in association with other drugs, and in most of these associations at least one drug is an enzyme inducer, neglecting this evident change in levetiracetam pharmacokinetic in cases such as those which levetiracetam is added to a previous regimen, or those which enzyme-inducers have their prescription changed, can negatively affect the success of the treatment and consequently the patients quality of life.
 
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FreitasLimaP.pdf (746.08 Kbytes)
Data de Publicação
2010-12-14
 
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