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Thèse de Doctorat
DOI
10.11606/T.17.2009.tde-30052009-200834
Document
Auteur
Nom complet
Patricia de Souza Almeida
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
Ribeirão Preto, 2009
Directeur
Jury
Funayama, Carolina Araujo Rodrigues (Président)
Bettiol, Heloisa
Ciampo, Luiz Antonio Del
Pasian, Sonia Regina
Petean, Eucia Beatriz Lopes
Titre en portugais
Estimulação na creche: efeitos sobre o desenvolvimento e comportamento da criança
Mots-clés en portugais
Creche
Desenvolvimento Infantil
Escalas Bayley
Estimulação
Fatores de Risco
Resumé en portugais
Os primeiros anos da infância são primordiais para que a criança esteja em um ambiente estimulador, prazeroso e lúdico, com oportunidades para desenvolver seus sentidos e habilidades. A criança quando estimulada se torna mais ativa, dinâmica, criativa, emocionalmente equilibrada e saudável, e passa a realizar melhor as atividades propostas, a encontrar soluções e a apresentar uma boa socialização. Os objetivos do presente trabalho foram: verificar, em crianças de creche, o efeito da estimulação ambiental e voltada para as necessidades específicas individuais sobre o desenvolvimento psicomotor e mental, bem como sobre o comportamento, avaliados segundo as Escalas Bayley do Desenvolvimento Infantil Segunda Edição (1993); comparar os grupos com ganhos e perdas nos índices apurados, de acordo com as variáveis consideradas como fatores de risco ao desenvolvimento; analisar a correlação entre os índices do desenvolvimento e o comportamento. A amostra foi constituída por 50 crianças de ambos os sexos, com faixa etária entre 4 e 42 meses, que freqüentavam duas creches do município de Ribeirão Preto. Foram realizadas entrevistas individuais com os pais ou responsáveis e as crianças foram submetidas à avaliação do desenvolvimento infantil, utilizando-se as Escalas Bayley de Desenvolvimento Infantil, em duas fases: antes (Fase I) e após (Fase II) um período de estimulação do desenvolvimento implementado em uma das creches. Os valores médios do Índice de Desenvolvimento Mental (IDM) e do Índice de Desenvolvimento Psicomotor (IDP), de ambos os grupos Estimulado (E) e Não Estimulado (NE), encontravam-se na classificação de desenvolvimento normal, nas Fases I e II. Na Fase I, o IDP médio do Grupo NE foi significativamente maior do que o do Grupo E. Houve diferença estatisticamente significativa entre o valor médio de IDP na Fase I e na Fase II do Grupo E (I < II). Maior tempo de amamentação e idade da criança apresentaram correlação com aumento dos índices na avaliação do desenvolvimento mental; e carência nutricional com diminuição, no Grupo E. Maior peso ao nascimento e menor idade ao engatinhar apresentaram correlação com aumento dos índices de desenvolvimento psicomotor no Grupo NE. Não foi possível comparações dado o pequeno número com redução no IDP. Com relação à Avaliação do Comportamento (BRS Behavior Rating Scale), houve diferença significativa entre Fase I e II para o Grupo Estimulado nos Fatores Controle Emocional e Qualidade Motora. Comparando-se os valores de BRS, IDM e IDP, obteve-se que os valores maiores da BRS foram nos grupos com ganhos, principalmente entre os estimulados, embora sem diferença estatisticamente significativa, porém com tendência (p=0,06) em IDM. Os dados obtidos sugerem para a amostra estudada que baixa renda familiar, má alimentação materna e uso de tabaco durante a gestação, más condições de alimentação e saúde atual das crianças, problemas de relacionamento pai-criança e entre os pais mostraram-se potenciais fatores de risco ao desenvolvimento. Por outro lado, idade e escolaridade dos pais, melhores condições de saneamento e moradia, pré-natal adequado, parto normal, peso e tamanho adequados ao nascimento, desenvolvimento postural dentro da normalidade, mostraram-se potenciais fatores de proteção ao desenvolvimento. Conclui-se que estimulação ambiental e voltada para as necessidades específicas individuais pode auxiliar o desenvolvimento psicomotor e a qualidade do comportamento.
Titre en anglais
Stimulation in Day Care Center: effects on the development and behavior of children
Mots-clés en anglais
BayleyScales
Child Development
Day Care Centers
Risk Factors
Stimulation
Resumé en anglais
The first years of childhood are essential to the child, is an environment stimulating, pleasurable and fun, with opportunities to develop their senses and abilities. When stimulated, the child becomes more active, dynamic, creative, emotionally balanced and healthy, and will perform better the proposed activities, to find solutions and make a good socialization. The objectives of this study were: to determine, in children from day care, the effect of environmental stimulation and toward the specific needs of individual mental and psychomotor development as well as behavior, evaluated according to the Bayley Scales of Infant Development - Second edition (1993); compare the groups with gains and losses recorded in the indices, according to the variables considered as risk factors for development; analyze the correlation between the indices of development MDI (Mental Development Index) and PDI (Psychomotor Development Index), and behavior (BRS Behavior Rating Scale), established by the Bayley Scales of Infant Development - Second Edition (1993). The sample consisted of 50 children of both sexes, aged between 4 and 42 months, who attended two day care centers in the city of Ribeirão Preto-SP, Brazil. Individual interviews were conducted with parents or guardians and the children were submitted to evaluation of development, using the Bayley Scales of Infant Development, in two phases: before (Phase I) and after (Phase II) a period stimulation of the development implemented in one of the day care centers. The average values of MDI and PDI of both groups - Stimulated (E) and Non-Stimulated (NE), were in the classification of normal development in Phases I and II. In Phase I, the average PDI of Group NE was significantly higher than that of Group E (p =0,002). There was a statistically significant difference between the average value of PDI in Phase I and Phase II of Group E, higher in the phase II (p=0,002). Longer breast-feeding and child's age also correlated with increases in indices in the assessment of mental development; and nutritional status with a decrease in Group E. Higher birth weight and lower the age creep showed correlation with increased indices of psychomotor development in Group NE. None of the variables of personal history, family and environmental analysis also correlated with an increase or decrease of the indices in the assessment of psychomotor development of the Group E, which may suggest that the increase in PDI is the result of stimulation implemented with this group. Regarding the Assessment of Behavior, there was significant difference between Phase I and II for the Group Stimulated in Emotional Control and Motor Quality Factors. Comparing the values of BRS, MDI and PDI, it was obtained that the higher values of BRS were the groups with gains, particularly among stimulated, but no statistically significant difference, but with a tendency (p = 0.06) for gains in MDI. The data suggest for the sample studied that low-income family, poor maternal nutrition and smoking during pregnancy; poor conditions of nutrition and health of children today; problems of relationship between parent-child and the parents seemed to be potential factors for risk to development. While, higher age and parents' education; better sanitation and housing conditions; adequate prenatal care; normal delivery; weight and size appropriate for the birth; postural development within the normal range, were potential protective factors to development. It is concluded that environmental stimulation and toward the individual needs can assist the psychomotor development and quality of behavior.
 
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Date de Publication
2009-07-27
 
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