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Mémoire de Maîtrise
DOI
https://doi.org/10.11606/D.17.2020.tde-27012020-174112
Document
Auteur
Nom complet
Márcio Junio Lima Siconelli
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
Ribeirão Preto, 2019
Directeur
Jury
Fonseca, Benedito Antonio Lopes da (Président)
Martinez, Roberto
Carvalho, Adolorata Aparecida Bianco
Titre en portugais
O impacto do vírus da Febre Amarela na população de primatas não humanos da região sul do Município de Ribeirão Preto - SP
Mots-clés en portugais
Febre amarela
Primatas não humanos
PRNT
Vigilância de epizootias
Zoonose reemergente
Resumé en portugais
O vírus da febre amarela (YFV) pertence ao gênero Flavivirus (família: Flaviviridae), sendo responsável por causar doença de nome semelhante. A febre amarela (FA) é uma doença infecciosa de transmissão vetorial, de evolução aguda e que, na forma grave, é caracterizada por febre e hemorragias, alcançando em torno de 50% de letalidade. Dois diferentes ciclos estão estabelecidos no Brasil, um urbano (Aedes aegypti) e outro silvestre (Haemagogus sp.; Sabethes sp.). Neste último tem-se o envolvimento primatas não humanos (PNHs), cuja letalidade, a depender da espécie (Alouatta sp.), pode ultrapassar os 80%, susceptibilidade esta que o torna um excelente animal sentinela para a detecção do YFV. Assim, a vigilância de epizootias em PNHs é uma importante ferramenta epidemiológica de prevenção de casos humanos. Em 2016, o Município de Ribeirão Preto registrou a circulação do YFV em área urbana e periurbana, acometendo respectivamente, PNHs da espécie Callithrix penicillata e uma pessoa. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o impacto do YFV na população de PNHs na área onde houve o caso humano. Para isso buscou-se a presença de anticorpos neutralizantes contra o YFV, pela técnica PRNT50, além de avaliar a possível manutenção da circulação viral por meio do teste rápido NS1-YFV e RT-qPCR. O estudo foi realizado na região sul do Município de Ribeirão Preto, dentro de uma área de 5,77 Km2. No período de abril a dezembro de 2018, foram capturados 39 animais, sendo 38 C. penicillata e 01 Sapajus nigritus. Os animais foram capturados com o auxílio de armadilhas tipo "Tomahawk" e na sequência foram submetidos a contenção química por midazolam e cetamina, o que possibilitou o exame físico, a biometria e a colheita de sangue. Para o PRNT50 foram utilizadas duas cepas virais distintas, uma selvagem (JabSPM02) e outra vacinal (17DD). 87,18% (34/39) dos animais foram positivos pela cepa selvagem, com títulos de anticorpo variando de 10 a 160. Diferentemente, pela cepa vacinal, nenhum animal foi positivo. Ao avaliar a presença de antígeno viral NS1-YFV e também a RT-qPCR todos foram negativos, não havendo evidências da circulação viral naquela região, no momento do estudo. A população de PNH mais abundante no local estudado foi a espécie C. penicillata, e consequentemente a mais frequente nas capturas. A alta soropositividade nessa espécie aliada a boa condição clínica dos animais sugere que essa espécie se infecta pelo YFV, vindo à óbito somente em raras ocasiões e, portanto, possivelmente menos susceptível. Embora seja a espécie mais frequente em áreas urbanas, não pode ser considerada espécie sentinela por não sucumbirem à infecção, e por não se saber quão intensa é a viremia do YFV nestes animais, o que é ruim do ponto de vista da saúde pública. Contudo, um alto número de soropositividade significa uma possível proteção contra um novo surto na região, até que a população de PNHs susceptíveis seja renovada. Ademais, deve-se considerar que as populações do gênero Alouatta reduziram significativamente em todo o estado, fazendo com que a sensibilidade de detecção de um próximo surto seja prejudicada. Dessa maneira, recomenda-se uma revisão na metodologia de vigilância, uma vez que a vigilância passiva pode não ser suficiente para a detecção precoce do YFV, culminando no atraso da implantação de medidas preventivas, e consequentemente o óbito de seres humanos. Assim, a vigilância ativa parece ser mais assertiva em predizer possíveis risco no aumento da circulação viral e, consequentemente, a ocorrência de um surto.
Titre en anglais
The Yellow Fever virus impact on the population of nonhuman primates in the southern region of the Municipality of Ribeirão Preto - SP
Mots-clés en anglais
Epizooties surveillance
Non-Human Primates
PRNT
Reemerging zoonosis
Yellow fever
Resumé en anglais
The yellow fever virus (YFV) belongs to the genus Flavivirus (Flaviviridae family) and it is the sole virus causing the Yellow Fever disease (YF). YF is an acute infectious disease transmitted by mosquito vectors that, in its severe presentation, is characterized by fever and hemorrhages with a mortality rate of approximately 50%. Two different cycles have been established in Brazil, an urban (Aedes aegypti) and another sylvatic (Haemagogus sp.; Sabethes sp.). The non-human primates (NHPs) are involved in the sylvatic one, whose lethality, depending on the species (i.e. Alouatta sp.), can exceed 80%. This susceptibility makes it an excellent sentinel animal to detect the YFV outbreaks. Thus, surveillance of epizootic diseases in NHPs is an important epidemiological tool to prevent human cases. In 2016, the Municipality of Ribeirão Preto recorded the circulation of YFV in urban and periurban areas, affecting both, Callithrix penicillata monkeys and one human being. The objective of this study was to evaluate the impact of YFV infection on the NHP's population in the area where a human death occurred. For this purpose, the presence of neutralizing antibodies against YFV in NHPs was investigated by the PRNT50 technique and the possible viral circulation maintenance was evaluated through the NS1-YFV rapid test and RT-qPCR. The study was conducted in the southern region of Ribeirão Preto, covering an area of 5.77 km2. From April to December 2018, 39 animals were captured, being 38 C. penicillata and 01 Sapajus nigritus. They were captured with the Tomahawk traps and then underwent chemical restrainment by midazolam and ketamine, which allowed for physical examination, biometric evaluation and blood collection. For PRNT50, two distinct viral strains were used, a sylvatic (JabSPM02) and a vaccine (17DD). 87.18% (34/39) of the animals were positive for the sylvatic strain, with antibody titers ranging from 10 to 160. In contrast, none animal neutralized the vaccine strain. When the presence of NS1-YFV viral antigen and also RT-qPCR were evaluated in the collected samples, all animals were negative, with no evidence of viral circulation in that region, at the time of the study. The most abundant NHP population in the study site was the C. penicillata species, and consequently the most frequent captured animals. The high seropositivity in this species combined with the good clinical condition of the animals suggest that this species is less susceptible to YFV infections and die only on rare occasions. Although it is the most common species in urban areas, it cannot be considered a sentinel animal because they do not succumb to the infection and because it is unknown how intense YFV viremia is in these animals, which is a drawback from the public health point of view. On the other hand, a high number of seropositivity points at a possible protection against a new outbreak in that region, until the susceptible NHP population is renewed. In addition, it should be considered that populations of the genus Alouatta have been reduced significantly throughout the state, lowering the detection sensitivity of an upcoming outbreak. Thus, a revision of the surveillance methodology is recommended, since passive surveillance may not be enough for early detection of YFV, culminating in the delay of implementation of preventive measures, and consequently the death of humans. Finally, active surveillance seems to be more assertive to predict a possible risk of the increase of YFV circulation and, consequently, the occurrence of an outbreak.
 
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Date de Publication
2020-05-04
 
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