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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.21.2019.tde-15022019-142903
Documento
Autor
Nome completo
Ivan Machado Martins
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Gasalla, Maria de los Angeles (Presidente)
Santos, Luciana Cavalcanti Maia
Carvalho, Adriana Rosa
Hanazaki, Natalia
Título em inglês
Vulnerability to and perception of climate change among small-scale fishing communities from the South Brazil Bight
Palavras-chave em inglês
Climate change
Fishing communities
Perception
Small-scale fishery
Vulnerability
Resumo em inglês
Fishing is one of the main extractive activities of marine resources and constitutes an important source of food, income and livelihood for millions of people around the world. Fishing communities are highly susceptible to economic, social, natural and climate changes. Climate change has affected the livelihoods of fishing communities, and the impacts and consequences are still poorly understood. Therefore, this thesis sought to provide a better understanding of the impacts of climate change on small-scale fishing communities, using an analytical approach focusing on perception and vulnerability. The study area was the South Brazil Bight region, defined as the continental shelf area that extends between Cabo Frio (RJ) and Cabo Santa Marta (SC). The region has unique characteristics, as it is located in the most urbanized and industrialized region of the country and has several small- and large-scale fishing communities. To represent the diversity of the fishing communities in the region, 8 communities with distinct characteristics were selected: Itaipu (RJ), Ilha do Araújo (RJ), Enseada (SP), Bonete (SP), Boqueirão Sul (SP), Mandira (SP), Pontal de Leste (SP) and Praia do Porto (SC). A total of 151 households were interviewed in the selected communities from November 2014 to September 2016. In the first chapter of this thesis, an ethno-oceanographic approach was applied to investigate fisher perceptions on climate and ocean changes and the impact of such changes on fisher livelihoods. The results show that fishers detected changes in the environment and that these changes are positively and negatively impacting their yields and livelihoods. In the second chapter, a cross-scale approach was used to assess and identify the key factors that affect the vulnerability of fishing communities to climate change. Among the vulnerability factors, the distance to the market and urban centers and the lack of institutional support increase fishing community vulnerability to climate change; community organization, strong leadership, partnership with researchers, co-management and livelihood diversification reduce the vulnerability of communities. In the third chapter, the vulnerability approach was used again but at the regional level, by comparing data from the South Brazil Bight with the southern Cape of South Africa. Among the factors that differentiate the two regions, a high dependence on fishing, a strong attachment to place, and the lack of policy focused on small-scale fisheries increase the vulnerability of the communities in the South Brazil Bight, while participation in the decision-making process, ownership of boats and fishing rights are factors that reduce the regional vulnerability of the South Brazil Bight. Therefore, these findings provide a better understanding of the impact of climate change on the livelihood of fishers and fishing communities and serve as a basis for the development of effective climate change adaptation strategies that have minimal social impacts.
Título em português
Vulnerabilidade e percepção das mudanças climáticas entre as comunidades pesqueiras da costa Sudeste do Brasil
Palavras-chave em português
Comunidades pesqueiras
Mudanças climáticas
Percepção
Pesca pequena escala
Vulnerabilidade
Resumo em português
A pesca é uma das principais atividades extrativistas de recursos marinhos e constitui importante fonte de alimento, renda e modo de vida para milhões de pessoas ao redor do mundo. As comunidades pesqueiras são bastante susceptíveis às mudanças econômicas, sociais, naturais e também climáticas. Desta forma, as mudanças climáticas têm afetado o modo de vida das comunidades pesqueiras e seus impactos e consequências ainda são pouco explorados. Com isto, a presente tese buscou contribuir para um melhor entendimento dos impactos das mudanças climáticas em comunidades de pesca de pequena escala, usando a percepção e a vulnerabilidade como abordagens analíticas. A região alvo do estudo foi a costa Sudeste do Brasil, definida como a área da plataforma continental que se estende entre o Cabo Frio (RJ) e o Cabo de Santa Marta (SC). A região possui características únicas, pois situa-se na região mais urbanizada e industrializada do país, e abriga uma série de comunidades pesqueiras de pequena e grande escala. Com o intuito de representar a diversidade de comunidades pesqueiras da região, 8 comunidades com características distintas foram selecionadas: Itaipu (RJ), Ilha do Araújo (RJ), Enseada (SP), Bonete (SP), Boqueirão Sul (SP), Mandira (SP), Pontal de Leste (SP) e Praia do Porto (SC). Um total de 151 unidades familiares foram entrevistadas nas comunidades selecionadas no período de Novembro de 2014 a Setembro de 2016. No primeiro capítulo a abordagem etno-oceanográfica foi utilizada para investigar a percepção dos pescadores a respeito das mudanças no clima e nos oceanos e o impacto de tais mudanças no modo de vida dos pescadores. Os resultados encontrados mostram que os pescadores detectam mudanças no ambiente e que tais mudanças estão impactando positiva e negativamente os seus rendimentos e o modo de vida dos pescadores. No segundo capítulo foi utilizado uma abordagem ampla e multiescalar para avaliar e identificar os principais fatores que afetam a vulnerabilidade das comunidades pesqueiras às mudanças climáticas. Dentre os fatores temos a distância ao mercado e aos centros urbanos e a falta de suporte institucional que aumentam a vulnerabilidade; enquanto que organização comunitária, forte liderança, parceria com centros de pesquisa, gestão compartilhada e alternativas de modos de vida que reduzem a vulnerabilidade das comunidades. No terceiro capítulo a abordagem da vulnerabilidade foi novamente utilizada, mas desta vez em nível regional, através da comparação dos dados da costa Sudeste do Brasil com a costa sul da África do Sul. Entre os fatores que diferenciam as duas regiões estão a alta dependência da pesca, forte relação com a comunidade e falta de política pública voltada para a pesca de pequena escala que aumentam a vulnerabilidade das comunidades da costa Sudeste do Brasil; enquanto que participação no processo de tomada de decisão, posse de barcos e das licenças de pesca são fatores que reduzem a vulnerabilidade regional da costa Sudeste do Brasil. Desta forma, estes achados contribuem para melhor compreender o impacto das mudanças climáticas no modo de vida dos pescadores e nas comunidades pesqueiras, servindo de base para a elaboração de estratégias de adaptação às mudanças climáticas mais eficientes e de menor impacto social.
 
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Data de Publicação
2019-02-19
 
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