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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.22.2016.tde-06012016-151027
Documento
Autor
Nome completo
Ana Paula Leme de Souza
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2015
Orientador
Banca examinadora
Pessa, Rosane Pilot (Presidente)
Santos, Manoel Antonio dos
Suen, Vivian Marques Miguel
Título em português
Tratamento dos transtornos alimentares: perfil da não adesão e dos fatores associados
Palavras-chave em português
Abandono do paciente
Pacientes que desistem do tratamento
Transtornos alimentares
Resumo em português
Os transtornos alimentares (TA) são doenças psiquiátricas graves que apresentam quadro complexo e de mau prognóstico. Acometem principalmente adultos jovens que não raramente abandonam o tratamento. O objetivo deste trabalho foi traçar o perfil da não adesão do tratamento de pacientes com TA de um serviço especializado e investigar os fatores associados. Trata-se de estudo transversal de caráter descritivo exploratório com delineamento do tipo caso-controle e quali-quantitativo, cuja coleta de dados se deu em duas etapas. Na primeira, os prontuários de todos os pacientes atendidos pelo serviço foram revisados para coletar dados sociodemográficos, clínicos e desfecho do tratamento. Na segunda etapa, seis participantes do sexo feminino que abandonaram o tratamento foram entrevistadas para coleta de dados antropométricos, alimentares (EAT-26), de imagem corporal (Escala de Figuras de Silhuetas) e investigar os motivos da não adesão. Os dados foram analisados pelo programa SPSS e foram utilizados os testes qui-quadrado, teste exato de Fisher, teste não paramétrico de Mann-Whitney e análise de regressão logística, além da análise de conteúdo temático. Como resultados, 156 (66,7%) pacientes abandonaram o tratamento (Grupo Abandono-GA) e 78 (33,3%) tiveram outros desfechos (Grupo Não Abandono-GNA): alta (n=55; 70,5%), óbito (n=02; 2,6%) ou estavam em seguimento no momento da coleta de dados (n=21; 26,9%). No GA, a maioria era do sexo feminino (n=140; 89,7%), de Ribeirão Preto e região (n=120; 76,9%), estudantes (n=86; 55,1%), solteiros (n=122; 78,2%) com escolaridade mínima do nível fundamental (n=45; 28,8%) e proporcionalmente com diagnóstico de bulimia nervosa (n=41; 80,4%). Foi encontrada diferença significativa entre os grupos na Hipótese Diagnóstica, Comorbidades Psiquiátricas, Depressão, Transtornos de Personalidade, Comorbidades Clínicas e Osteopenia. No GA, o primeiro (n=85; 54,5%) e o último atendimento (n=89; 57,05%) foram nos anos 2000, o estado nutricional foi de eutrofia tanto no primeiro (n=85; 54,5%) quanto no último atendimento (n=104; 66,7%) e ausência de amenorreia no momento inicial e final do seguimento. O estado nutricional apresentou significância estatística em relação ao desfecho do tratamento e a presença de comorbidade clínica atuou como fator protetor para o abandono. No momento atual, a maioria das participantes apresenta atitudes alimentares típicas dos TA, inacurácia da percepção corporal e insatisfação com a autoimagem. Os motivos para o abandono do tratamento foram multifatoriais envolvendo aspectos relacionados à equipe, ao protocolo de tratamento e à própria paciente. Como conclusão, a taxa de abandono do serviço é alta e a presença de comorbidade clínica atuou como fator protetor para o abandono. Pacientes com estado nutricional adequado e sem complicações clínicas são mais vulneráveis ao abandono e podem, a longo prazo, permanecer com os sintomas típicos dos TA. Pelo fato do abandono envolver questões multifatoriais, sugere-se capacitação dos profissionais da equipe, revisão e aprimoramento de protocolos de atendimento para melhor acolhimento, adesão e identificação prévia dos grupos de risco. Estudos prospectivos e baseados em evidências poderão contribuir para as pesquisas dirigidas especificamente à resistência ao tratamento e consequente não adesão de pacientes com TA, buscando uma melhor compreensão desses transtornos e seu tratamento
Título em inglês
Eating disorders treatment: profile of non-adherence and associated factors
Palavras-chave em inglês
Eating disorders
Patient dropouts
Patients who dropout of treatment
Resumo em inglês
Eating Disorders (ED) are serious psychiatric illness which present a complex set of symptoms and signs and bad prognosis. ED affect mainly young adults who not infrequently dropout of treatment. This paper aims at outlining the profile of non-adherent patients from a specialized service suffering from ED and investigating associated factors. This is a cross- sectional study, of exploratory descriptive nature, with case-control and quali-quantitative approach, whose data collection occurred in two stages. In the first stage, medical records of all patients being treated by the service have been reviewed in order to collect social and demographic data, as well as clinical data and data related to the outcome of the treatment. In the second stage, six female participants who have dropped out of treatment have been interviewed for the purposes of collecting anthropometric, eating (EAT-26), body image (Silhouettes Scales) data and investigating the reason for their non-adherence. Data has been analyzed by SPSS program and the following tests have been used: chi-square, Fisher's exact test, Mann-Whitney U test and logistic regression analysis, besides theme-based content analysis. As a result, 156 (66.7%) patients dropped out of treatment (Dropout Group-DG) and 78 (33.3%) had different outcomes (Persisters Group-PG): medical discharge (n=55; 70.5%), death (n=02; 2.6%) or were still under treatment at the time of data collection (n=21; 26.9%). Among DG, most were female (n=140; 89.7%), from Ribeirão Preto and surroundings (n=120; 76.9%), students (n=86; 55.1%), single (n=122; 78.2%) at least with Junior and Elementary High School (n=45; 28.8%) and proportionally with a diagnosis of bulimia nervosa (n=41; 80.4%). A significant difference was found between the groups in terms of Diagnostic Hypothesis, Psychiatric Comorbidities, Depression, Personality Disorder, Clinical Comorbidities and Osteopenia. Among DG, the first (n=85; 54.5%) and last visits (n=89; 57.05%) were paid in the 2000's, nutritional status was eutrophia both in the first (n=85; 54.5%) and last visits (n=104; 66.7%) and absence of amenorrhea on the first and final moments of their treatment. Nutritional status has proved to be statistically significant regarding the outcome of the treatment and existence of clinical comorbidity has worked as a protective factor to prevent dropout. Currently, most participants assume eating attitudes typical of ED: inaccurate body perception and dissatisfaction with their self-image. Reasons for their dropping out treatment were due to many factors, involving aspects related to the team, to the treatment protocol and to patients themselves. As a conclusion, the dropping out rate of service is high and the existence of clinical comorbidity has worked as a protective factor to prevent dropout. Patients with an appropriate nutritional status and without clinical complications are more likely to dropout of treatment and may, on a long term, remain with symptoms typical of ED. As dropouts occur for multiple reasons, it is suggested: to qualify and train the team of professionals, review and improve service protocols in order to enhance receptiveness, adhesion and prior identification of risk groups. Prospective evidence-based studies could contribute to researches specifically driven to treatment resistance and consequent non-adherence of patients with ED, which could seek a better understanding of these disorders and their treatment
 
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Data de Publicação
2016-01-26
 
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