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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.41.1995.tde-12072012-102724
Documento
Autor
Nome completo
Silvia Fazzolari Corrêa
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 1995
Orientador
Banca examinadora
Vanzolini, Paulo Emilio (Presidente)
Nogueira Neto, Paulo
Peracchi, Adriano Lucio
Silva, Rui Cerqueira
Trajano, Eleonora
Título em português
Aspectos Sistemáticos, Ecológicos e Reprodutivos de Morcegos na Mata Atlântica
Palavras-chave em português
Brasil
Mamíferos
Mata Atlântica
Quirópteros
Zoologia
Resumo em português
A fauna de morcegos de uma área preservada de Mata Atlântica (Parque Estadual da Ilha do Cardoso, São Paulo) foi estudada quanto à sua composição e estrutura em dois tipos de formações vegetais distintos (mata de encosta e mata de restinga) e quanto às suas variações sazonais, identificando-se o período reprodutivo. A metodologia empregada consistiu de capturas mensais realizadas de julho de 1990 a julho de 1991, utilizando-se redes de neblina dispostas nos mesmos lugares durante todo o período. Os morcegos capturados foram identificados no campo, tendo seu sexo e estado reprodutivo observados nesse momento; a maioria dos exemplares foi sacrificada, retirando-se o conteúdo estomacal e as gônadas para análise de dieta e de estado reprodutivo. Também foram retirados os endo e ectoparasitas. Todos os animais coletados foram preservados por via seca e depositados na coleção de mamíferos do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Alguns exemplares foram marcados e soltos. Foram capturados 393 indivíduos de 27 espécies, com predominância da família Phyllostomidae, especialmente da subfamília Stenodermatinae. De um modo geral, as espécies capturadas estão dentro de suas áreas já conhecidas de distribuição, à exceção de Dermanura cinérea, que ainda não havia sido detectada na região sudeste. Também foi encontrada uma espécie nova da família Vespertilionidae, denominada Lasiurus ebenus. Apesar das espécies encontradas serem de ampla distribuição, a composição da comunidade mostra peculiaridades que refletem a fisiografia local. A maioria das espécies (19) foi considerada rara, sendo seis classificadas como comuns e duas, Artibeus obscurus e Sturnira lilium, como muito comuns. Há diferenças marcantes entre as comunidades da mata e da restinga: a primeira apresenta número muito maior de indivíduos e de espécies (310 e 22 respectivamente VS 83 e 10), sendo muito comuns S.lilium e A.obscurus; na segunda Artibeus lituratus é o morcego classsificado como muito comum. Em ambas as fitofisionomias há espécies exclusivas (17 na mata e cinco na restinga); aquelas comuns às duas formações foram capturadas com frequências muito diferentes, à exceção de Myotis nigricans. Além das diferenças entre as fitofisionomias, pode-se observar diferenças na composição das comunidades de acordo com a época do ano. Nos meses frios (maio a outubro) são mais comuns S.lilium e A.obscurus, e nos meses quentes (novembro a abril) são mais comuns A.obscurus e A.lituratus. De um modo geral, acredita-se que a comunidade de morcegos da Ilha do Cardoso, como um todo, tenha sido estruturada por pressões outras que a competição por alimentos, haja vista a existência de preferências diferenciadas quanto aos ítens das dietas e quanto ao período do ano de maior atividade, assim como a inexistência de um período realmente crítico quanto à oferta de alimentos. Detectou-se um período longo de reprodução, de agosto a maio, havendo nas espécies comuns um estro pós-parto, que possibilita o nascimento de dois filhotes em uma única estação reprodutiva. Estas espécies são classificadas como poliéstricas bimodais sazonais. Quanto aos aspectos histológicos das gônadas dos morcegos dos gêneros mais comuns, Artibeus e Sturnira, observou-se grande semelhança nas estruturas e fases do ciclo. Em Sturnira Sturnira o período de reprodução mostrou iniciar-se um mês mais cedo do que a análise da morfologia externa pode detectar. As fêmeas dos dois gêneros são monovulares, e as maiores diferenças entre elas é a presença indubitável de células paraluteínicas no corpo lúteo de Sturnira e sua não observação em Artibeus. Os machos produzem espermatozóides ao longo de todo o ano, não apresentando picos no período em que supostamente as fêmeas estão receptivas. Nos testículos dos dois gêneros, a maior diferença encontrada é a presença de células intersticiais de caráter glandular em Sturnira, que se acredita serem células de Leydig, produtoras de hormônios masculinos, e que não foram observadas em Artibeus. Tenta-se apresentar desta forma um quadro abrangente sobre a fauna de morcegos de uma área não perturbada de Mata Atlântica, também apontando problemas relacionados à estruturação de comunidades e à distribuição de espécies no sudeste brasileiro.
Título em inglês
Systematics, ecological and reproductive aspects of bats in the Atlantic forest
Palavras-chave em inglês
Atlantic forest
Brazil
Chiropterans
Mammals
Zoology
Resumo em inglês
A chiropteran community of a well-preserved region of Atlantic Forest (Ilha do Cardoso State Park, São Paulo) was studied in its composition and structure in two different vegetation types (rain forest and "restinga"), aiming at identifiying seasonal changes and reproductive periods. The most common species found were Artibeus obscurus and Sturnira lilium. There are many differences between the rain forest community and the restinga one: the former is much more diverse than the latter (380 individuals of 22 species and 83 individuals of 10 species, respectively). There are also significant seasonal changes in the composition of the communities and relative abundance of the species between the cold and warm periods of the year. In the cold one, Sturnira lilium and Artibeus obscurus are considered "very common" and in the warm one the "very common" are Artibeus obscurus and Artibeus lituratus. Reproduction occurs during a long period (August to May), with a second estrus in the common species. The gonads of the species of Artibeus and Sturnira are very similar; the females mature one ovum each time and the males produce sperm all over the year.
 
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Silvia_Correa.pdf (11.45 Mbytes)
Data de Publicação
2013-11-22
 
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