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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.46.2002.tde-02122015-124328
Documento
Autor
Nome completo
Gandhi Rádis Baptista
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2002
Orientador
Banca examinadora
Raw, Isaias (Presidente)
Daffre, Sirlei
Malnic, Bettina
Miranda, Maria Teresa Machini de
Terra, Walter Ribeiro
Winter, Carlos Eduardo
Winter, Lucile Maria Floeter
Título em português
Clonagem, identificação e análise de genes de peptídeos tóxicos da cascavel sul americana, Crotalus durissus terrificus. Implicações evolutivas e funcionais
Palavras-chave em português
Crotalus durissus terrificus
Crotamina
Evolução gênica
Expressão gênica
Farmacologia molecular
Peptídios catiônicos
Quimiocinas
Serpentes (Estudo)
Toxinas (Estudo)
Toxinologia molecular
Resumo em português
O veneno de animais contém um arsenal de toxinas que desencadeia respostas fisiológicas e bioquímicas específicas. A crotamina, um peptídio catiônico (4,4 kDa, pI 9,5), é um dos componentes mais abundantes do veneno de cascavel Sul Arrericana (Crotalus durissus terrificus). No Brasil, há populações de C. d. terrificus que expressam ou não a crotamina no veneno. Em um único espécime de C. d. terrificus crotamina-positivo, foram isolados cDNAs precursores de duas isoformas de crotamina, dentre as quais a crotamina lle-19, presente somente no veneno de C.d. ruruima. Análise por Northern blot de RNA total e mensageiro de glândulas de C.d. terrificus crotamina-positivo e -negativo, indica que a expressão é defectiva em espécimes de cascavel crotamina-negativo. O gene da crotamina (Crt-pl) foi isolado e possui três exons interrompidos por dois introns de diferentes fases e tamanhos. O exon I codifica a totalidade do peptídio sinal; o exon II codifica os três resíduos carboxi-terminais do peptídio sinal, bem como a maior parte da toxina madura; o terceiro exon codifica os resíduos terminais da toxina. Tentativa de identificar o pseudogene da crotamina, que indicaria a ausência de transcritos na glânlula de veneno, permitiu isolar um gene parálogo ao da crotamina, isto é o gene crotasin (Cts-p2). Esse gene apresenta a mesma organização estrutural do gene da crotamina, contudo, o intron I é cerca de 800 pares de base mais longo e o exon II é hipermutado. Esse gene é expresso em diferentes tecidos de cascavel, majoritariamente no pâncreas, mas insignificantemente nas glândulas de veneno. Surpreendentemente, esse gene é também detectado no genoma de C. d. terrificus crotamina-positivo, sugerindo que o gene de crotamina é o produto de uma duplicação gênica, bem como da evolução acelerada que operou restritivamente ao exon II. Buscando as funções do produto desse gene nos tecidos de cascavel, por alinhamento de domínios protéicos e outras famílias de peptídios de vertebrados, duas categorias foram encontradas: peptídios catiônicos antibióticos (β-defensinas) e domínios ricos em cisteína de receptores de fator de crescimento. Testes antibióticos indicam que o crotasin, a crotamina e oligopeptídios derivados sintéticos possuem certa atividade microbicida seletiva. Por outro lado, ensaios com células-tronco embrionárias de camundongo e crotamina de veneno mostram que a crotamina é citotóxica em concentrações milimolares, mas induz a diferenciação dos corpos embrionários, em concentrações micromolares. Esses achados demonstram a multi-funcionalidade de peptídios catiônicos, com três pontes de cisteína precisamente arranjadas, é decorrente da versatilidade dos domínios protéicos anfipáticos, que permitem interação com a membrana plasmática, modulando canais iônicos e receptores celulares.
Título em inglês
Cloning, identification and analysis of genes toxic peptides of the South American rattlesnake, Crotalus durissus terrificus. Evolutionary and functional implications
Palavras-chave em inglês
Cationic peptides
Chemokines
Crotalus durissus terrificus
Crotamine
Gene evolution
Gene expression
Molecular pharmacology
Molecular toxicology
Snakes (Study)
Toxins (Study)
Resumo em inglês
Abstract not available.
 
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Data de Publicação
2015-12-02
 
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