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Doctoral Thesis
DOI
10.11606/T.47.2013.tde-16072013-122824
Document
Author
Full name
Carine Savalli Redigolo
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2013
Supervisor
Committee
Resende, Briseida Dogo de (President)
Almada, Patricia Ferreira Monticelli
Lantzman, Mauro
Mendes, Francisco Dyonisio Cardoso
Souza, Vanner Boere
Title in Portuguese
Comunicação funcionalmente referencial e intencional nos cães (Canis familiaris)
Keywords in Portuguese
Cães
Comunicação
Intencionalidade
Referencialidade
Abstract in Portuguese
A exposição ao ambiente social humano ofereceu aos cães um nicho especial para desenvolver habilidades socio-comunicativas para cooperar com o ser humano. Tem sido exaustivamente estudada a habilidade dos cães de usar sinais comunicativos do ser humano. O presente estudo levanta uma questão sobre a produção de sinais pelos cães para se comunicar com o ser humano: Os cães são capazes de se comunicar usando sinais direcionados a algum item de interesse no ambiente e com intenção de manipular seus tutores de tal forma a recebê-lo? Como intencionalidade não é possível de mensurar, alguns critérios operacionais podem ser considerados como requisitos para qualificar um sinal comunicativo como funcionalmente referencial e intencional: o sinal deve ser usado socialmente (para ser, antes de mais nada, considerado um sinal comunicativo) e influenciado pela direção da atenção visual do receptor; além disso o emissor do sinal deve apresentar alternância de olhares entre o receptor e o objeto ou evento a ser comunicado e comportamentos de chamar a atenção, e, finalmente, o emissor deve persistir e elaborar a comunicação quando a primeira tentativa de manipular o receptor falhar. Cães foram submetidos a um estudo experimental em que eles podiam ver uma comida desejável mas precisavam da cooperação de seus tutores para recebêla. Manipulando a presença/ausência do tutor/comida, a posição da comida (em dois possíveis lugares), a direção da atenção visual do tutor e o comportamento do tutor quanto ao resultado do pedido (dar a comida, metade da comida ou uma comida indesejável) após um período em que os cães comunicavam a comida, pudemos investigar se esses critérios de referencialidade xv e intencionalidade eram válidos para os cães. Foram encontradas evidências de que os cães usam comportamentos, especialmente a alternância de olhares entre o tutor e comida, como sinais comunicativos de uma maneira funcionalmente referencial e intencional. O presente e exaustivo estudo confirma e atualiza estudos anteriores; ele também enfatiza que diferentes cenários podem levar a diferenças nos comportamentos referenciais e intencionais dos cães. Assim como em outros estudos sobre cognição social em animais, esse estudo não permite separar se os comportamentos adaptativos dos cães baseiam-se em mecanismos simples ou em uma teoria da mente do seu tutor; ainda assim, ele mostra nos cães propriedades dos comportamentos comunicativos similares aos dos pongídeos que vivem em cativeiro
Title in English
Functionally referential and intentional communication in dogs (Canis familiaris)
Keywords in English
Communication
Dogs
Intentionality
Referentiality
Abstract in English
The exposure to the humans social environment provided a special niche for dogs to develop socio-communicative skills to cooperate with human. It has been exhaustive studied the ability of dogs to use humans communicative signals. The current study arises a question about the production of signals by dogs to communicate with humans: are dogs able to communicate by using directional signals toward some desirable entity in the environment and with intention to manipulate their owners behavior in order to receive it? Since intentionality is not possible to be measured, some operational criteria can be considered as a requirement to qualify a communicative signal as functionally referential and intentional: the signal should be used socially (to be, first of all, considered as a communicative signal) and influenced by the recipients visual direction of attention; moreover the sender of the signal should display gaze alternations between the recipient and the object or event to be communicated and getting-attention behaviors, and, finally, the sender should persist and elaborate the communication when the first attempt to manipulate the recipient failed. Dogs were submitted to an experimental study in which they could see a desirable food but they need their owners cooperation in order to receive it. By manipulating the presence/absence of the owner/food, the position of the food (in two possible places), the owners visual direction of attention and the owners behavior regarding the outcome of the request (providing the food, half food or undesirable food) after a period that dogs communicated about the food, we could investigate whether these criteria of referentiality and intentionally were validated for dogs. It was found evidences that dogs use behaviors, especially gaze alternation between the xiii owner and the food, as communicative signals in a functionally referential and intentional way. The present exhaustive work confirms and upgrades previous results; it also highlights that different set ups can lead to some differences of referential and intentional communicative behaviors in dogs. As for other studies of social cognition in animals, it does not allow disentangling whether the dogs adaptive behaviors are based on simple mechanisms or on a theory of mind of their owners; still, it shows in dogs similar properties of communicative behaviors than in captive apes
 
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Publishing Date
2013-08-01
 
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