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Tese de Doutorado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
David Borges Florsheim
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Simao, Livia Mathias (Presidente)
Guimarães, Danilo Silva
Silva, Paulo José Carvalho da
Ayres, Jose Ricardo de Carvalho Mesquita
Messas, Guilherme Peres
Valsiner, Jaan
Título em português
Sobre a dificuldade de diálogo na psicopatologia: contribuições da hermenêutica filosófica e da psicologia sociocultural
Palavras-chave em português
Diálogo
Hermenêutica
Identidade
Psicopatologia
Resumo em português
Considerada por muitos uma disciplina híbrida situada entre as ciências humanas e as ciências naturais, a psicopatologia é constituída por diversos modelos explicativos. Essa multiplicidade de compreensões a respeito do sofrimento psíquico torna o diálogo interprofissional um desafio constante. O objetivo principal desta tese foi buscar uma compreensão a respeito das razões dessa dificuldade de diálogo na psicopatologia. Para isso, utilizamos as perspectivas teórico-metodológicas da hermenêutica filosófica e da psicologia sociocultural bem como a concepção coerentista sobre a verdade. Foram lidos tanto textos de autores clássicos da área como de autores contemporâneos a fim de desenvolvermos os argumentos apresentados. Realizamos uma reflexão a respeito do impacto da utilização de três formas de absolutismo: objetivismo, universalismo e fundacionalismo cartesiano. Essa última perspectiva será mais aprofundada do que as demais. Isso se deve tanto em razão de ser ainda muito utilizada na psicopatologia, como também por ser menos explicitada e debatida nas reflexões epistemológicas dessa área. Tomamos em consideração as concepções de Thomas Kuhn e algumas distorções feitas a partir delas. Questionamos a ideia de haver uma incomensurabilidade absoluta, impeditiva de um diálogo entre os diferentes modelos explicativos (diferentes concepções acerca do mundo e do ser humano). Como a hermenêutica filosófica propõe, a linguagem é sempre aberta e, portanto, o diálogo autêntico é sempre possível se as partes envolvidas estiverem dispostas a tanto. Aprofundamos também alguns dos principais conceitos de Hans-Georg Gadamer, o criador da hermenêutica filosófica, no intuito de se buscar uma melhor explicitação da nossa compreensão sobre a dificuldade de diálogo. Enfatizamos a dimensão sociocultural da criação de classificações em psicopatologia para apontarmos como a mediação do sujeito está sempre presente na construção do conhecimento. Isso contribui para a relativização das concepções das perspectivas absolutistas, mas não pressupõe um relativismo absoluto. Propusemos dois entendimentos a respeito da identidade, principalmente no que se refere à identidade profissional. O primeiro deles foi nomeado "identidade fundacionalista". A adoção desse entedimento de identidade tende a estimular identidades profissionais rígidas e os frequentes dogmatismos e sectarismos existentes na psicopatologia. Isso interfere negativamente no estabelecimento de diálogos entre os diferentes modelos explicativos. O segundo entendimento foi nomeado "identidade dialógica" e, como o nome já indica, trata-se aqui de um estímulo ao diálogo interprofissional. Defendemos a concepção de que, ao haver diálogo, haverá também um maior desenvolvimento tanto da pesquisa como do tratamento do sofrimento psíquico. Como ênfase final destacamos a importância de se construir uma verdadeira ética democrática na psicopatologia. Isso, por sua vez, implica a adoção de um pluralismo conceitual: todos os envolvidos devem possuir uma voz ativa na construção do conhecimento
Título em inglês
On the difficulty of dialogue in psychopathology: contributions from philosophical hermeneutics and sociocultural psychology
Palavras-chave em inglês
Dialogue
Hermeneutics
Identity
Psychopathology
Resumo em inglês
Psychopathology is considered by many a hybrid discipline between the human sciences and the natural sciences, and it includes several explanatory models. This diversity of approaches to psychic suffering renders interprofessional dialogue a constant challenge. The main aim of this thesis was to understand the reasons for this difficulty in psychopathology. We made use of the theoretical and methodological perspectives of philosophical hermeneutics and sociocultural psychology, in addition to the coherentist conception of truth. Both texts from classical authors in this field, and contemporary authors were evaluated to help develop our argument. We analysed the use of three forms of absolutism: objetivism, universalism and Cartesian foundationalism. This last perspective will be examined in more detail than the other ones, due to the fact that it is still much used in psychopathology, and also because it is less explicit and less discussed in epistemological approaches in this field. We also took into account Thomas Kuhn´s ideas, plus some misunderstandings of them. We questioned the idea that there is an absolut incommensurability that could prevent a dialogue between the different explanatory models (different conceptions, both about the world, and about human beings). As proposed by philosophical hermeneutics, language is always open and, therefore, an authentic dialogue is always possible if both parties are willing. We have also foccused on some of the main concepts of Hans-Georg Gadamer, who developed philosophical hermeneutics, in order to attain a better understanding of the difficulties involved in dialogue. We emphasize the sociocultural dimension present in the classifications in psychopathology, and we pointed out how the subject always mediates the construction of knowledge. This contributes to the relativization of the conceptions of absolutist perspectives, but it doesn´t pressupose an absolut relativism. We proposed two views concerning identity, mainly in reference to professional identity. The first we called "foundationalist identity". This approach to identity tends to stimulate inflexible professional identities and the frequent dogmatism and sectarism that pervades psychopathology. All this interferes in a negative way in the establishment of dialogues between different explanatory models. The second view we called "dialogical identity" and, as its name suggests, it refers to the encouragement of interprofessional dialogue. Our position is that if there is dialogue there will also be further development both of research, and the treatment of psychic suffering. Finally, we underscored the importance of building a truly democratic ethics for psychopathology. This, in turn, means the adoption of conceptual pluralism: all those persons involved should have an active role in the construction of knowledge
 
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florsheim_do.pdf (1.95 Mbytes)
Data de Publicação
2019-11-19
 
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