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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.47.2014.tde-28112014-151706
Documento
Autor
Nome completo
João Felipe Guimarães de Macedo Sales Domiciano
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2014
Orientador
Banca examinadora
Dunker, Christian Ingo Lenz (Presidente)
Cardoso, Irene de Arruda Ribeiro
Gellis, André Luiz
Título em português
O mito e sua estrutura: contribuições da antropologia lévi-straussiana para a formalização da clínica psicanalítica
Palavras-chave em português
Antropologia
Clínica
Estrutura
Mito
Psicanálise
Resumo em português
Inserida no intercâmbio teórico entre a psicanálise e a antropologia estrutural, a presente pesquisa busca analisar os papéis e implicações da noção de mito para a constituição de um projeto de formalização da experiência psicanalítica. Em pesquisa anterior, constatamos como na conferência O mito individual do neurótico (1953), Jacques Lacan realizou a aplicação do modelo lógico através da qual o antropólogo Claude Lévi-Strauss tratou da estrutura mítica a fórmula canônica do mito (1955) ao caso freudiano do Homem dos Ratos. Desta premissa, uma questão se impôs: em que medida o modelo da estrutura inerente ao fenômeno mítico foi condição necessária para a apropriação lacaniana do ideário estrutural e quais os efeitos de tal momento constitutivo sobre seu futuro projeto de formalização da clínica psicanalítica. Com tal objetivo em vista, mapeamos inicialmente na obra de Freud as dimensões do tema do mito. Vimos como sua aparição é contemporânea à emergência da psicanálise como uma prática clínica, e como está ligado a um programa antropológico de universalização das descobertas psicanalíticas, cuja maior expressão é a publicação de Totem e Tabu (1912-13) e sua ampliação do valor metodológico da lógica mítica para a apreensão da origem da cultura. A partir de uma revisão das leituras e críticas à psicanálise pelas principais vertentes da antropologia no início do século XX, observamos como o valor epistêmico-metodológico da obra freudiana apenas será plenamente reconhecido com o advento do projeto estrutural de antropologia engendrado por Lévi-Strauss e responsável por inscrever o mito como objeto privilegiado de estudo. Acompanhamos os principais movimentos de Lévi-Strauss pela análise mítica (1949; 1955; 1964; 1985), ressaltando o papel central do modelo da fórmula canônica do mito. A análise das derivações matemáticas de seus termos fundamentais levou-nos a reconhecer seu valor para a psicanálise lacaniana. Neste modelo, Lacan encontrará (a) uma noção de estrutura que assimila a dimensão da dialética e do impossível em seus termos, (b) a base de sua teoria do significante, (c) um meta-modelo de formalização que o acompanhará por toda 9 sua obra. A partir desta revisão analisaremos se os desvios conceituais da assimilação lacaniana do modelo de Lévi-Strauss, poderiam retroativamente contribuir para uma revisão do valor da análise mitológica para além dos limites psicanalíticos. Para tal, nos valeremos de uma releitura das análises estruturais do mito de Édipo e do Homem dos Ratos. Cientes dos limites de nosso recorte, indicamos ao fim possíveis desdobramentos deste percurso para pesquisas futuras
Título em inglês
The myth and its structure: contributions of lévi-straussian anthropology to the formalization of psychoanalytical clinics
Palavras-chave em inglês
Anthropology
Clinics
Myth
Psychoanalysis
Structure
Resumo em inglês
Situated in the theoretical debate between psychoanalysis and structural anthropology, this research aims to analyse the roles and implications of the concept of myth for the establishment of formalizations project of psychoanalytical experience. In previous research, we found that in the conference The neurotic 's individual myth (1953), Jacques Lacan applied the logical model by which the anthropologist Claude Lévi-Strauss read the mythic structure the canonical formula of myth (1955) to revised the Freudian case of the Rat Man. From this premise, a question remained: to what extent the model of the structure inherent of the mythical phenomenon was necessary for the appropriation of Lacanian ideas structural condition and what the effects of such constitutive moment on his future formalizations of the psychoanalytic practice. With this aim in view, we initially mapped in Freud's work the dimensions of the theme of the myth. We saw how its appearance is contemporary to the emergence of psychoanalysis as a clinical practice, and how it is connected to an anthropological program of universalization of the psychoanalytic discoveries, whose highest expression is the publication of Totem and Taboo (1912-13) and its expansion of the methodological value the mythical logic to apprehend the origin of culture. From a review of the readings and critiques of psychoanalysis by the anthropologists in the early twentieth century, we saw how the epistemic and methodological value of Freud's work will be fully recognized with the advent of structural anthropology introduced by Lévi-Strauss, and responsible for signing the myth as a privileged object of study. We followed the Lévi-Strausss main movements in mythical analysis (1949, 1955, 1964, 1985), highlighting the central role of canonical formula of myth. The analysis of the mathematical derivations of its fundamental terms led us to recognize its value to Lacanian psychoanalysis. In this model, Lacan find (a) a type of structure that assimilates the dimension of the dialectic and the theme of impossible in its terms, (b) the basis of his theory of the signifier, (c) a meta-model for formalizing remains 11 throughout his work. From this review we analyse if the conceptual deviations of Lacanian assimilation of Lévi-Strauss model, could retroactively contribute to a revision of the value of the mythological analysis beyond the psychoanalytic limits. To this goal, we reread the structural analysis of the myth of Oedipus and the Rat Man. Aware of the limits of this research, we indicate possible outcomes at the end for future studies
 
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domiciano_me.pdf (2.12 Mbytes)
Data de Publicação
2014-12-03
 
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