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Master's Dissertation
DOI
10.11606/D.47.2018.tde-04092018-102726
Document
Author
Full name
Maiara de Souza Benedito
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2018
Supervisor
Committee
Fernandes, Maria Inês Assumpção (President)
Castanho, Pablo de Carvalho Godoy
Costa, Eliane Silvia
Silveira, Fernando da
Title in Portuguese
A relação entre psicologia e racismo: As heranças da clínica psicológica
Keywords in Portuguese
Alianças inconscientes
Clínica psicológica
Psicologia social
Racismo
Relações raciais
Abstract in Portuguese
Esta dissertação tem como objetivo investigar como a raça e o racismo afetam a prática dos psicólogos. A partir de uma leitura histórica da construção do que é ser negro no Brasil, discute-se as formas como a Psicologia pode contribuir para o enfrentamento do sofrimento causado pelo racismo. Adota-se a compreensão da raça enquanto uma construção social que reverbera em diversas faces do racismo, entre elas o racismo institucional, que pode refletir e determinar a forma como os negros acessam seus direitos. Apoiada na psicanálise vincular e no conceito de alianças inconscientes de Kaës, averigua-se se e como profissionais do campo da clínica psicológica identificam problemas relacionados ao racismo, analisando como eles atuam diante dessa problemática. As entrevistas abertas tiveram como base os pressupostos de Bleger e realizadas com três profissionais que atuam em dispositivos clínicos em serviços públicos e privados na região metropolitana de São Paulo. Em seguida, identificou-se de que modo as questões raciais são expressas no campo da clínica nesses dispositivos. Foram encontrados aspectos comuns entre as narrativas estudadas com relação ao racismo operar como uma transmissão psíquica entre as gerações e observou-se que há ambiguidade na diferenciação do racismo a outros tipos de preconceitos. Reconheceu-se a contradição entre desejo e a culpa entre as vítimas do racismo nos relatos dos entrevistados. Evidenciou-se a problemática do lugar do negro nos espaços sociais e a relevância dos territórios onde eles podem ou não ocupar. Na clínica psicológica, admitiu-se a existência de estruturantes psíquicos, responsáveis pelo delineamento do sofrimento de ser negro, e que, nessa dimensão, há um espaço para elaboração desse problema. Percebeu-se a importância de respeitar o sujeito enquanto si mesmo antes de fazer os recortes sociais necessários. Além disso, foi descoberta a necessidade de se realizar parcerias para o enfrentamento do racismo, destacando-se ainda o valor da apropriação histórica para que os fenômenos raciais possam ser compreendidos e superados. Este estudo conclui que a atuação da Psicologia se faz necessária política e socialmente
Title in English
Not informed by the author
Keywords in English
Psychological clinic
Race relations
Racism
Social psychology
Unconscious alliances
Abstract in English
This dissertation aims to investigate how race and racism have affected the practice of psychologists. From a historical reading of what it means to be black in Brazil, we discuss the ways in which Psychology can contribute to confronting the suffering caused by racism. The understanding of race is adopted as a social construction that reverberates on several branches of racism, including institutional racism, which can reflect and determine how blacks access their rights. Based on Linkage Psychoanalysis and on the concept of Unconscious Alliances by Kaës, we investigate whether and how professionals in the field of Psychology Clinic identify problems related to racism, analyzing how they act in face of this issue. Open interviews were conducted based on the assumptions of Bleger and carried out with three professionals who work in clinical settings in public and private services in the metropolitan region of São Paulo. Then, it was identified how racial issues are expressed in the clinical field. Common aspects were found among the narratives studied regarding racism operating as a psychic transmission between generations. Moreover, it was observed ambiguity in the differentiation of racism from other types of prejudices. The contradiction between desire and guilt among the victims of racism in the interviewees' accounts was acknowledged. The problematic of the place of the black in social spaces and the relevance of the territories where they can or cannot access were evidenced. In the psychological clinic, the existence of psychic structurants was admitted as responsible for the delineation of the suffering of being black, and in this sense, there is room for further elaboration. The importance of respecting the individual before making necessary social evaluations was recognized. In addition, we discovered the need to realize partnerships to combat racism, highlighting the importance of historical appropriation so that the racial phenomena can be understood and overcome. This study concludes that the performance of Psychology becomes politically and socially necessary
 
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benedito_me.pdf (1.02 Mbytes)
Publishing Date
2018-09-04
 
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