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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.47.2009.tde-26082009-092643
Documento
Autor
Nome completo
Maria Thereza Waisberg
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2009
Orientador
Banca examinadora
Tassara, Eda Terezinha de Oliveira (Presidente)
Ciampa, Antonio da Costa
Cromberg, Renata Udler
Massola, Gustavo Martineli
Rabinovich, Elaine Pedreira
Título em português
O que eu me tornei para mim mesmo? o homem sem qualidades, e o caráter predatório da modernidade tardia
Palavras-chave em português
Estética
Ética
Guerra
Identidade
Modernidade
Resumo em português
Esta tese tem como objetivo estudar a noção de identidade narrativa em Robert Musil, concentrada, sobretudo, em O homem sem qualidades. Para alcançá-lo, parte-se do exame dos escritos musilianos, publicados como obras completas, a fim de reconhecer, na dissolução da identidade do personagem, a contribuição emblemática ao problema da identidade mutante do homem, desde o advento da modernidade. Compreendido o lugar reservado da identidade ética figurada pela manutenção de si, compreende-se como a falta de qualidades retira-lhe todo o ponto de apoio. O drama da dissolução da identidade do personagem de Musil deixa aberta a questão: pode o não-sujeito permanecer uma figura do sujeito, mesmo que fosse sobre o seu modo negativo? A ficção literária de Musil opera no duplo sentido de definir a condição de ipseidade e voltar à vida, quando se procura uma definição para identidade. Dessa análise se depreende que o si representado pela narrativa é confrontado com a hipótese de seu próprio nada. Certamente esse nada não é o nada do qual não se tem nada a dizer. Essa hipótese dá, ao contrário, muito o que dizer, como disso é testemunha a imensidade da obra analisada. Dessa análise reconhecem-se como não faltam à hipótese verificações existenciais sobre as transformações da identidade pessoal à prova desse nada de identidade que aparece nos momentos de desenraizamento como extremo despojamento dos valores da cultura, deixando a resposta negativa à pergunta quem sou eu? exposta não mais à nulidade da própria condição do homem verdadeiro, mas à nudez da própria questão. A análise do caso de um homem sem qualidades expõe que a identidade pessoal não é o que importa; levando ao apagamento não apenas a identidade do mesmo, mas a identidade de si. Ao revelar a negação do si, o homem sem qualidades expõe a passagem do Quem sou eu? ao que sou eu? como perda de pertencimento aos valores da cultura; tal perda é o caráter, isto é, o conjunto das disposições adquiridas e das identificações sedimentadas pela cultura. O personagem expõe a condição de impossibilidade atual de reconhecer a alguém sem uma maneira durável de pensar, de sentir, de agir, que, outrossim, seria impensável. Se há identidade no fluxo mutante da sociedade atual, esta só é praticável no fracasso de uma sucessão indefinida de tentativas de identificação as quais constituem a matéria de narrativas com valor interpretativo a respeito da contração do si. Manter-se no plano ético um si que, no plano narrativo, pode apagar-se é o desafio e um limite para encontrar, no indivíduo, a distância entre identidade narrativa e identidade moral em benefício da dialética viva entre uma e outra. Eis aqui como se vê tal oposição transformar-se em uma tensão frutuosa.
Título em inglês
What I became for myself? The man without qualities, and predatory character of late modernity
Palavras-chave em inglês
Aesthetics
Ethics
Identity
Modernity
War
Resumo em inglês
This thesis is meant as a study of the notion of narrative identity in Robert Musil, especially as concentrated in The man without qualities (O homem sem qualidades). With this in mind, the starting point are Musils writings, published as his collected works. The aim is to recognize in the dissolution of the character´s identity the emblematic contribution to the question of mans changing identity, since the dawn of modernity. If we understand the place of represented ethical identity as the preservation of the self, we realize that the absence of qualities deprives it of all support. The drama of the dissolution of identity in Musils character leaves open the question: can the nonsubject remain a figure of the subject, even though in a kind of negative way? As one searches for a definition of identity, Musils negative fiction operates in a twofold way, both as a definition of the condition of ipsidity (ipsidité) and as a return to life. From this analysis one gathers that the self represented in the narrative is confronted with its own nothingness. Of course this nothingness is not the nothingness about which there is nothing to say. On the contrary, there is a great deal to be said about that hypothesis, as witnessed by the immensity of the work here analyzed. From this analysis one acknowledges that the hypothesis does not lack existential evidence about the transformations of a personal identity which is proof against the nothingness which, in moments of uprooting, shows up as an extreme emptying of cultural values, offering a negative answer to the question What am I? which is no longer exposed to the nullity of the real mans own condition but to the nakedness of the question itself. The case analysis of a man without qualities leads to the conclusion that personal identity is not what matters; it leads to the erasure not only of the identity of the same, but of the identity of the self. As he exposes the negation of himself, the man without qualities discloses the passage from Who am I? to what am I? as the loss of his belonging to the values of culture. Such a loss is what character consists in, that is, the blend of acquired dispositions and of identifications consolidated by culture. The character lays bare the present impossibility of recognizing any one without a durable way of thinking, feeling, behaving, which, otherwise, would prove unthinkable. If in the changing flux of present-day society there is such a thing as identity, it is only feasible in the failure of an indefinite succession of attempts at identification which make up the material of narratives with an interpretive value about the contraction of the self. To keep on an ethical plane a self which, in the narrative plane, can erase itself, is the challenge and a limit to find, in an individual, the distance between narrative identity and moral narrative for the sake of a living dialectics between the two. Hence one can see how this opposition can be metamorphosed into a fruitful tension.
 
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Arquivo.pdf (1.57 Mbytes)
Data de Publicação
2009-12-14
 
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