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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.47.2004.tde-02102006-112028
Documento
Autor
Nome completo
Marcelo Fernandes da Costa
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2004
Orientador
Banca examinadora
Ventura, Dora Selma Fix (Presidente)
Berezovsky, Adriana
Monteiro, Mario Luiz Ribeiro
Silveira, Luiz Carlos de Lima
Valle, Luiz Eduardo Ribeiro do
Título em português
Perdas de função visual na distrofia muscular de Duchenne: visão de cores e visão de contrastes de luminância temporal e espacial
Palavras-chave em português
distrofia muscular
distúrbios da visão
eletrorretinografia
psicofísica
Resumo em português
A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença recessiva ligada ao cromossomo X, causada por deleção ou mutação na proteína distrofina, e afeta 1 para cada 3.500 nascidos vivos do sexo masculino. O gene da distrofina é o maior gene do genoma humano e, além das proteínas de tamanho total, ao menos outras 5 isoformas foram identificadas até o momento. A isoforma total da distrofina e outras menores como a Dp260 (transcrita pelo promotor localizado no exon 30; encontrada na camada plexiforme externa da retina) e Dp71 (transcrita pelo promotor localizado no exon 63; encontrada nas células de Muller e membrana limitante interna da retina) são expressas na retina, dentre vários tecidos do corpo. Alterações nos eletrorretinogramas (ERG) de sujeitos com DMD já foram descritas na literatura. Redução da amplitude da onda-b e ERG negativo (razão das.amplitudes entre as ondas b e a menor que 1) são os achados mais comuns principalmente em sujeitos com deleção posterior ao exon 30. Embora estas alterações sejam conhecidas, poucos estudos avaliaram funcionalmente a visão destes sujeitos e, estes concluíram que os sujeitos com DMD apresentam visão de cores, acuidade visual e motilidade ocular normais. Como estas conclusões não refletem os achados eletrofisiológicos, o presente trabalho teve por objetivo aprofundar a avaliação de funções visuais em sujeitos com DMD, utilizando testes psicofisicos mais precisos e sensíveis que os métodos anteriormente empregados. Aplicamos uma bateria de testes que avaliou: a visão de cores (Cambridge Colour Test, Anomaloscópio de Neitz tipo I, lshihara e AO H-R-R) e a sensibilidade ao contraste de luminância (espacial e temporal), em 54 meninos (idade média =14,2 ± 4,1) com DMD, bem como o ERG em um subgrupo de 11 sujeitos. De acordo com a região da deleção no gene foram constituídos 3 grupos: grupo 1 (n=20) - sem deleção, grupo 2 (n=7) - com deleção anterior ao exon 30, grupo 3 (n=27) com deleção posterior ao exon 30. O grupo controle foi composto por 35 meninos com idade equiparada (médias = 15,4 ± 3,9). Os resultados mostraram que 52% dos sujeitos do grupo 3 apresentam defeitos de visão de cores. Surpreendentemente, a maioria destes sujeitos apresentou um defeito no eixo protan-deutan. Os três grupos apresentaram redução na sensibilidade ao contraste espacial e ao contraste temporal para todas as freqüências espaciais e temporais testadas. Houve uma tendência do grupo 3 de ter os piores resultados de contraste espacial. Para os resultados de contraste temporal, diferiram estatisticamente do grupo controle apenas os sujeitos do grupo 3 que tinham defeito de visão de cores. Os parâmetros do ERG de campo total replicaram os dados da literatura mostrando uma diminuição da amplitude e um aumento da latência da onda-b, além de uma razão b/a menor que l. A análise individual dos potenciais oscilatórios mostrou redução significante no 3° e no 4° potenciais, indicando que tanto a via dos cones quanto a dos bastonetes estão afetadas nos sujeitos com.DMD e deleção posterior ao exon 30. A constatação das maiores alterações de função visual nos sujeitos com deleção posterior ao exon 30 leva a sugerir que a distrofina Dp260 tem papel importante na fisiologia retiniana. Em conclusão, o presente trabalho demonstrou que a DMD é acompanhada por perdas visuais em várias funções e que estas perdas podem ser causadas principalmente por modificações na isoforma Dp260 da distrofina
Título em inglês
Visual function losses in Duchenne musculas dystrophy: color vision and spatial and temporal luminance contrast vision
Palavras-chave em inglês
electroretinography
muscular dystrophy
psychophysics
vision disorders
Resumo em inglês
Duchenne muscular dystrophy (DMD) is an X-linked recessive disorder, caused by deletion or mutation in the protein dystrophyn, which affects 1:3500 live male births. The dystrophyn gene is the largest gene in the human genome. The full-length dystrophyn and at least other 5 isoforms have been identified. They are expressed in several tissues of the body including the retina, where the shorter isoforms Dp260 (transcribed by a promoter at the exon 30; founded in the outer plexiform layer of the retina) and Dp71 (transcribed by a promoter at the exon 63; founded in the Muller cells and inner limiting membrane of the retina) have been shown. Alterations in the electroretinograms (ERG) of these subjects have been described in the literature. 13-wave amplitude reduction and -a negative ERG (b/a wave amplitude ratio < 1) are the most common alterations found in subjects with gene deletion downstream exon 30, transcribes Dp260 isoform. Although these alterations are known, the only study that performed 1 evaluations of visual functions in these subjects concluded that they showed normal color vision, visual acuity and ocular motility results. Since these conclusions do not reflect the electrophysiological findings the objective of the present study was to further evaluate the visual function of DMD subjects using more sensitive and precise psychophysical tests than the methods used before. A battery of visual tests was used to evaluate color vision (Cambridge Colour Test, Neitz-1 Anomaloscope, Ishihara and AO H-R-R), luminance contrast sensitivity (spatial and temporal) in 54 boys (mean age = 14,2 ± 4,1) with DMD, and the ERG was also measured in a subgroup (n = 11) of these boys. According with the region of gene deletion, the subjects were divided in 3 groups: group 1 (n = 20) - without gene deletion, group 2 (n = 7) - with gene deletion upstream exon 30, group 3 (n = 27) - with gene deletion downstream exon 30. The control group was composed of 35 age-matched boys (mean-- 15,4 ± 3,9). Our results showed that 52% of the group 3 subjects had color vision defects. Surprisingly, almost all of these boys had a defect in the proten-deutan axis. In all three groups, spatial and temporal contrast sensitivities were lower than those of controls, for all spatial and temporal frequencies tested. Group 3 subjects had a tendency not statistically significant to present the worst results of spatial contrast sensitivities. Temporal contrast sensitivities were significantly different from controls' only for group 3 subjects with color vision defects. The full-field ERG results showed a b-wave amplitude reduction, a longer implicit time and a b/a ratio less than 1. Oscillatory potentials were significantly lower in the 3° and 4° potentials suggesting that that both cone and rod pathways were affected in the DMD subjects with deletion downstream exon 30. To our knowledge there are no descriptions of visual function defects in DMD subjects. The finding that the largest alterationslosses of visual function oceur in the subjects with deletion downstream exon 30 leads us to suggest that the dystrophyn Dp260 has an important role in the physiology of the retina physiology. In conclusion, the present study showed that DMD is accompanied losses in several visual functions and that these losses may be caused mainly by impairment in the Dp260 dystrophyn isoform
 
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Data de Publicação
2006-11-24
 
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