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Mémoire de Maîtrise
DOI
10.11606/D.47.2011.tde-30052012-162044
Document
Auteur
Nom complet
Renata Genaro Aguiar
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2011
Directeur
Jury
Ventura, Dora Selma Fix (Président)
Joselevitch, Christina
Rocha, Fernando Allan de Farias
Titre en portugais
Estudo eletrofisiológico dos efeitos da injeção intravítrea de ácido micofenólico (mpa) na retina de coelhos
Mots-clés en portugais
Ácido micofenólico
Coelhos
Eletrorretinografia
Retina
Toxicidade
Uveíte
Resumé en portugais
O presente trabalho utilizou o eletrorretinograma (ERG) em coelhos (Oryctolagus cuniculus) para avaliar uma forma alternativa de aplicação do ácido micofenólico no tratamento da uveíte, uma doença ocular inflamatória. Uveíte é o termo utilizado para definir a inflamação da íris, coróide e corpo ciliar. O ERG é um registro de potenciais elétricos originados na retina em resposta à estimulação luminosa. O objetivo desse estudo é analisar alterações em funções da retina em olhos tratados com diferentes doses intravítreas de ácido micofenólico. Foram medidas amplitude e latência das ondas a e b do ERG para a função de intensidade-resposta e de resolução temporal. O micofenolato de mofetila (MMF) é um potente medicamento imunossupressor e vem sendo empregado com sucesso no tratamento de uveítes. O MMF é uma pró-droga, que é transformada no fígado em ácido micofenólico (MPA), o imunossupressor ativo. O uso de MMF causa efeitos colaterais e, para diminuir esses efeitos, este estudo analisa a injeção intravítea de MPA em coelhos. Foram utilizados um total de quarenta animais, divididos em seis grupos. Primeiramente, foram realizados exames eletrorretinográficos em olhos intactos, sem administração de nenhuma substância, para determinação dos parâmetros dos registros. Foram testados também os olhos injetados apenas com solução salina balanceada (SSB). Após essa etapa, foram feitos testes com olhos injetados apenas com o veículo (Polissorbato 80). Esse procedimento foi necessário para estabelecer se o veículo pode ser utilizado ou se apresenta algum grau de toxicidade para a retina. As doses usadas para avaliação da toxicidade da droga foram cinco: 5 g/ml, 50 g/ml, 200 g/ml, 1.000 g/ml e 10.000 g/ml. Os exames eletrorretinográficos foram realizados 7 e 30 dias após injeção intravítrea de MPA. Os resultados indicam que não houve alteração nos parâmetros de ERG nos olhos que receberam apenas o veículo. Também não acusaram indícios de toxicidade os olhos tratados com as doses de 5, 50 e 200 g/ml da droga. Apenas com as doses mais altas, de 1.000 e 10.000 g/ml, os olhos apresentaram diminuição de sensibilidade ao estímulo luminoso. Não é possível afirmar que as células da retina não foram danificadas pela injeção intravítrea de MPA, pois o ERG de campo total não detecta lesões pontuais. O pequeno número de olhos analisados e a necessidade de utilização de anestésicos podem levar a interpretações equivocadas dos resultados. As substâncias anestésicas podem afetar a neurotransmissão e, consequentemente, os resultados obtidos nos registros do ERG. As análises dos dados de amplitude e tempo implícito das ondas a e b foram muito consistentes e apresentam variações compatíveis com a literatura
Mots-clés en anglais
Electroretinography
Mycophenolic acid
Rabbits
Retina
Toxicity
Uveitis
Resumé en anglais
This work uses the application of the electroretinogram (ERG) in rabbits (Oryctolagus cuniculus) in order to evaluate an alternative way of using the mycophenolic acid for treatment of uveitis, an inflammatory eye disease. Uveitis is an inflammation of the iris, choroid and ciliary body. The ERG is the record of electrical responses originated in the retina to luminous stimulation. The purpose of this study is to analyse changes in the retinal functions of eyes treated with distinct intravitreous doses of mycophnolic acid. A and b waves amplitude and implicit times for the intensity-response and temporal resolution functions. Mofetil mycophenolate (MMF) is a powerful immunossupressant drug successfully used for treating the uveitis. It is a pro-drug that is transformed in the liver into mycophenolic acid (MPA), the active immunossupressor. MMF causes collateral effects and, in order to reduce these effects, the intravitreous MPA injection in rabbits is analysed in this study. Forty rabbits were used, divided in 6 groups. First of all, electroretinografic exams in control eyes were made, without the application of any substance, for determining the recording parameters. Then were tested the eyes injected with only balanced saline solution (BSS). After that, tests were made in eyes injected only with the vehicle (Polissorbato 80). This procedure was necessary for finding out whether the vehicle may be used or is in some degree toxic for the retina. The doses for evaluation of the drug toxicity were five: 5 g/ml, 50 g/ml, 200 g/ml, 1.000 g/ml e 10.000 g/ml. By the examination of the distinct parameters of the ERG, several visual functions can be evaluated (inner and outer retina) and possible impairments in the temporal resolution, in the relationship luminous intensity and amplitude of the response, and in other functions. The results show there were no changes in the ERG parameters for the eyes where only the vehicle was applied. Also, no toxicity signs were detected in 5, 50 or 200 g/ml doses. Sensitivity to the luminous stimulus was only shown in eyes treated with higher doses, or, 1.000 and 10.000 g/ml. It is not possible to assert that the retina cells were not injured by the MPA injection, as the total field ERG does not detect spot lesions. The small quantity of tested eyes and the usage of anesthetics may lead to erroneous interpretations of the results. The anesthetic substances can affect the neurotransmission and consequently the results of ERG records. The analysis of the a and b wave amplitude and implicit time were very consistent and show variations consistent with the pertinent literature
 
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aguiar_parcial.pdf (28.18 Kbytes)
Date de Publication
2012-05-31
 
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