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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.48.2017.tde-29032017-154841
Documento
Autor
Nome completo
Adriana Seabra
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2016
Orientador
Banca examinadora
Jovanovic, Vojislav Aleksandar (Presidente)
Almeida Filho, Jose Carlos Paes de
Colello, Silvia de Mattos Gasparian
Damião, Silvia Matravolgyi
Jubran, Safa Alferd Abou Chahla
Título em português
Assassinos, preguiçosos, trogloditas: imagens do professor de língua portuguesa na imprensa paulistana
Palavras-chave em português
Aforização
Discurso da imprensa
Ensino de língua portuguesa
Ethos
Interincompreensão
Pathos
Polêmica
Professor de língua portuguesa
Resumo em português
Quando se trata de opinar ou reportar os fatos a respeito do ensino de português, a imprensa raramente consulta os professores da educação básica. Consigna, entretanto, pareceres e comentários de pesquisadores universitários, acadêmicos da ABL, advogados, economistas, escritores... fontes que, ao falar sobre a língua na escola, produzem imagens sobre quem é, ou deveria ser, o professor que se incumbe de ensiná-la. Nesta pesquisa, investigamos as imagens do professor de língua portuguesa que circulam em dois órgãos da imprensa paulistana dita séria, a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Em contrapartida, analisamos textos publicados por professores na internet, para observar como respondem ao imaginário configurado nos jornais. O corpus constitui-se a partir de um evento-amostra: o factoide criado pela mídia, em maio de 2011, a propósito da distribuição, pelo MEC, do livro didático Por uma vida melhor (AÇÃO EDUCATIVA, 2011). Em vista da complexidade do corpus, composto de uma pletora de gêneros, e da seleção de diferentes objetos de análise em seu interior, tivemos de nos apoiar em mais de uma teoria no campo das ciências da linguagem. Para observar a polêmica que se trava entre a mídia e os estudiosos da língua, empregamos categorias de análise propostas por Maingueneau (2008b), semântica global, interincompreeensão, simulacro, aforização etc. Para observar diferentes aspectos dos dispositivos de enunciação e veridicção do discurso jornalístico, recorremos a construtos de Benveniste (2005), Greimas (1983), e Ducrot (1987). Para a imagem discursiva dos coenunciadores, às noções de ethos e pathos, cuja formalização remonta a Aristóteles (1998). Pudemos observar que, nos textos opinativos a propósito de tal episódio, circulam discursos ideológicos provenientes de esferas diversas, a biologia, o direito, a economia, a política, produzindo sentidos sobre a língua e o ensino de língua. Por meio de expedientes enunciativos que reificam a opinião, os textos informativos apropriam-se diferencialmente desses discursos, atualizando e mantendo em circulação aqueles cuja concepção de língua e de ensino de língua convém à axiologia dos jornais, sustentada nos valores do autoritarismo. Professores informados por concepções de linguagem não normativas, que defendem o ensino plural, são retratados como bárbaros, preguiçosos, assassinos da língua. Estes, ao adentrar o debate, têm de compor o ethos de modo a afastar esse imaginário disfórico produzido nos jornais e, com essa finalidade, procuram demonstrar seu saber sobre o objeto de ensino e seu compromisso político com a docência.
Título em francês
Meurtriers, paresseux, troglodytes: images du professeur de la langue portugaise dans la presse de la ville de São Paulo
Palavras-chave em francês
Aphorisation
Discours de la presse
Enseignement de la langue portugaise
Ethos
Interincompréhension
Pathos
Polémique
Professeur de langue portugaise
Resumo em francês
Quand il sagit de donner des opinions ou de reporter des faits sur lenseignement de la langue portugaise, la presse consulte rarement les professeurs de lécole primaire. Elle recueille, en revanche, les opinions de professeurs d'université, de membres de lAssociation Brésilienne de Lettres, d'avocats, d'économistes, d'écrivains... autant de sources qui, quand elles parlent de la langue à lécole, produisent des images sur qui est, ou que devrait être, le professeur qui se charge de lenseigner. Dans ce travail, nous avons étudié les images du professeur de la langue portugaise telles qu'elles apparaissent dans deux journaux, reconnus comme sérieux, de la ville de São Paulo, le Folha de S. Paulo et O Estado de S. Paulo. Dautre part, nous avons analysé des textes publiés par des professeurs sur Internet, pour observer comment ils répondent à l'imaginaire déterminé par ces journaux. Le corpus est constitué à partir dun fait-échantillon: le non-événement à haut retentissement produit par les médias, en mai 2011, à propos de la distribution, par le Ministère de lÉducation, du livre didactique Pour une vie meilleure (Por uma vida melhor, AÇÃO EDUCATIVA, 2011). Vu la complexité du corpus, composé par une grande variété de sources, et de la sélection de différents objets danalyse qui y est faite, nous avons dû nous appuyer sur plusieurs théories du champ des sciences du langage. Pour observer la polémique entre les moyens de communication et ceux qui étudient la langue, nous avons fait appel à des catégories danalyse proposées par Maingueneau (2008b), comme la sémantique globale, l'interincompréhension, le simulacre et l'aphorisation. Pour observer les différents aspects des dispositifs dénonciation et de veridiction du discours journalistique, nous avons eu recours aux conceptions de Benveniste (2005), Greimas (1983), et Ducrot (1987). Pour ce qui est de limage discursive des co-énonçants, nous avons eu recours aux notions dethos et de pathos, dont la formalisation remonte à Aristote (1998). Nous avons pu observer que, dans les textes prenant position produits à propos de lépisode mentionné, circulent des discours idéologiques provenant de différentes sphères: la biologie, le droit, léconomie, la politique. En usant dexpédients dénonciation qui réifient lopinion, les textes informatifs sapproprient de façon différente ces discours, en même temps quils réactualisent et maintiennent en circulation ceux dont la conception de la langue et de lenseignement correspond à laxiologie des journaux, basée sur les valeurs de lautoritarisme. Les professeurs portés par des conceptions de langage non normatives, qui défendent un enseignement pluriel, sont décrits comme des barbares, des paresseux, des assassins de la langue. Ces derniers, lorsqu'ils entrent dans le débat, doivent composer leur ethos de façon à éloigner cet imaginaire dysphorique produit dans les journaux et, en ce sens, ils cherchent à démontrer leur savoir quant à lobjet denseignement et leur engagement politique au travers de lenseignement.
 
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Data de Publicação
2017-04-17
 
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