• JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
  • JoomlaWorks Simple Image Rotator
 
  Bookmark and Share
 
 
Tese de Doutorado
DOI
https://doi.org/10.11606/T.5.2020.tde-09012020-163231
Documento
Autor
Nome completo
Noely Paula Cristina Lorenzi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Júnior, José Maria Soares (Presidente)
Linhares, Iara Moreno
Nicolau, Sérgio Mancini
Pierulivo, Enrique Mario Boccardo
Título em português
Autocoleta cervicovaginal no rastreamento do câncer do colo do útero: aceitabilidade, detecção de Papilomavírus Humano de alto risco oncogênico e pesquisa de biomarcadores
Palavras-chave em português
Aceitabilidade
Alfa-manosidase
Antígeno Ki-67
Autocoleta
Colo do útero
Inibidor p16 de quinase dependente de ciclina
Neoplasias uterinas
Papilomavírus humano
Superóxido dismutase
Resumo em português
Introdução: o câncer cervical uterino (cc) é, ainda, sério problema de saúde pública em países em desenvolvimento, sendo uma das principais causas de morte em mulheres adultas no Brasil. Apesar da inquestionável contribuição do exame citológico de Papanicolaou na redução do cc, este tem grande variação na sua sensibilidade e especificidade na detecção de lesões neoplásicas cervicais, além de muitas mulheres não terem acesso ao sistema de saúde para a realização deste exame, principalmente em regiões menos desenvolvidas em nosso país. O estabelecimento do HPV como agente etiológico do cc permitiu novas formas de rastreamento, cujo alvo é o material genético do HPV, especificamente os de alto risco oncogênico (HrHPV). Muitos estudos demostraram bom custo-efetividade dos testes para detecção do DNA do HrHPV com a vantagem de poderem ser realizados com material colhido pela própria mulher, denominando-se autocoleta. O teste identifica o vírus, mas não a lesão precursora ou mesmo o câncer, podendo levar a aumento de exames desnecessários, devido à alta prevalência e transitoriedade da infecção pelo HPV. A utilização de biomarcadores pode constituir valioso auxílio na acurácia dos testes de rastreamento. As proteínas E6 e E7 dos HrHPV promovem a degradação das proteínas supressoras de tumor p53 e pRb, respectivamente, podendo resultar na exacerbação da proteína inibitória p16 ink4a e proteína Ki-67, cuja detecção simultânea sugere um sinal de desregulação celular, ou mesmo, progressão da lesão induzida pelo HPV; uma das principais enzimas antioxidantes, a superóxido dismutase de manganês (SOD2), também, apresenta expressão aumentada em vários tumores associados ao HPV; outra enzima, a alfa-manosidase pode ter seu papel na progressão de tumores associados ao HPV por possível ação na modulação de respostas inflamatórias nos tumores. Assim, a combinação de todos poderia auxiliar na identificação de mulheres sob risco do cc em regiões remotas do nosso país. Objetivos: o estudo visa avaliar: 1) a aceitabilidade da autocoleta; 2) o resultado da citologia em meio líquido (LBC) do grupo autocoleta (AC) versus grupo profissional de saúde (PS), com relação ao diagnóstico anatomopatológico (AP); 3) o resultado da pesquisa de HrHPV realizado pelo grupo AC versus grupo PS; 4) o resultado da pesquisa do biomarcador p16/Ki-67 colhido pelo grupo AC versus grupo PS com relação ao diagnóstico AP; 5) os resultados da pesquisa dos biomarcadores alfa-manosidase e SOD2 colhidos pelo grupo AC versus grupo PS com relação ao diagnóstico AP. Métodos: estudo prospectivo e transversal envolveu 232 participantes divididas em dois grupos, PS e AC, com alteração citológica e indicação de colposcopia. Foram atendidas nos ambulatórios de Ginecologia, da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Hospital Universitário e Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Registrou-se história clínica e coleta de dados sociodemográficos. Coletou-se material para a execução de LBC, detecção de HrHPV (COBAS 4800®) e pesquisa de biomarcadores por imunocitoquímica: p16/Ki-67 (CINtec PLUS®cytology), alfa-manosidase e SOD2 pelos grupos grupos AC e PS. O padrão-ouro para avaliação da sensibilidade e especificidade foi o resultado AP. O procedimento de autocoleta foi realizado, utilizando-se a escova EvalynBrush®(Rovers®), após orientação verbal e de folheto ilustrativo. Estas participantes foram divididas em três faixas etárias (<=29, 30-49, >=50) e convidadas, após o procedimento, a responder questionário de aceitabilidade da autocoleta. Resultados: A maior parte, 76,7%, das mulheres declararam sua preferência pela AC, 12,9% preferiram coleta pelo PS e 10,3% referiram indiferença ao método na avaliação da aceitabilidade do AC. Os principais motivos pela AC foram: praticidade (todas as faixas etárias), menos constrangimento (<=29 e >=50 anos), poder colher em casa/laboratório/UBS (30-49 anos). A maioria não se sentiu embaraçada, e houve efeito de menor medo e desconforto, na coleta, conforme a idade aumentava. A detecção de HrHPV em NIC 2+ no grupo AC foi 94,1%(HPV16: 37,7%, HPV-outros tipos: 36%, coinfecção: 18%) e no grupo PS foi 93,7%( HPV-outros tipos: 43,9%, HPV16: 34,7%, coinfecção: 12,2%). Os resultados da análise da LBC foram: citologia AGM associada a NIC 2+, grupos PS, 83,8% x AC, 82,3%. Citologia BGM associada a NIC 2+ teve os seguintes valores para PS e AC: 50,0% e 67,9% respectivamente; citologia NILM associada a NIC 2+ mostrou os seguintes valores para PS e AC: 33,3% e 62,5%, respectivamente. Análise dos biomarcadores mostrou sensibilidade de p16/Ki-67 nos grupos PS e AC de 84,4% e 70,6%, respectivamente. A alfa-manosidase apresentou sensibilidade para os grupos PS e AC de 50,0% e 42,1%, e SOD2, 56,4% e 33,7%, respectivamente. As especificidades das reações p16/Ki-67, alfa-manosidase e SOD2 no grupo PS foram, respectivamente, 59,2%, 69,2% e 67,7%. No grupo AC, os valores para os mesmos testes foram: 85,7%, 85,7% e 75,0%, respectivamente. A acurácia, no escore final, do p16/Ki-67 foi de 80,7% no grupo PS e de 74,7% no grupo AC. Conclusões: Autocoleta cervicovaginal teve boa aceitabilidade nas mulheres referenciadas para exame colposcópico em hospitais universitários de atendimento secundário e terciário à saúde. A LBC teve forte associação nas categorias "alto grau de malignidade" citológica e NIC 2+ para ambos os grupos, PS e AC. Associação fraca foi observada entre as categorias "negativo para lesão intraepitelial ou malignidade" citológica e NIC 2+, com menor desempenho no grupo AC em comparação com o grupo PS. A detecção de HrHPV em amostras AC e amostras coletadas pelo PS apresentaram semelhante sensibilidade e especificidade para detecção de NIC 2+, mostrando a não inferioridade do desempenho clínico para detecção de HrHPV da AC versus coleta pelo PS. O biomarcador p16/Ki-67 apresentou bom desempenho, com maiores índices de positividade em NIC 2+ e maiores índices de negatividade em NLP e NIC 1, em ambos os grupos, com associação mais nítida no grupo PS. Os biomarcadores SOD2 e alfa-manosidase tiveram expressão crescente, conforme gravidade de lesão cervical. A expressão foi maior no grupo PS em comparação ao grupo AC com relação ao SOD2, contrariamente a alfa-manosidase, que foi maior no grupo AC. A combinação dos biomarcadores apresentou boa acurácia na predição de NIC 2+ em ambos os grupos sem diferença estatística entre eles. Portanto, a autocoleta apresentou boa aceitabilidade e, associada a biomarcadores, boa acurácia para detecção de mulheres sob risco do câncer do colo do útero
Título em inglês
Cervicovaginal self-collection in cervical cancer screening: acceptability, detection of high-risk Human Papillomavirus, and research into biomarkers
Palavras-chave em inglês
Acceptability
Alpha-mannosidase
Cervix Uteri
Cyclin-dependent kinase inhibitor p16
Human papillomavirus
Ki-67 antigen
Self-collection
Superoxide dismutase
Uterine neoplasms
Resumo em inglês
Introduction: Cervical cancer (CC) is still a serious public health issue in developing countries, and it is one of the main causes of death of adult women in Brazil. Notwithstanding the unquestionable contribution of conventional cytology, i.e., the Papanicolaou test, in reducing CC, the test varies widely in sensitivity and specificity in the detection of cervical neoplastic lesions. Besides, many women do not have access to the public health system for taking the Pap smear, primarily in the less developed parts of the country. The consensus that HPV is the etiological agent of CC has enabled the development of new screening methods aimed at HPV genetic material, especially the high-risk for cancer HPVs (HrHPVs). A number of studies have demonstrated the good cost-effectiveness of the DNA detection tests for HrHPV; these have the additional advantage of being optionally performed with material collected by the woman herself, and this procedure is known as self-collection. However, the test identifies the virus but not the precursor lesion or even cancer, with the consequent need for additional exams, albeit unnecessary, given the high prevalence and the transience of HPV infection. Biomarkers may be used as a valuable aid in improving the accuracy of screenings tests. The E6 and E7 proteins of HrHPV promote the degradation of the p53 and pRb tumor suppressing proteins, respectively, possibly leading to the exacerbation of inhibitor protein p16 ink4a and of protein Ki-67, with the simultaneous detection of both suggesting a deregulation of cell signaling or even progression of the HPV-induced lesion. Furthermore, one of the main antioxidant enzymes, manganese superoxide dismutase (SOD2), also has increased expression in several HPV-associated tumors; another enzyme, alpha-mannosidase, may play a role in the progression of HPV-associated tumors, perhaps due to modulation of tumor inflammatory responses. Thus, all of the aforementioned factors, when combined, could aid in the identification of women at risk of CC in the remote regions of our country. Objectives: This study had the purpose of evaluating the following: 1) self-collection acceptability; 2) the results of the liquid-based cytology (LBC) of the self-collection (SC) group versus those of the health professional (HP) group and the results of both groups contrasted with the anatomopathologic (AP) diagnoses; 3) the results of HrHPV testing undergone by the SC group versus those of the HP group; 4) the results of biomarker p16/Ki-67 testing undergone by the SC group versus those of the HP group by contrast with the AP diagnoses; 5) the results of the testing with alpha-mannosidase and SOD2 biomarkers undergone by the SC group versus those of the HP group compared with the AP diagnoses. Methods: This is a prospective cross-sectional study involving 232 participants with cytological abnormalities and a referral to colposcopy, who were allocated to two groups, SC and HP. They were assisted at the Gynecology Outpatient Clinics, Gynecology Discipline, Department of Obstetrics and Gynecology, University Hospital and Clinics Hospital, School of Medicine, University of São Paulo. Medical histories were taken down and sociodemographic data were compiled. Material from the women in both the SC and the HP groups was collected for carrying out LBC, HrHPV detection (COBAS 4800®), and immunocytochemical testing of the following biomarkers: p16/Ki-67 (CINtec PLUS®cytology), alpha-mannosidase, and SOD2. The gold standard for the assessment of sensitivity and specificity was the AP result. Self-collection was performed with the EvalynBrush® (Rovers®) brush following verbal instructions and those from a leaflet with illustrations. The participants were divided into three age brackets (<=29, 30-49, >=50) and, after the SC procedure, they were invited to answer a questionnaire about the acceptability of SC. Results: Most women (76.7%) declared their preference for SC, relatively few (12.9%) preferred collection by a HP, and about the same proportion (10.3%) reported indifference to the collection method. The major reasons underlying the option for SC were the following: practicality (all age brackets), less embarrassment (<=29 and >=50 years), and the possibility of collection at home/laboratory/basic health unit (30-49 years). Most participants did not feel embarrassed, and, as age advanced, the effect of fear or discomfort during collection diminished. Detection of HrHPV in CIN 2+ in the SC group was 94.1% (HPV16, 37,7%; HPV-other types, 36%; coinfection,18%) and in the HP group, 93.7% (HPV-other types, 43.9%; HPV16, 34.7%; coinfection, 12.2%). The results of LBC were as follows: high-grade malignancy (HGM) cytology associated with CIN 2+, was, in the HP group, 83.8%, and in the SC group, 82.3%; low-grade malignancy (LGM) cytology associated with CIN 2+, was, in the SC group, 67.9%, and in the HP group, 50.0%; negative for intraepithelial lesion/ malignancy (NILM) associated with CIN2+, was, in the SC group, 62.5%, and in the HP group, 33.3%. As for the biomarkers, p16/Ki-67 showed sensitivity of 84.4% and 70.6% in the HP and in the SC groups, respectively; alpha-mannosidase had a sensitivity of 50.0% and 42.1% in groups HP and SC, respectively; and the sensitivity of SOD2 in the HP group was 56.4% and in the SC group was 33.7%. The specificities of the p16/Ki-67, alpha-mannosidase, and SOD2 reactions in the HP group were 59.2%, 69.2% e 67.7%, respectively, and in the SC group, 85.7%, 85.7% e 75.0%, respectively. In the final score, accuracy of p16/Ki-67 was 80.7% in the HP group and 74.7% in the SC group. Conclusions: Cervicovaginal self-collection was well-accepted by the women referred to a colposcopy examination at university hospitals specialized in secondary and tertiary health assistance. The LBC was strongly associated with cytological high-grade malignancy and with CIN 2+ in both the HP and the SC groups. Weak association was observed between cytological NILM and CIN 2+, and the connection was weaker in the SC group than in the HP group. Results of HrHPV detection in patients with CIN 2+ from both the SC and the HP groups were similar in terms of sensitivity and specificity, indicating that self-collection is not inferior to collection by health professionals to HrHPV detection. The performance of the p16/Ki-67 biomarker was good, with higher indices of positivity in CIN 2+ and of negativity in NPL and CIN 1 in both groups, albeit with a clearer association in the HP group. Expression of the SOD2 and the alpha-mannosidase biomarkers increased in parallel with the severity of the cervical lesion; however, SOD2 expression was higher in the HP group than in the SC group, whereas alpha-mannosidase was higher in the SC group. The accuracy of the combination of biomarkers in predicting the presence of CIN 2+ was reasonable in both groups with no statistical difference between them. In short, self-collection proved to be acceptable and, when associated with biomarkers, proved to be accurate in the detection of women at risk of cervical cancer
 
AVISO - A consulta a este documento fica condicionada na aceitação das seguintes condições de uso:
Este trabalho é somente para uso privado de atividades de pesquisa e ensino. Não é autorizada sua reprodução para quaisquer fins lucrativos. Esta reserva de direitos abrange a todos os dados do documento bem como seu conteúdo. Na utilização ou citação de partes do documento é obrigatório mencionar nome da pessoa autora do trabalho.
Data de Publicação
2020-01-09
 
AVISO: Saiba o que são os trabalhos decorrentes clicando aqui.
Todos os direitos da tese/dissertação são de seus autores
CeTI-SC/STI
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. Copyright © 2001-2021. Todos os direitos reservados.