Dissertação de Mestrado
Documento
Dissertação de Mestrado
Autor
Nome completo
Juliana Haruko Tobara de França
E-mail
Unidade da USP
Faculdade de Medicina (FM)
Área de Concentração
Data de Defesa
2025-04-03
Imprenta
São Paulo, 2025
Orientador
Banca examinadora
Inforsato, Erika Alvarez (Presidente)
Lima, Elizabeth Maria Freire de Araujo
Marques, Ana Lucia Marinho
Vieira, Aline Godoy
Título em português
A construção cotidiana da maternidade: um exercício profissional em Terapia Ocupacional
Palavras-chave em português
Conflito social; Maternidade; Saúde mental; Terapia ocupacional
Resumo em português
Resumo: Este trabalho é fruto de uma composição entre registros e memórias e intenciona construir aproximações com a questão das maternidades, principalmente em conflito com o campo social, na prática de uma terapeuta ocupacional (to) no cuidado a mulheres mães. A pesquisa desenvolve-se por retomada de anotações em registros particulares, e acionamento da memória pessoal como fonte primária das experiências, tomados retrospectivamente, para construção de tópicos de análise em articulação com conhecimentos disponíveis, e a utilização de métodos e procedimentos de pesquisa ex-post-facto. As narrativas produzidas a partir da lembrança da experiência devem compor uma cartografia da atuação profissional e dos dispositivos acionados por ela, destacando a ação de uma terapeuta ocupacional em sua singularidade, e atualizando formas de constituir uma prática de cuidados. A pesquisa costurou cenas com linhas dos processos de fazer-se mãe em inscrições socioculturais contemporâneas conversando com a pergunta: o que impede ou libera essas maternidades? Quais dispositivos em Terapia Ocupacional (TO) são acionados por essa prática? Algo pediu passagem diante das violências que se fortalecem e das resistências que se fazem necessárias para se afirmar essas maternidades. As narrativas que serão apresentadas aqui foram produzidas para dar visibilidade e problematizar exercícios de maternidade em conflitos sociais, em vulnerabilidades sobrepostas relacionados a: ausência de rede de apoio e de responsabilidade paterna, questões de raça, gênero, classe social e histórico ou usos de certas SPA, que, inseridas em um contexto de idealização das maternidades, foram questionadas e julgadas ao ponto de perda temporária ou definitiva da guarda de seus filhos e filhas. Construir essa problematização, ao colocar a ação profissional em questão, pode firmar uma abertura para ir ao encontro daquilo que as pessoas fazem, como elas fazem e por que fazem, em uma postura curiosa, interessada e cuidadosa. Nesse trajeto, destacam-se pistas para uma construção de cuidado em TO, ensaiando saídas, não no sentido de soluções, mas de construção de sentidos múltiplos e moventes, que podem contribuir para o campo da TO e de suas extensões na relação com as maternidades
Título em inglês
The daily construction of motherhood: a professional exercise in Occupational Therapy
Palavras-chave em inglês
Maternity; Mental health; Occupational therapy; Social conflict
Resumo em inglês
Abstract: This work is the result of a composition between records and memories and aims to build connections with the issue of motherhood, particularly in conflict with the social field, in the practice of an occupational therapist (ot) in caring for women who are mothers. The research develops through the revisiting of notes in personal records and the activation of personal memory as a primary source of experiences, taken retrospectively, to construct analytical topics in articulation with available knowledge, and the use of ex-post-facto research methods and procedures. The narratives produced from the recollection of experiences are intended to compose a cartography of professional practice and the devices activated by it, highlighting the actions of an occupational therapist in their singularity, and updating ways of constituting a practice of care. The research stitched together scenes with threads of the processes of becoming a mother within contemporary sociocultural inscriptions, engaging with the question: what hinder or enable these maternities? What Occupational Therapy (OT) devices are activated by this practice? Something demanded passage in the face of the violence that intensifies and the resistances that become necessary to affirm these maternities. The narratives presented here were produced to give visibility to and problematize exercises of motherhood in social conflicts, in overlapping vulnerabilities related to: the absence of support networks and paternal responsibility, issues of race, gender, social class, and history or use of certain psychoactive substances (SPA), which, inserted in a context of idealization of motherhood, were questioned and judged to the point of temporary or permanent loss of custody of their children. Building this problematization, by placing professional action into question, can establish an opening to encounter what people do, how they do it, and why they do it, in a curious, interested, and caring posture. Along this path, clues for the construction of care in OT are highlighted, rehearsing exitsnot in the sense of solutions, but in the construction of multiple and shifting meaningsthat may contribute to the field of OT and its extensions in relation to motherhood
AVISO — A consulta e o download deste documento ficam condicionados à aceitação das seguintes condições de uso: o trabalho destina-se exclusivamente a atividades privadas de estudo, ensino e pesquisa, bem como à crítica, análise e citação científica. É proibida sua comercialização, reprodução integral, distribuição ou exploração econômica sem autorização prévia, expressa e por escrito da pessoa autora. Na utilização ou citação de qualquer parte do documento, é obrigatória a indicação da autoria e da fonte da publicação original. Consulte a Política de acesso.
Data de Publicação
2025-08-21
Trabalhos decorrentes
AVISO: Saiba o que são os trabalhos decorrentes clicando aqui.