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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.59.2010.tde-03072011-175354
Documento
Autor
Nome completo
Anderson de Carvalho Pereira
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2010
Orientador
Banca examinadora
Tfouni, Leda Verdiani (Presidente)
Belintane, Claudemir
Crippa, Giulia
Gallo, Solange Maria Leda
Lorenzatti, María Del Carmen
Título em português
Mito e autoria nas práticas letradas
Palavras-chave em português
autoria
discurso
letramento.
mito
narrativa
Resumo em português
O objetivo deste trabalho foi interpretar posições de autoria, articuladas com a relação entre memória discursiva, mito e circulação das práticas letradas. Para isso, tomamos o efeito de separação entre Mito e verdade, para, de modo contrário, considerar como prática letrada a maneira pela qual as questões trazidas pelos Mitos se apresentam entre narrativas orais contadas por uma mulher não-alfabetizada. As bases teóricas são a Análise do Discurso francesa de Pêcheux (AD), a Psicanálise e as pesquisas sobre letramento, principalmente tal como conduzidas por Tfouni e colaboradores. Em relação à metodologia, seguimos o paradigma indiciário de análise proposto por Ginzburg. A partir desses referenciais, consideramos que há uma relação estreita entre a constituição mítica do dizer (a impossibilidade de nele marcar uma origem) e a função do recalque no interdiscurso (esquecimento número um, no sentido de Pêcheux) na estabilização e distribuição dos sentidos. Além disso, entendemos que as produções discursivas (orais e escritas) disponíveis numa sociedade letrada se interpenetram, mesmo que haja desníveis no seu poderio simbólico, por conta da heterogeneidade na distribuição dos sentidos sustentada pela interdição ideológica aos arquivos. A posição de autoria é uma das maneiras de se indiciar diversas alteridades presentes nessa distribuição do sentido que se articula em práticas letradas. Dentro dessa implicação estão formas de leitura do arquivo, que incluem produções de alfabetizados e não-alfabetizados. Concorde essa fundamentação teórica e pelo paradigma indiciário, foi analisado um corpus formado por trinta e quatro narrativas orais produzidas por uma mulher não-alfabetizada e moradora da periferia de Ribeirão Preto-SP, que foram gravadas e transcritas. Nelas, apontamos as marcas, indícios e gestos de interpretação utilizados pelo sujeito-narrador, considerando que o retorno ao já dito ocorre pela marcação de fronteiras com os discursos semanticamente estabilizados e que apontam graus de letramento de natureza vária. Dentre essas marcas, a análise das seqüências discursivas apresenta: 1- os processos de re-significação de narrativas já disponíveis na tradição oral; 2- a transmissão de saberes disponíveis na memória discursiva por meio de sua reformulação articulada às estratégias interpretativas em que o interdiscurso (arquivo) conflui para uma estabilidade do fio do discurso (intradiscurso); 3- as fronteiras discursivas marcadas pelas modalizações e por uma reflexão meta-discursiva que o sujeito-narrador sustenta ao longo do fio do discurso; 4- a articulação do efeito de fechamento de genéricos discursivos (máximas, provérbios, ditos populares) com o mito individual sustentado pelo recalque originário; e por fim, 5- a distribuição de sentidos por meio de formulações não marcadas pelo sujeito-narrador o que vai ao encontro de uma noção de escritura do sujeito (Derrida) e que rompe com a supremacia logocêntrica da escrita alfabética que monopoliza o conhecimento sobre a língua. Ao apostar na alteridade entre oralidade e escrita, portanto este trabalho se posiciona num esforço interpretativo de oposição à dicotomia entre as línguas de madeira e as práticas factuais de linguagem, dicotomia esta a que também se filia a cisão entre oralidade e escrita para enfrentar o monopólio do conhecimento cooptado pela escrita e possibilitar a circulação das práticas letradas (FAPESP).
Título em inglês
Myth and Authorship in Literacy Practices
Palavras-chave em inglês
authorship
discours
literacy.
Myth
narrative
Resumo em inglês
The aim of this work is to interpret the positions of authorship articulated by the relation among discourse memory, myth and the circulation of literacy practices. We, therefore, take account of the effect of separation between myth and reality to, on the contrary, consider as literacy practice the way the questions brought up by myths occur in oral narratives told by an illiterate woman. The theoretical bases are the French Discourse Analysis by Pêcheux (AAD), Psychoanalysis and research on literacy, specially the works conducted by Tfouni and co-workers. With regard to methodology, we adopted the index paradigm of analysis proposed by Ginzburg. From these references on, we claim that there is a close connection between the mythic constitution of speech (the impossibility of finding its source) and the function of suppression in the interdiscourse (forgetfulness number one for Pêcheux) along the process of stabilization and distribution of meanings. Moreover, we understand that the discourse productions (oral and written) available in a literate society are intertwined, even though they present unlevelled symbolic empowerment due to their heterogeneity of semantic distribution sustained by ideological interdiction of files. The position of authorship is one of the ways to investigate the range of alterity of semantic distribution that takes place in literacy practices. Within this implication, there are the methods of reading the social files, all of which consist of productions from literate and illiterate subjects. Hence, according to such theoretical fundaments and the index paradigm, a corpus of thirty-four oral narratives produced by an illiterate woman, who lives in the outskirts of Ribeirão Preto, was recorded, translated and analysed. In these, we point out the marks, evidences and gestures of interpretation used by the subject-narrator, signalling that the return to the pre-constructs happens through her delimitation of boundaries towards speeches semantically crystallized from levels of literacy of different natures. By and large, the analysis of discourse sequences occurs as follows: 1 the processes of re-signification of narratives traditionally verified in oral context; 2 the transmission of knowledge present in the discourse memory through reformulation linked to interpretative strategies in which the interdiscourse converges to a certain stability of plot (intradiscourse); 3 the speech boundaries that are marked by stages of modalization and a reflection of meta-discourse, which is supported along the subjects speech; 4 the articulation of closure effect of discourse genres (axioms, proverbs, popular sayings) with the individual myth sustained by original suppression; to conclude, 5 the distribution of meanings through formulations not-marked by the subject-narrator that meets his notions of written register (Derrida) and yet dissipate the logocentric alphabetic writing supremacy that monopolises knowledge over language. Having bet on alterity between oral and written registers, thus this work proposes the interpretative effort of opposing to the dichotomy among wooden languages and factual language practices; dichotomy that also suggests the rupture between oral and written registers so as to face the knowledge monopoly formed by the written language allowing the circulation of literacy practices (FAPESP).
 
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tese.pdf (1.56 Mbytes)
Data de Publicação
2011-08-02
 
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