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Master's Dissertation
DOI
10.11606/D.59.2016.tde-28062016-111343
Document
Author
Full name
Eduardo Augusto Leão
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Ribeirão Preto, 2016
Supervisor
Committee
Webster, Clarissa Mendonça Corradi (President)
Luis, Margarita Antonia Villar
Marques, João Mazzoncini de Azevedo
Title in Portuguese
Uso de drogas por indivíduos em tratamento psiquiátrico sob a perspectiva de profissionais de um serviço de saúde mental
Keywords in Portuguese
Comorbidade
Drogas
Profissional de saúde
Saúde Mental
Abstract in Portuguese
A literatura científica biomédica tem apontado que pessoas em intenso sofrimento psíquico encontram no consumo de drogas um modo de lidar com esse sofrimento. Assim, o consumo de drogas tem alta prevalência entre pessoas que apresentam algum quadro clínico psiquiátrico e este aparece muitas vezes como uma estratégia de lidar com os sintomas. Em contrapartida, este consumo aparece descrito como causador de pior prognóstico, colocando o usuário em situações de maior vulnerabilidade. Esta pesquisa teve como objetivo compreender a perspectiva de profissionais de um serviço de saúde mental sobre o consumo de drogas por pessoas em tratamento psiquiátrico. O estudo tem caráter qualitativo, descritivo e exploratório e foi aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 16 profissionais de um Centro de Atenção Psicossocial III (CAPS) do interior de São Paulo. Para a análise dos dados, considerou-se o papel da linguagem como construtora da realidade. Foi realizada análise de conteúdo temática, sendo construídas quatro categorias: Especificidades do contexto; O fenômeno da droga; O uso de drogas durante o tratamento psiquiátrico; e Fronteira entre a saúde mental e o uso de drogas. Os profissionais destacaram a presença do uso de drogas em pacientes do serviço, apesar da disposição da rede local em dividir o cuidado às duas demandas. Os participantes compreendiam que o sofrimento era o principal motivador para o uso de drogas nesta população. A identificação do consumo foi tema relevante para os profissionais não havendo, porém, protocolo específico para isto. O vínculo estabelecido com o paciente foi apontado como principal estratégia para identificação. O uso de drogas em pacientes do CAPS foi relatado como fomentando preconceito por parte de alguns profissionais, influenciados pelo discurso moral na construção de sentidos sobre os usuários de drogas. O tabaco não era descrito como uma droga, sendo algumas vezes compreendido inclusive como parte do tratamento no CAPS. Os discursos moral e biomédico construindo sentidos sobre o uso de drogas concorrem nas falas dos profissionais para explicar o fenômeno da droga. Da mesma forma, estratégias de cuidado dividem-se entre aquelas voltadas à redução de danos ou em busca da abstinência, sendo mais prevalentes as voltadas à abstinência. O papel central atribuído ao medicamento no tratamento suscitou questionamentos a respeito do lugar ocupado por este como droga ou como tratamento. Ações que proporcionem aos profissionais mais espaços para construção de sentidos a respeito do tema, seja de mais ajuda do que apenas uma divisão arbitrária (e aparentemente impossível de ser implementada na prática) entre as duas demandas. O momento das entrevistas foi uma oportunidade para a construção destes sentidos.
Title in English
Drug use by patients on psyquiatric treatment under mental health professionals perspective.
Keywords in English
Comorbidity
Drugs
Mental Health
Mental Health Professionals
Abstract in English
Biomedical scientific literature has showed that people under severe mental suffering conditions usually consume drugs as a coping strategy. Therefore, the drug consumption has high prevalence in psychiatric patients and is frequently described as a coping strategy to deal with theirs symptoms. On the other hand, this drug consumption is described as causing poorer prognosis, including putting the users in vulnerable situations. This research aimed to understand the perspective of professionals from a mental health service about the patients drug use during psychiatric treatment. This study is qualitative, descriptive and exploratory and was approved by the Research Ethics Committee. Sixteen semi-structured interviews were conducted with professionals of a Psychosocial Care Center (CAPS- 3) in a medium city in the countryside of São Paulo state. For data analysis, we consider the role of language as a constructor of reality. A thematic content analysis was performed, resulting in four categories: Particularities of the context; the drug phenomena; drug use during psychiatric treatment; and the boundaries between mental health and drug use. The professionals highlighted a perceived presence of drug use in patients, despite of the local network willingness in offering care for both demands. Participants understood that suffering was the main motivator for the use of drugs in this population. Identifying the drug consumption was a relevant issue for professionals, however, there was no specific protocol to address this issue. Establishing bonding with the patient was pointed out as the main strategy for drug use identification. The drug use in CAPS patients was reported as contributing to the stigma by some professionals, mostly influenced by the moral discourse on meaning making attributed to drug users. Tobacco was not described as a drug, and sometimes was even understood as part of treatment in CAPS. Both moral and biomedical discourses constructed meanings about the use of drugs compete in the professionals´ speeches to explain the drug phenomena. Similarly, care strategies were divided between those aiming to reduce damage or seeking withdrawal, and the most prevalent ones were those focused on drug abstinence. The central role assigned to medication in the treatment raised questions about the place occupied by the medication as drug or as a treatment tool. Actions providing professionals more opportunities for meaning making about this subject can be more helpful than the currently arbitrary division (and seemingly impossible to implement in practice) for addressing both demands. The interviews offered the professionals an opportunity for the construction of these meanings and senses.
 
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Publishing Date
2016-10-06
 
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