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Mémoire de Maîtrise
DOI
10.11606/D.7.2014.tde-17042015-123241
Document
Auteur
Nom complet
Jessica Yumi Matuoka
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2014
Directeur
Jury
Pimenta, Cibele Andruccioli de Mattos (Président)
Kurita, Geana Paula
Talarico, Juliana Nery de Souza
Titre en portugais
Propriedades do teste tempo de reação contínua (contínuos reaction time) em pacientes brasileiros com câncer metastático.
Mots-clés en portugais
atenção
cuidados paliativos
neoplasias
psicometria
tempo de reação
testes neuropsicológicos
Resumé en portugais
Introdução: A lentificação no tempo de reação pode ter grande impacto sobre a qualidade de vida dos indivíduos com câncer metastático e testes que o avaliam são utilizados na clínica e pesquisa, embora não haja certeza de que sejam válidos para essa população. Objetivos: Verificar as propriedades do teste Tempo de Reação Contínua - TRC para avaliação do tempo de reação e do estado de alerta em pacientes oncológicos em cuidados paliativos. Método: Estudo metodológico, com 178 pacientes com câncer metastático e 79 controles saudáveis. Os dados foram coletados no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, de 2010 a 2012. Doentes e controles foram caracterizados nos aspectos sociodemográficos, clínicos e quanto ao desempenho no TRC e Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Todos os participantes foram avaliados uma vez e, os que aceitaram, duas vezes, para a prova de teste-reteste (39 pacientes e 10 controles). Para testar a validade discriminante do TRC, comparou-se o desempenho de pacientes ao desempenho dos controles. Para as validades convergente e divergente, verificou-se associação entre desempenho no TRC e dor, sono, fadiga, ansiedade, depressão e desempenho no Mini-Exame do Estado Mental. A confiabilidade do TRC foi verificada por meio do teste-reteste. Utilizou-se o programa estatístico SPSS® v. 15.0. Resultados: A maioria dos doentes foi do sexo feminino (57,3%) e tinha idade média de 50,5 anos. O tumor prevalente foi o colorretal (38,8%), seguido do de mama (22,5%) e todos os pacientes tinham ao menos uma metástase. A maioria dos pacientes não teve dor, depressão ou ansiedade e se sentiram descansados ao acordar. Quase dois terços tiveram fadiga leve ou moderada. A maioria dos controles era do sexo feminino e a média de idade foi de 41,5 anos. A maior parte dos saudáveis não teve dor, depressão, ansiedade e também teve fadiga leve ou moderada. Quase dois terços se sentiram descansados ao acordar. No Mini Exame do Estado Mental, alterações cognitivas ocorreram em 17,4% dos pacientes e em nenhum controle (critério inclusão). Pacientes e saudáveis tiveram desempenho prejudicado no TRC, sem diferença estatisticamente significante. Nos valores mais rápidos (10º percentil), 41% dos pacientes e 42,3% dos controles mostraram alterações. Já nos valores mais lentos (90º percentil), 65,3% dos doentes e 73,1% dos controles tiveram prejuízo. Para nenhum dos percentis o teste foi capaz de discriminar doentes de sadios. Nas validades convergente e divergente, não se verificou correlação entre intensidade de dor, sensação de descanso, fadiga, idade e escolaridade. Houve correlação positiva fraca entre os valores mais lentos do TRC e ansiedade (r=0,13; p=0,04) e entre todos os percentis do TRC e depressão (0,12 < r < 0,16; p<0,05). Houve correlação negativa fraca entre MEEM e TRC (r= -0,22 a -0,25; p=0,00). O TRC apresentou estabilidade nas duas avaliações. Conclusões: O TRC não se mostrou válido nas análises convergente e divergente em doentes com câncer metastático, e não discriminou pacientes de controles. O TRC mostrou-se estável. Tais fatos são preocupantes, visto que tem sido utilizado em pesquisas e na clínica. Novos estudos podem contribuir para a melhor compreensão das propriedades psicométricas to TRC.
Titre en anglais
Continuous Reaction Time (CRT) properties in Brazilian Patients with Metastatic Cancer
Mots-clés en anglais
attention
neoplasms
neuropsychological tests
palliative care
psychometrics
reaction time
Resumé en anglais
Introduction: Slower reaction times can have a major impact on the quality of life of individuals with metastatic cancer. Tests that evaluate reaction time are used in clinical and research settings, although there is no certainty about their validity for this population. Objectives: To assess the psychometric properties of Continuous Reaction Time Test (CRT) for the evaluation of reaction time and alertness in patients with metastatic cancer. Methods: Methodological study involving 178 patients with metastatic cancer and 79 healthy controls. Data were collected at the Cancer Institute of the State of São Paulo, from 2010 to 2012. Sociodemographic, clinical and cognitive status (CRT and MMSE) data were collected of patients and controls. All participants were assessed once, and those who accepted, twice for test - retest reliability (39 patients and 10 controls). In order to test the discriminant validity of the CRT, we compared the performance of patients to the controls' performance. For convergent and divergent validity, association tests between the performance on CRT and pain, sleep, fatigue, anxiety, depression and Mini - Mental State Examination were conducted. The reliability of CRT was verified by test-retest. Statistical analyses were performed by SPSS® v.15.0. Results: Most patients were female (57.3 %) and had a mean age of 50.5 years. Colorectal (38.8 %) and breast cancer (22.5 %) were the most prevalent sites of tumor, and all patients had at least one metastasis. Most patients had no pain, depression or anxiety and felt rested when waking up. Nearly two-thirds had mild or moderate fatigue. Most controls were female and the mean age was 41.5 years. Most volunteers had no pain, depression, anxiety, and also had mild or moderate fatigue. Nearly two-thirds felt rested when waking up. Cognitive dysfunction occurred in 17.4% patients and in none of the controls (inclusion criteria) when evaluated by the MMSE. Patients and controls had impaired performance on CRT and no statistically significant difference was found. In faster values (10th percentile), 41% of patients and 42.3 % of controls were impaired, whereas, on slower values (90th percentile), 65.3% of patients and 73.1% of controls had impairments. For any of the percentiles, the test was not able to discriminate patients from controls. In the convergent and divergent validity, no correlation was found between pain intensity, sense of rest, fatigue, age and education. There was a weak positive correlation between the slowest values of CRT and anxiety (r = 0.13, p = 0.04) and between all percentiles of CRT and depression (0.12 < r < 0.16, p < 0.05). There was a weak negative correlation between MMSE and CRT (r = -0.22 to -0.25 , p = 0.00). CRT was stable in both evaluations. Conclusions: CRT was not valid in convergent and divergent analyzes in patients with metastatic cancer, and did not discriminate patients from controls. CRT was reliable. These facts are alarming, as CRT has been used in research and clinical practice. Further studies may contribute to a better understanding of the psychometric properties of CRT.
 
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Date de Publication
2015-08-18
 
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