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Master's Dissertation
DOI
10.11606/D.8.2018.tde-11092018-104053
Document
Author
Full name
Rômulo Felipe Manzatto
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2018
Supervisor
Committee
Ricupero, Bernardo (President)
Cepêda, Vera Alves
Saes, Alexandre Macchione
Title in Portuguese
Formação e revolução em Caio Prado Jr. e Celso Furtado
Keywords in Portuguese
Caio Prado Jr.
Celso Furtado
Pensamento social brasileiro
Abstract in Portuguese
A problemática relação entre as obras de Caio Prado Jr. e Celso Furtado consiste numa das mais interessantes polêmicas de nossa historiografia. Sabe-se que em Formação Econômica do Brasil, principal obra de Furtado, não há referências explícitas à obra de Caio Prado Jr., mesmo que a influência do pensamento do historiador marxista na obra do economista cepalino seja mais do que evidente. A questão, longe de estar pacificada, despertou a atenção de nomes como Chico de Oliveira, Paul Singer, Roberto Schwarz e Tamás Szmerecsányi. Para além da polêmica, parece haver razoável interesse na comparação mais ampla do pensamento de ambos. Partindo daí, o presente trabalho coteja o pensamento dos autores entre dois momentos temáticos bem definidos, o de seus livros de Formação, de meados das décadas de 1940 e 1950 e o momento da Revolução, já nos idos da década de 1960. Nesse marco cronológico e temático, procura-se situar os autores no contexto intelectual mais amplo de que fazem parte. O marxismo de matriz comunista, no caso de Caio Prado Jr. e a economia política da CEPAL para Celso Furtado. Em seguida, a comparação é realizada em torno de três eixos temáticos mais amplos. O primeiro, a respeito do uso que realizam da tipologia de contrários das colonizações de exploração e povoamento. O segundo, que trata da maneira como abordam a difícil transição, ainda inconclusa, entre colônia e nação, que em Caio Prado Jr. adquire a forma de impasses do inorgânico e em Furtado, nas ideias que levaram à criação da SUDENE. Por fim, compara-se as respostas de ambos ao conturbado contexto político da década de 1960, quando as análises convergem para a defesa de uma Revolução, ou Pré-Revolução, vista não como ruptura, mas como um processo mais amplo de transformação social.
Title in English
Formation and revolution in Caio Prado Jr. and Celso Furtado
Keywords in English
Brazilian political thought
Caio Prado Jr.
Celso Furtado
Abstract in English
The problematic relation between the works of Caio Prado Jr. and Celso Furtado is one of the most interesting polemics of our historiography. It is known that in the Formação Econômica do Brasil, Furtado's main work, there are no explicit references to the work of Caio Prado Jr., even though the influence of the thought of the Marxist historian on the work of the ECLAC economist is more than evident. The issue, far from being pacified, attracted the attention of names like Chico de Oliveira, Paul Singer, Roberto Schwarz and Tamás Szmerecsányi. Beyond the controversy, there seems to be reasonable interest in the broader comparison of the thinking of both. From this point of view, the present work contrasts the authors' thinking between two well-defined thematic moments, that of their books of "Formation", from the mid-1940s and 1950s and the moment of the "Revolution", already in the 1960s In this chronological and thematic framework, we seek to locate the authors in the broader intellectual context of which they are part. Communist matrix Marxism, in the case of Caio Prado Jr. and the political economy of ECLAC for Celso Furtado. Then, the comparison is carried out around three broader thematic axes. The first one, regarding the use that they make of the typology of opposites of colonização de exploração e colonização de povoamento. The second, which compares the way they deal with the difficult, and still unfinished transition between colony and nation, which in Caio Prado Jr. acquires the form of "impasses do inorgânico" and in Furtado, in the ideas that led to the creation of SUDENE. Finally, their responses are compared in the troubled political context of the 1960s, when the two analyzes converge to defend a Revolution, or Pre-Revolution, seen not as rupture, but as a broader process of social transformation.
 
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Publishing Date
2018-09-11
 
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