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Tese de Doutorado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Silvio Matheus Alves Santos
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Guimaraes, Nadya Araujo (Presidente)
Leite, Marcia de Paula
Neves, Paulo Sérgio da Costa
Silva, Marcia Regina de Lima
Título em português
Experiências de desigualdades raciais e de gênero. Narrativas sobre situações de trabalho em uma fast fashion
Palavras-chave em português
Autoetnografia
Experiências de discriminação
Narrativas de desigualdades
Relações raciais e de gênero
Situações cotidianas de trabalho
Resumo em português
A tese buscou sistematizar situações e refletir sobre experiências de discriminação expressas nas relações cotidianas de trabalho de uma Fast Fashion no Brasil. Nesse sentido, o foco central da tese se tornou a análise da experiência vivida pelos sujeitos com relação às formas de desigualdade que se apresentam e que operam enquanto mecanismos de discriminação de trabalhadores negros e negras nos seus locais de trabalho. Para pensar sobre um tema tão caro à sociologia e à sociedade brasileiras, observei as narrativas em que situações de trabalho demonstraram como as desigualdades se traduziram em comportamentos e atitudes discriminatórias. A pesquisa foi dividida em dois tempos (passado e presente) e espaços (Aracaju/SE e São Paulo/SP) buscando analisar as mudanças e as permanências do vivido, por meio de dados de campo, do caderno de memórias e de novas observações e entrevistas. O relato (auto)biográfico individual do Autor foi o meio inicial para entrar, de forma densa, na caracterização da situação de trabalho da perspectiva dos agentes que dela participam. Assim, foi possível descrever situações de discriminações expressas, suas formas racializadas, bem como os diferentes modos que os indivíduos expressam a racialização do outro, e até mesmo como aquele, interpelado por sua origem racial ou discriminado em virtude desta, percebe e elabora tal discriminação diante das suas vivências e em relação ao processo de construção da sua identidade. A autoetnografia ofereceu a base para este percurso autorreflexivo e analítico sobre experiências e ações dos sujeitos de pesquisa que são, ao mesmo tempo, sujeitos (pesquisador e pesquisado) em relação/interação. Essas relações, conquanto expressas/vividas no plano micro, são sempre remodeladas e/ou perpassadas por macroprocessos (culturais, políticos, sociais, aqui compreendidos os fatores étnicos e raciais, as questões de gênero e orientação sexual, todas interseccionalizadas, hierarquizadas e baseadas, portanto, na desigualdade real de oportunidades e ascensão pelo mérito) de onde extraem seus significados. Esse olhar complexificado sob a ótica da centrifugação interseccional possibilita uma profunda e cuidadosa reflexividade para compreender e questionar as interseções entre o pessoal e as representações culturais, o sujeito e o social, o micro e o macro. Quando as desigualdades impostas a partir dos marcadores de diferença entram em ação nas interações sociais e simbólicas, por meio das ações dos sujeitos, as representações sociais muitas vezes guiam as subjetividades, e nessa ação cotidiana, rápida, muitas vezes irrefletida, leva à reprodução de padrões, estereótipos e pré-conceitos que limitam o acesso de pessoas e grupos a determinados espaços de poder ou a cargos hierárquicos em empresas. E ainda que o desempenho desses sujeitos supere os de outros, se constroem barreiras que limitam as conquistas individuais tão presentes no discurso do mérito propagado socialmente e pela empresa aqui pesquisada.
Título em inglês
Living experiences of racial and gender inequalities. Narratives of social situations in a fast fashion company in Brazil
Palavras-chave em inglês
Autoethnography
Discrimination experiences
Everyday living work situations
Narratives of inequalities
Racial and gender relations
Resumo em inglês
The thesis sought to systematize situations and reflect on experiences of discrimination expressed in the everyday work relations of a Fast Fashion in Brazil. In this sense, the main focus of the thesis became the analysis of the experience lived by the subjects in relation to the forms of inequality that present themselves and that operate as mechanisms of discrimination of black workers in their workplaces. To think about a subject so dear to Brazilian sociology and society, I looked at the narratives in which work situations demonstrated how inequalities translated into discriminatory behaviors and attitudes. The research was divided into two times (past and present) and spaces (Aracaju / SE and Sao Paulo / SP) seeking to analyze the changes and the permanence of the lived through field data, the memoir and new observations and interviews. The author's (self) biographical account was the initial means to enter, in a dense way, the characterization of the work situation from the perspective of the agents who participate in it. Thus, it was possible to describe situations of expressed discrimination, their racialized forms, as well as the different ways that individuals express the racialization of the other, and even as one, challenged by their racial origin or discriminated by virtue of it, perceives and elaborates such discrimination in front of their experiences and in relation to the process of building their identity. The autoethnography provided the basis for this self-reflexive and analytical path about the experiences and actions of research subjects who are both subject (researcher and researcher) in relation / interaction. These relationships, although expressed / lived at the micro level, are always remodeled and / or permeated by macroprocesses (cultural, political, social, including ethnic and racial factors, gender issues and sexual orientation, all intersected, hierarchized and based, therefore, in the real inequality of opportunity and rise in merit) from which they derive their meanings. This complexified look from the perspective of centrifugation of intersectionality enables a deep and careful reflexivity to understand and question the intersections between the personal and the cultural representations, the subject and the social, the micro and the macro. When inequalities imposed from the markers of difference come into play in social and symbolic interactions through the actions of the subjects, social representations often guide subjectivities, and in this rapid, often unreflective daily action leads to the reproduction of standards, stereotypes and preconceptions that limit the access of people and groups to certain power spaces or hierarchical positions in companies. And although the performance of these subjects exceeds those of others, barriers are built that limit the individual achievements so present in the discourse of merit propagated socially and by the company researched here.
 
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Data de Publicação
2019-11-07
 
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