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Mémoire de Maîtrise
DOI
10.11606/D.8.2004.tde-12082004-153758
Document
Auteur
Nom complet
Márcia Nunes
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2003
Directeur
Jury
Almeida, Regina Araujo de (Président)
Arruda, Rinaldo Sérgio Vieira
Furlan, Sueli Angelo
Titre en portugais
Do passado ao futuro dos moradores tradicionais da Estação Ecológica Juréia-Itatins/SP
Mots-clés en portugais
conflitos
cultura caiçara
Juréia
população tradicional
território
unidade de conservação
Resumé en portugais
As Unidades de Conservação (UC’s) ambientais foram criadas com os objetivos de (1) “dar proteção” as áreas naturais ainda não degradadas e com rica biodiversidade e beleza cênica (2) serem preservadas como memória de um passado ambiental dilapidado ao longo da história da humanidade. Neste trabalho discute-se a conservação da biodiversidade através da categoria de UC’s de PROTEÇÃO INTEGRAL. Trata-se, de uma categoria que não permite a existência de moradores e uso no interior de seus limites, sendo seu principal objetivo a preservação da natureza, admitindo-se apenas o uso indireto de seus recursos naturais. A área de estudo escolhida foi a Estação Ecológica Juréia-Itatins/SP, localizada no Vale do Ribeira, litoral sul de São Paulo. Possui área de 79.230 ha e abrange parte dos municípios de Peruíbe, Iguape, Itariri e Miracatu. O objetivo da pesquisa é analisar as transformações na ocupação do espaço, nas relações sociais, produtivas e culturais decorrentes da transformação da Juréia em estação ecológica. Quando delimitamos áreas para conservação estamos criando novas fronteiras sob territórios já existentes. Estas novas fronteiras desrespeitam os vínculos de identidade cultural-mítica-simbólica que une população pré-existente nessas áreas. Formam-se dois grupos: os que já estavam lá e os que vieram de fora. Cada um dos grupos tem leituras simbólicas e necessidades materiais diferentes em relação ao território. Instala-se a idéia de rompimento e não de cooperação entre os grupos. Estamos num ponto de inflexão: ou ouvimos o que os moradores tradicionais das Unidades de Conservação têm a nos dizer e nos ensinar, ou nos resignamos a assistir seu desaparecimento enquanto grupo social possuidor de riquíssima cultura e saberes acumulados durante muitas gerações, na relação com o meio natural.
Titre en anglais
From the past to the future of the traditional residents of the "Estação Ecológica Juréia-Itatins/SP"
Mots-clés en anglais
conflicts
Juréia
protected areas
territory
traditional population
“caiçara” culture
Resumé en anglais
The environment Protected Areas (PA’s) were created with the objectives of (1) “give protection” to the natural areas that are yet not degraded and with rich biodiversity and sight beauty (2) to be preserved as the memory of an environmental past squandered along the humanity history. On this piece of work the conservation of the biodiversity is discussed through the PA’s of INTEGRAL PROTECTION. It is a matter of PA’s that does not allow the existence of residents and the use of the interior of their limits, being the principal aim the preservation of the nature, being admitted only the indirect use of their natural resources. The branch of study chosen was the “Estação Ecológica Juréia/Itatins – SP”, located at Vale do Ribeira, south littoral of São Paulo. It has an area of 79.230ha and covers part of the cities of Peruíbe, Iguape, Itariri and Miracatu. The objective of the research is to analyse the transformation in the occupation of the space on social, productives and culturals relationships, resulting from the transformation of Juréia into an Ecological Station. When we boundary areas for conservation we are creating new frontiers under already existing territories. These new frontiers disrespect the cultural-mythical-symbolic identity links which connects the pre-existing population in these areas. There are two groups: people that already lived there and people that came from outside. Each one of these groups has different symbolical readings and material needs in relation to the territory. The breaking off idea and non-cooperation between groups is installed. We are on the point of inflection: or we hear what the traditional residents of Protected Areas have to say and to teach, or we resign ourselves to watch their disappearance while social group, owner of a very rich culture and accumulated knowledge from many generations, regarding with the natural environment.
 
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Dissertacao.pdf (4.25 Mbytes)
Date de Publication
2004-09-08
 
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