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Doctoral Thesis
DOI
10.11606/T.8.2016.tde-08032016-154134
Document
Author
Full name
Leandro Vizin Villarino
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2015
Supervisor
Committee
Arruda, Jose Jobson de Andrade (President)
Belluzzo, Luiz Gonzaga de Mello
Colistete, Renato Perim
Grandi, Guilherme
Silva, Roberto Pereira
Title in Portuguese
O desenvolvimento como problema simbólico - discurso e planejamento econômico dos países subdesenvolvidos nas décadas de 1950 e 1960: o projeto da CEPAL e alguns casos brasileiros
Keywords in Portuguese
CEPAL
Desenvolvimentismo
Desenvolvimento econômico
Discurso
Foucault
Golpe de 1964
PAEG
Planejamento econômico
Plano Trienal
Abstract in Portuguese
Esta tese propõe um estudo do discurso de planejamento econômico nas décadas de 1950 e 1960, considerando dois momentos fundamentais: a constituição de um projeto para o desenvolvimento dos países periféricos ou subdesenvolvimentos por meio do planejamento, no âmbito da ONU e, mais precisamente, da CEPAL, no início do anos 1950; e as tentativas de planejamento no Brasil da primeira metade da década de 1960 como resposta à crise econômica, política e institucional que o país experimentava, com o Plano Trienal e o PAEG. Teoricamente, partimos da noção de positividade do discurso (enunciado e formação discursiva) na Arqueologia do saber foucaultiana, mas requalificando-a, a partir de Hegel e Derrida, de modo a atender a algumas insuficiências que tal noção apresenta quanto a uma concepção mais ampla de linguagem como sistema simbólico. Nesse sentido, nossa análise pauta-se pela reconstituição dos enunciados nos textos, tendo como horizonte quatro categorias que se demonstraram fundamentais desde os primeiros documentos: desenvolvimento, planejamento, perspectiva do desenvolvimento e posição técnica da autoridade planejadora. Os resultados mais relevantes da análise podem ser sintetizadas nos seguintes pontos: (1) o planejamento econômico justifica-se recorrentemente em nome do desenvolvimento; (2) os documentos apresentam constante a dificuldade em definir o par desenvolvimento/subdesenvolvimento, o que se revelou não uma idiossincrasia dos textos, mas um aspecto sistemático, simbólico o desenvolvimento, antes de ser um fundamento, é um problema em si a que as práticas de planejamento procuram responder; (3) o desenvolvimento projeta uma perspectiva do desenvolvimento, capaz de identificar um modo ótimo, ideal de progresso econômico para além do que se daria pela evolução espontânea da economia via livre empresa ou livre mercado; (4) essa perspectiva do desenvolvimento permite, enfim, delimitar um domínio do discurso (uma formação discursiva) que pode ser chamada desenvolvimentismo, dentro do qual se inserem tanto o Trienal quanto o PAEG, mudando apenas a estratégia de solução para essa discrepância entre progresso ideal e progresso espontâneo o primeiro procurando ocupar tal espaço por meio da iniciativa econômica estatal, o segundo visando a reduzi-lo pelo reformismo do setor privado, de modo a fazê-lo operar espontaneamente da maneira mais próxima possível do ótimo. De modo que os projetos hegemônicos pré e pós-Golpe, tal como consubstanciados nesses planos, não se opõem totalmente, mas articulam-se como soluções opostas diante de um mesmo problema simbólico, cultural no sentido mais forte do termo.
Title in English
Development as a symbolic problem - discourse and economic planning of underdeveloped country in the 1950s and 1960s: the ECLAC Project and some Brazilian cases
Keywords in English
1964 Brazilian Military Coup
Developmentalism
Discourse
ECLAC
Economic development
Economic planning
Foucault
PAEG
Plano Trienal
Abstract in English
This thesis proposes to study economic planning discourse in the 1950s and 1960s, concerning two very important moments: first, the constitution of a project for the development of periphery or underdeveloped countries through economic planning, in the UN and, more precisely, ECLAC, during the early 1950s; second, the attempts of economic planning in Brazil during the first half of the 1960s, with Plano Trienal and PAEG as a reaction to the economic, political and institutional crisis that this country experienced. Theoretically, we rely on the notion of positivity of discourse, regarding the concepts of statement (énoncé) and discursive formation, from Foucaults Archeology of Knowledge. On the other hand, we reconsider this notion, through Hegel and Derrida, trying to deal with some of its lacks regarding the broad conception of language as a symbolic system. In this sense, our analysis aims at the reconstitution of statements in the texts, based on four categories that appeared as essential since the first documents we analyzed: development, planning, point of view of development and technical position of planning authority. The most relevant results of the analysis may be summarized in the following topics: (1) economic planning recurrently legitimates itself on behalf of development; (2) the documents present a constant difficulty in defining the pair development/underdevelopment, which turn out to be not an idiosyncrasy of each text, but a systematic, symbolic issue development, less than a solid foundation, is itself a problem that the practices of planning try to deal with; (3) development projects a point of view of development, which would be the perspective able to identify an ideal, optimal way of economic progress beyond the economic progress that would happen in the spontaneous evolution of economy through free entrepreneurship or free market; (4) this point of view of development allows us to identify a discursive domain (a discursive formation) that we could call Developmentalism. Both Trienal and PAEG pertain to this category, differing only regarding the strategy they propose to solve this gap between optimal progress and spontaneous progress, the former trying to occupy this space through state economic initiative and the latter trying to reduce it reforming the private sector to make it spontaneously work as the optimal way. Consequently, the hegemonic projects before and after 1964 Brazilian Coup, as they appears in these plans, are not totally opposed, but are articulated as opposing solutions to a common problem that is symbolic, i.e., cultural in the strong meaning of the term.
 
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Publishing Date
2016-03-08
 
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