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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2017.tde-10042017-123359
Documento
Autor
Nome completo
Juliana Fujimoto
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2016
Orientador
Banca examinadora
Agnolin, Adone (Presidente)
Almeida, Maria Regina Celestino de
Pompa, Maria Cristina
Santos, Eduardo Natalino dos
Título em português
A guerra indígena como guerra colonial: as representações e o lugar da belicosidade indígena e da antropofagia no Brasil Colonial (séculos XVI e XVII)
Palavras-chave em português
Antropofagia
Belicosidade
Guerra colonial
Guerra indígena
Mediadores
Resumo em português
O presente trabalho constitui uma análise do processo de reorientação das guerras indígenas no Brasil colonial empreendida mediante a investigação da atividade bélica indígena na capitania da Bahia entre a instalação do governo-geral em 1549 e a invasão holandesa na Bahia de 1624. Trata-se de uma revisão bibliográfica dos estudos antropológicos clássicos acerca do complexo bélico tupinambá e posterior cotejamento com as diferentes configurações assumidas pela guerra indígena nas fontes quinhentistas e seiscentistas e na historiografia contemporânea. Estabeleceu-se como objetivos de estudo avaliar as contribuições e limites das análises antropológicas sobre o complexo guerra-sacrifício tupi, a fim de ampliar a compreensão sobre o processo de reorientação da guerra indígena e explicar a participação indígena nas guerras realizadas na Bahia, bem como avaliar em que medida a atuação dos missionários cristãos como mediadores culturais auxilia a compreensão desse processo. No âmbito teórico, focalizou-se a atuação dos missionários como mediadores das relações interculturais durante a missão jesuíta na Bahia com o aporte da teoria da mediação cultural. Como diretriz metodológica, optou-se pelo gênero narrativo-descritivo para transcrever as narrativas que abordam o processo de transformação das guerras intertribais em guerra coloniais, a fim de evidenciar as diferentes perspectivas teóricas sobre a guerra indígena. Analisaram-se criticamente as representações das guerras nas diferentes fontes, a partir das quais se elaborou a reconstituição de dois processos: a adaptação do sistema bélico tupi para o atendimento das necessidades bélicas coloniais e a construção de uma nova ideologia de guerra com a ênfase na belicosidade indígena e na antropofagia para justificar as novas demandas geradas no contexto da colonização. Identificaram-se como principais resultados do estudo, a utilização da prática bélica indígena como instrumento de colonização e exploração econômica, a exacerbação da belicosidade indígena nos discursos europeus para justificar a necessidade da colonização e a reconfiguração das guerras realizadas no Novo Mundo, que a partir do encontro ultrapassaram as antigas rivalidades intertribais e tornaram-se conflitos coloniais.
Título em inglês
The indigenous war as colonial war: the representations and the place of the indigenous bellicosity and the anthropophagy in colonial Brazil (XVI and XVII centuries)
Palavras-chave em inglês
Anthropophagy
Bellicosity
Colonial war
Go-between
Indian war
Resumo em inglês
This study is an analysis of the reorientation process of the Indian Wars in colonial Brazil undertaken by investigating the indigenous war activity in the captaincy of Bahia between the implementation of Government-General in 1549 and the Dutch invasion in Bahia 1624. Before achieving this goal we make a literature review of the major anthropological studies about Tupinamba Wars confronting these with the references given by the sources and the contemporary historiography that shows that the Indian war in the sixteenth and seventeenth centuries assumed different configurations. It was established as study aims to evaluate the contributions and limits of anthropological analyzes of the Tupi war-sacrifice complex, in order to broaden the understanding of the reorientation process of the Indian war and explain the indigenous participation in wars conducted in Bahia, as well as to evaluate if the focus in missionary activity between Indians helps the understanding of this process. In the theoretical realm, we analyzed the performance of missionaries as cultural brokers for the Jesuit mission in Bahia with the contribution of the theory of cultural mediation. As a methodological guideline, we opted for the narrative-descriptive genre to transcribe the stories that address the transformation process of intertribal wars in colonial war in order to highlight the different theoretical perspectives on indigenous war. We analyzed critically the representations of wars in different sources which made possible the reconstruction of two processes: the adaptation of the Tupi war to answer the colonial war needs and the construction of a new ideology of war with emphasis on Indian bellicosity and cannibalism to justify the new demands generated in the context of colonization. It was identified as the main results of this study, the use of indigenous war practice as colonization and economic exploitation instruments, the intensification of the indigenous bellicosity in European speeches to justify the need for colonization and the reconfiguration of the wars carried out in the New World, that since the encounter overcame the intertribal rivalries and became colonial conflicts.
 
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Data de Publicação
2017-04-10
 
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