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Mémoire de Maîtrise
DOI
10.11606/D.8.2018.tde-01112018-133752
Document
Auteur
Nom complet
Carolina Fernandez Achutti
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2018
Directeur
Jury
Campos, Maria Inês Batista (Président)
Goldstein, Norma Seltzer
Puzzo, Miriam Bauab
Souza, Geraldo Tadeu
Titre en portugais
Memórias do outro e sua singularidade: narrativa autobiográfica no ensino fundamental - anos finais
Mots-clés en portugais
Ensino
Fundamental II
Gêneros discursivos
Memória
Narrativa autobiográfica
Resumé en portugais
A importância das atividades escolares com narrativas autobiográficas é levar os estudantes a um movimento de interiorização, alimentando a imaginação de como contar aos outro sua pequena biografia. Nas autobiografias escolares, a escrita permite aos alunos tornarem-se autores de suas próprias trajetórias, e traçar o processo sócio-histórico em que viveram e vivem. Nesta dissertação, a proposta de escrita autobiográfica com duas turmas do 7º ano dos anos finais do ensino fundamental mostrou-se relevante devido a três aspectos: a) o envolvimento dos participantes de 12 anos com a criação de um texto pessoal; b) em cada relato da curta vida dos jovens há um processo da comunicação breve alimentando o texto; c) o acompanhamento da leitura do conjunto de textos permite ao leitor uma valorização de objetos, lugares e pessoa trazidos pelos alunos que contam rápidas biografias e constroem a singularidade dos percursos juvenis. Assim, o ensino de produção escrita pode ser potencializado pelo estudo dos gêneros discursivos que se voltam para o eu do aluno. O objetivo central desta dissertação é analisar a singularidade e a memória discursiva de jovens do 7º ano. Por meio de textos produzidos durante uma sequência didática, busca-se identificar os procedimentos linguístico-discursivos utilizados na estruturação dos textos, verificando as categorias de tempo e espaço empregadas na reorganização da trajetória de vida, a fim de compreender as marcas valorativas que constituem a identidade dos alunos. Desta forma, duas perguntas norteiam este estudo: 1. De que maneira linguístico-discursiva os estudantes reconstroem o tempo e o espaço? 2. Quais elementos memorialísticos emergem das narrativas autobiográficas? Como pressupostos teóricos, o conceito de gênero discursivo, de Mikhail Bakhtin e o Círculo e a noção autobiográfica na perspectiva teórica de Philippe Lejeune e de Leonor Arfuch com a finalidade de aprofundar características do gênero autobiográfico. A partir da análise do corpus organizado com a produção e reelaboração de 42 redações, os resultados indicam a importância do ato de escrever sobre si, o que possibilita ao aluno ampliar seu repertório de visões de mundo, uma vez que se abre uma possibilidade com a subjetividade, ainda de maneira breve por se tratar de jovens autores. Ao se voltarem para as suas vidas, temas singulares que guardam dentro de si se tornam matérias fundamentais para a construção de narrativas sobre perdas e deslocamentos. Essa constante mudança de valores dos jovens do século XXI configura processos identitários.A importância das atividades escolares com narrativas autobiográficas é levar os estudantes a um movimento de interiorização, alimentando a imaginação de como contar aos outro sua pequena biografia. Nas autobiografias escolares, a escrita permite aos alunos tornarem-se autores de suas próprias trajetórias, e traçar o processo sócio-histórico em que viveram e vivem. Nesta dissertação, a proposta de escrita autobiográfica com duas turmas do 7º ano dos anos finais do ensino fundamental mostrou-se relevante devido a três aspectos: a) o envolvimento dos participantes de 12 anos com a criação de um texto pessoal; b) em cada relato da curta vida dos jovens há um processo da comunicação breve alimentando o texto; c) o acompanhamento da leitura do conjunto de textos permite ao leitor uma valorização de objetos, lugares e pessoa trazidos pelos alunos que contam rápidas biografias e constroem a singularidade dos percursos juvenis. Assim, o ensino de produção escrita pode ser potencializado pelo estudo dos gêneros discursivos que se voltam para o eu do aluno. O objetivo central desta dissertação é analisar a singularidade e a memória discursiva de jovens do 7º ano. Por meio de textos produzidos durante uma sequência didática, busca-se identificar os procedimentos linguístico-discursivos utilizados na estruturação dos textos, verificando as categorias de tempo e espaço empregadas na reorganização da trajetória de vida, a fim de compreender as marcas valorativas que constituem a identidade dos alunos. Desta forma, duas perguntas norteiam este estudo: 1. De que maneira linguístico-discursiva os estudantes reconstroem o tempo e o espaço? 2. Quais elementos memorialísticos emergem das narrativas autobiográficas? Como pressupostos teóricos, o conceito de gênero discursivo, de Mikhail Bakhtin e o Círculo e a noção autobiográfica na perspectiva teórica de Philippe Lejeune e de Leonor Arfuch com a finalidade de aprofundar características do gênero autobiográfico. A partir da análise do corpus organizado com a produção e reelaboração de 42 redações, os resultados indicam a importância do ato de escrever sobre si, o que possibilita ao aluno ampliar seu repertório de visões de mundo, uma vez que se abre uma possibilidade com a subjetividade, ainda de maneira breve por se tratar de jovens autores. Ao se voltarem para as suas vidas, temas singulares que guardam dentro de si se tornam matérias fundamentais para a construção de narrativas sobre perdas e deslocamentos. Essa constante mudança de valores dos jovens do século XXI configura processos identitários.
Titre en anglais
Memories and singularity: autobiographical narrative in elementary school
Mots-clés en anglais
Autobiographical text
Discursive genres
Education
Elementary
Memory
School
Resumé en anglais
The importance of school activities with autobiographical narratives is to lead the students to a movement of interiorization, fueling the imagination of how to tell the others their small biography. In school autobiographies, writing allows students to become authors of their own trajectories, and to trace the socio-historical process in which they live and lived. In this dissertation, the proposal of autobiographical writing with two classes of the 7th grade of elementary school proved to be relevant due to three aspects: a) the involvement of the participants of 12 years with the creation of a personal text; b) in each account of the short life of the young there is a process of fleeting communication feeding the text; c) monitoring the reading of the set of texts allows the reader to appreciate the objects, places and person brought by the students that count quick biographies and build the uniqueness of the youth pathways. Thus, the teaching of written production can be enhanced by the study of the discursive genres that turn to the student's self. The main objective of this dissertation is to analyze the singularity and the discursive memory of young people of 7th grade. Through texts produced during a didactic sequence, the aim is to identify the linguistic-discursive procedures used in the structuring of texts, verifying the categories of time and space used in the reorganization of the life trajectory, to understand the value marks that constitute the identity of the students. Thus, two questions guide this study: 1. In what linguistic-discursive way do students reconstruct time and space? 2. What memorialistic elements emerge from autobiographical narratives? As theoretical assumptions, the concept of discursive genre, by Mikhail Bakhtin and the Circle and the autobiographical notion in the theoretical perspective of Philippe Lejeune and Leonor Arfuch with the purpose of deepening on characteristics of the autobiographical genre. From the analysis of the organized corpus with the production and re-elaboration of 42 essays, the results indicate the importance of the writing act on itself, which allows the student to expand his / her repertoire of world visions, since a possibility opens with subjectivity, even superficially because they are young authors. When they return to their lives, unique themes that they keep inside themselves become fundamental subjects that construct narratives like losses and displacements. This constant change is central to the identities of young people in the 21st century.
 
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Date de Publication
2018-11-01
 
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