Dissertação de Mestrado
Documento
Dissertação de Mestrado
Autor
Nome completo
Fernanda Veras de Souza
Unidade da USP
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)
Área de Concentração
Data de Defesa
2025-11-04
Imprenta
São Paulo, 2025
Orientador
Banca examinadora
Dias, Luís Alberto Pereira (Presidente)
Nario, Arian Pérez
Turato, Walter Miguel
Título em português
Comparação entre anticorpos intactos e fragmentos (Fab e sdAb) voltados para a imagem molecular de HER2 positivo: revisão sistemática das abordagens, vantagens e desvantagens
Palavras-chave em português
anticorpos monoclonais; câncer de mama HER2 positivo; Fab; imagem molecular; sdAbs
Resumo em português
O câncer de mama HER2 positivo representa cerca de 20-30% dos casos invasivos e caracteriza-se por comportamento agressivo, alta taxa de metástases e pior prognóstico clínico. Embora o diagnóstico precoce seja essencial, métodos convencionais como mamografia e biópsia apresentam limitações, sobretudo em casos metastáticos ou de difícil acesso anatômico. Nesse cenário, os radiofármacos direcionados ao HER2 surgem como alternativa promissora para a imagem molecular de alta precisão, utilizando anticorpos monoclonais e seus fragmentos. Anticorpos inteiros, como trastuzumabe e pertuzumabe, têm sido empregados com sucesso em abordagens terapêuticas e teranósticas, mas suas limitações farmacocinéticas, como meia-vida prolongada e necessidade de janelas de imagem tardias, impulsionaram o desenvolvimento de fragmentos menores (Fab e sdAbs). Estes apresentam melhor penetração tumoral, rápida depuração e possibilitam aquisição de imagens precoces com menor dose de radiação e melhor relação sinal/fundo. Esta revisão sistemática analisou 29 estudos publicados entre 2015 e 2025, comparando anticorpos inteiros e fragmentos anti-HER2 radiomarcados no diagnóstico do câncer de mama HER2 positivo. Foram avaliadas estratégias de marcação, perfis farmacocinéticos e desempenho em imagem molecular. Os resultados demonstram que anticorpos inteiros, quando marcados com radionuclídeos de meia-vida longa como 89Zr e 177Lu, proporcionam boa retenção tumoral e aplicabilidade terapêutica. Por outro lado, fragmentos, especialmente sdAbs marcados com 18F ou 68Ga, oferecem imagens de alta resolução em janelas de 30 minutos a 2 horas, sendo ideais para diagnóstico rápido e dinâmico. Apesar do progresso técnico, a maioria dos estudos permanece em fase pré-clínica, com escassez de ensaios clínicos robustos. Ainda assim, a tendência de utilização de fragmentos para aplicações diagnósticas e de anticorpos inteiros para estratégias terapêuticas ou teranósticas é evidente. Conclui-se que a escolha da biomolécula, do radionuclídeo e da estratégia de marcação deve ser orientada pela finalidade clínica específica. O fortalecimento de políticas públicas, investimentos em infraestrutura e expansão da pesquisa clínica são cruciais para consolidar a imagem molecular como ferramenta de precisão no diagnóstico e manejo do câncer de mama HER2 positivo.
Título em inglês
Comparison between intact antibodies and fragments (Fab and sdAb) for molecular imaging of HER2-positive tumors: a systematic review of approaches, advantages, and disadvantages
Palavras-chave em inglês
Fab; HER2-positive breast cancer; molecular imaging; monoclonal antibodies; sdAbs
Resumo em inglês
HER2-positive breast cancer accounts for approximately 20-30% of invasive cases and is characterized by aggressive behavior, high metastatic potential, and poorer clinical outcomes. Early diagnosis is crucial; however, conventional methods such as mammography and biopsy face limitations, especially in metastatic stages or anatomically inaccessible lesions. In this context, HER2-targeted radiopharmaceuticals have emerged as a promising alternative for high-precision molecular imaging, using monoclonal antibodies and their fragments. Full-length antibodies such as trastuzumab and pertuzumab have demonstrated success in therapeutic and theranostic approaches. Nevertheless, their pharmacokinetic limitations, such as long circulation time and delayed imaging Windows, have driven the development of smaller antibody fragments (Fab and sdAbs). These fragments exhibit improved tumor penetration, faster clearance, and enable early imaging with lower radiation doses and superior signal-to-background ratios. This systematic review analyzed 29 studies published between 2015 and 2025, comparing radiolabeled full antibodies and antibody fragments targeting HER2 for breast cancer imaging. Labeling strategies, pharmacokinetic profiles, and imaging performance were assessed. The findings show that full antibodies labeled with long half-life radionuclides (e.g., 89Zr and 177Lu) achieve strong tumor retention and therapeutic applicability. Conversely, fragments, especially sdAbs labeled with 18F or 68Ga, provide high-resolution images within 30 minutes to 2 hours post-injection, making them ideal for fast and dynamic diagnostics. Despite technical advancements, most studies remain in preclinical stages, with a scarcity of robust Phase II/III clinical trials. Still, a clear trend emerges: antibody fragments are better suited for diagnostic purposes, while full antibodies are preferred for therapeutic or theranostic use. The optimal choice of biomolecule, radionuclide, and labeling strategy should be driven by the specific clinical objective. Strengthening public health policies, investing in infrastructure, and expanding clinical research are essential to establish molecular imaging as a precision tool in the diagnosis and management of HER2-positive breast cancer.
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Data de Publicação
2026-06-18
Trabalhos decorrentes
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