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Thèse de Doctorat
DOI
Document
Auteur
Nom complet
Dymes Rafael Alves dos Santos
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2019
Directeur
Jury
Rogero, José Roberto (Président)
Pereira, Camilo Dias Seabra
Pusceddu, Fabio Hermes
Vieira, Daniel Perez
Titre en portugais
Avaliação do risco ambiental da fluoxetina em sedimentos marinhos para invertebrados aquáticos
Mots-clés en portugais
avaliação de risco ambiental
biomarcadores
emissário submarino de Santos
fluoxetina
invertebrados aquáticos
sedimentos
toxicidade
Resumé en portugais
O uso acentuado de fármacos e produtos de cuidado pessoal (FPCP) por grande parcela da população, associado ao aumento do número de habitantes, principalmente, em regiões costeiras, gera uma consequente e contínua entrada destas substâncias no ambiente. Com isso há uma necessidade crescente de se investigar a presença e o comportamento desta classe de contaminantes, principalmente em sedimentos, uma vez que estes são capazes de acumular e apresentar concentrações relativamente perigosas a organismos não-alvos. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o risco ambiental do fármaco fluoxetina (FLU) presente em sedimentos marinhos da região de Santos/SP, Brasil, por meio de ensaios ecotoxicológicos integrados à análises químicas para quantificação deste fármaco no ambiente marinho. Para tanto foram utilizados invertebrados marinhos, espécie Mytella charruana para a caracterização de citotoxicidade e atividade de biomarcadores, e as espécies Perna perna e Echinometra lucunter em ensaios de desenvolvimento embriolarval. Todos os orgismos-teste foram expostos à sedimentos marinhos previamente marcados com FLU. Por meio de técnicas de HPLC-ESI-MS/MS, foram identificadas e quantificadas concentrações da ordem de 10,4 ng.g-1 em sedimentos coletados no entorno do emissário submarino de esgoto de Santos (Baía de Santos, São Paulo - Brasil). A FLU apresentou efeitos sobre o desenvolvimento embriolarval de E. lucunter e P. perna e efeitos cito-genotóxicos para a espécie M. charruana, em concentrações ambientalmente relevantes. Segundo o método utilizado para avaliação de risco ambiental, a fluoxetina pode ser considerada como substância potencialmente perigosa para invertebrados aquáticos.
Titre en anglais
Environmental risk assessment of fluoxetine in marine sediments to aquatic invertebrates
Mots-clés en anglais
aquatic invertebrates
biomarkers
environmental risk assessment
fluoxetine
sediments
toxicity
Resumé en anglais
The high consumption of pharmaceutical and personal care products (PPCP) by a significant part of the human population, associated with the increase in the number of inhabitants, mainly in coastal regions, causes a continuous entry of these substances into the environment. Thus, there is a growing need to investigate the presence and behavior of this class of contaminants, especially in sediments, since they can accumulate and create relatively hazardous concentrations to non-target organisms. Therefore, the objective of this study was to evaluate the environmental risk of fluoxetine (FLU) present in marine sediments from the region of Santos/SP, Brazil, using ecotoxicological assays with chemical analyses so the amount of this pharmaceutical drug in the marine environment could be quantified. For this purpose, the marine invertebrates Mytella charruana species were used for the characterization of citotoxicity and endpoints using biomarkers, and the species Perna perna and Echinometra lucunter in embryo larval tests. All organisms used in the experiments were exposed to marine sediments previously spiked with known concentrations of FLU. Using LC-ESI-MS/MS, the environmental levels of FLU were quantified in marine sediments from the vicinities of the Santos submarine sewage outfall (Bay of Santos, São Paulo, Brazil) at 10.4ng.g-1. The fluoxetine has presented effects over the embryo larval development of E. lucunter and P. perna as such genotoxic and citotoxic effects for the M. charruana species at environmentally relevant concentrations. According to the employed ERA method, fluoxetine can be considered as a pontencially dangerous substance for acquatic invertebrates.
 
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Date de Publication
2019-05-08
 
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