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Mémoire de Maîtrise
DOI
https://doi.org/10.11606/D.96.2020.tde-05022020-123033
Document
Auteur
Nom complet
João Paulo Augusto Eça
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
Ribeirão Preto, 2019
Directeur
Jury
Valle, Mauricio Ribeiro do (Président)
Albanez, Tatiana
Albuquerque, Andrei Aparecido de
Moraes, Marcelo Botelho da Costa
Titre en portugais
Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
Mots-clés en portugais
Fontes de financiamento
Restrição financeira
Sensibilidade do investimento
Resumé en portugais
Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer que existem diferentes tipos de credores, os quais possuem características distintas entre eles, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa. O que se questiona neste estudo é se as diferentes fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações pelo modelo de efeitos fixos para dados em painel, alguns resultados persistiram, a saber: i) a presença de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa para o grupo de empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.
Titre en anglais
Effect of financing sources on investment-cash flow sensitivity: evidence from Brazil
Mots-clés en anglais
Financial constraint
Financing source
Investment-cash flow sensitivity
Resumé en anglais
In imperfect markets, characterized by a strong presence of bankruptcy costs, agency costs, and information asymmetry among agents, there is a restriction imposed by creditors on the firms' external financing capacity. Thus, the investment of companies that suffer restrictions on external financing dependent on the generation of internal sources (investment-cash flow sensitivity). However, by recognizing the existence of different characteristics among the available sources of financing, the financial constraint suffered by company may differ according to the source of credit that company has. The question that arises in this study is whether the different sources of financing used by companies are able to reduce the investment-cash flow sensitivity and, consequently, the financial constraint of firms. To answer this question, I used a sample of 153 companies (private and public firms) from manufacturing sector, and segregated them into financial constrained and unconstrained firms (by size and rating criteria). I chose the investment-cash flow sensitivity model as the basis for analyzes, commonly used in research dealing with financial constraint. After the estimates by the fixed effects model for panel data, some results persisted, namely: i) the positive investment-cash flow sensitivity for financing constraints firms; ii) the non-significant relationship between variables of bank credit and subsidized credit on the financial constraint (investment-cash flow sensitivity) of financing constraints firms and iii) the negative and significant relationship between the moderate participation of capital market debt and the financial constraint (negative investment-cash flow sensitivity) of financing constraints firms. Further analysis has shown that firms that have a moderate share of capital market debt generally have greater heterogeneity in their debt structure, that is, they access different sources of financing. Furthermore, I demonstrated that companies that have access to different sources of financing actually increase their investments in periods when they have adverse results (falling profit or even accounting loss). By achieving superior results in subsequent years, these companies, on average, reduce their investment volume. Such behavior therefore explains the negative investment-cash flow sensitivity.
 
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Date de Publication
2020-05-18
 
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