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Thèse de Habilitation à Diriger des Recherches
DOI
10.11606/T.44.2015.tde-14102015-100802
Document
Auteur
Nom complet
Darcy Pedro Svizzero
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 1978
Jury
Camargo, William Gerson Rolim de (Président)
Abrahão, Ibrahim Octavio
Barbosa, Octávio
Damasceno, Eduardo Camilher
Valarelli, José Vicente
Titre en portugais
Composição química, origem e significado geológico de inclusões minerais de diamantes do Brasil
Mots-clés en portugais
Diamante
Minerais não metálicos
Mineralogia
Resumé en portugais
O estudo das inclusões minerais do diamante constitui um tema de pesquisa de grande interesse na atualidade devido à suas implicações com o manto superior, de onde supostamente se origina o diamante, os kimberlitos e seus xenólitos ultramáficos e ultrabásicos. Atualmente, admite-se que o diamante se cristaliza em condições estáveis e próximas de equilíbrio, em profundidades situadas entre 150 a 200 km (KENNEDY E NORDLIE, 1968). Durante o crescimento, ele pode englobar, eventualmente, outros minerais desenvolvidos paralelamente, aprisionando-os na forma de inclusões sólidas e cristalinas. Embora ainda não haja um consenso sobre o local exato onde o diamante se forma - se no seio do magma kimberlitico ou em outra rocha do manto -, o fato é que as suas inclusões constituem o único registro dos complexos processos que conduzem à formação e cristalização deste mineral na natureza (SOBOLEV et al., 1975). De qualquer forma, o diamante provém do manto, o que confere às inclusões a condição de pequenos testemunhos dessa faixa do globo colocada atualmente na fronteira do conhecimento das ciências geológicas. Pode-se afirmar que as inclusões constituem, juntamente com os xenólitos dos kimberlitos, janelas para o manto superior da Terra. Diversos modelos petrológicos do manto elaborados nos últimos anos têm sido baseados em informações referentes à química mineral dos xenólitos trazidos à superfície da crosta por kimberlitos e basaltos (BOYD E NIXON, 1973; MACGREGOR, 1975; MEYER, 1977). Entretanto, é fato bem conhecido que os minerais constituintes dos referidos xenólitos estão sujeitos à uma série de modificações. Além das alterações intempéricas que inutilizam a maior parte desses nódulos há ainda a possibilidade deles sofrerem interações com materiais circundantes durante a fase de ascensão, acarretando modificaç]ões substanciais na composição mineralógica e química de seus minerais integrantes. Tais fatos não ) ocorrem com os minerais presentes no interior do diamante. Sendo o diamante um dos mais refratários e inativos dos minerais, suas inclusões permanecem virtualmente inalteradas por tempo indeterminado, salvo se houver fraturas que as exponham aos agentes externos. Nessas condições, as inclusões podem ser consideradas como materiais realmente representativos da rocha matriz do diamante, e por extensão, do próprio manto superior. O principal objetivo deste trabalho é apresentar uma série de dados mineralógicos e químicos que reunimos nos últimos anos a respeito dos minerais que identificamos em diamantes detríticos provenientes das principais zonas diamantíferas do Brasil. Pretendemos em primeiro lugar, contribuir para o conhecimento da gênese do diamante brasileiro, de vez que, uma boa parte dos trabalhos divulgados na literatura geológica levantaram diversas dúvidas e questões que não haviam sido esclarecidas até o presente momento. Paraleleamente, são discutidos e interpretados à luz dos resultados obtidos, alguns aspectos geológicos possíveis de existir sob o continente brasileiro. Finalmente, esperamos que esse trabalho, que de certa forma dá continuidade a outros por nós realizados anteriormente (SVISERO, 1971; MEYER e SVISERO, 1973; SVISERO, MEYER e TSAI, 1977), possa trazer algum subsídio ultramáficos, e em última instância, do próprioo manto superior.
Titre en anglais
Not available.
Mots-clés en anglais
Not available.
Resumé en anglais
Not available.
 
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Date de Publication
2015-10-16
 
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