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Tese de Livre Docencia
DOI
https://doi.org/10.11606/T.47.2019.tde-21052019-114829
Documento
Autor
Nome completo
Patricia Izar Mauro
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2016
Banca examinadora
Otta, Emma (Presidente)
Bussab, Vera Silvia Raad
Macedo, Regina Helena Ferraz
Xavier, Gilberto Fernando
Yamamoto, Maria Emilia
Título em português
Análise socioecológica da diversidade social de macacos-prego
Palavras-chave em português
Ecologia comportamental
Plasticidade fenotípica
Sapajus
Sistema de acasalamento
Sistemas sociais
Resumo em português
A socioecologia assume que os primatas ajustam o seu comportamento social às condições ecológicas, e prevê que a disponibilidade e distribuição de fontes de alimento, risco de predação e risco de infanticídio por machos afetam os padrões de organização social, estrutura social e sistema de acasalamento dos primatas. No entanto, a plasticidade e a variação do comportamento social podem ser limitadas por adaptações conservadoras. O estudo comparativo de espécies filogeneticamente próximas pode ajudar a identificar a contribuição relativa de determinantes das ecológicos para a variação de sistemas sociais de primatas. Eu comparei as características ecológicas e o comportamento social de três populações do gênero Sapajus, S. nigritus no Parque Estadual Carlos Botelho, uma área de Mata Atlântica no Estado de São Paulo, S. xanthosternos, na Reserva Biológica de Una, uma área de Mata Atlântica no Estado da Bahia e S. libidinosus na Fazenda Boa Vista, um habitat semiárido do Estado do Piauí. S. libidinosus e S. xanthosternos apresentaram maior percepção de risco de predação do que S. nigritus. Nas três populações estudadas, os macacos-prego alimentaram-se de frutos em fontes usurpáveis, mas de tamanho variável: pequena a intermediária no PECB, pequena a grande na FBV, e intermediária a grande na ReBio Una. Como previsto pela socioecologia, as fêmeas da FBV competem diretamente por alimentos usurpáveis, são filopátricas e estabelecem uma hierarquia de dominância linear, com coalizões enviesadas por relações de parentesco. As fêmeas do PECB não competem diretamente por alimento, podem dispersar e não estabelecem relações hierárquicas. As relações entre fêmeas da ReBio Una não são suficientemente explicadas pelas características das fontes de alimento apenas, havendo um grau de tolerância muito maior do que o esperado e uma competição mais acentuada entre machos e fêmeas do que entre fêmeas, o que sugere um efeito do risco de predação. As relações de catação nas três populações também não são suficientemente explicadas pelos modelos, indicando que os benefícios da catação podem ser múltiplos e não apenas a aquisição de aliados em disputas hierárquicas. Também de acordo com a socioecologia, o tamanho e a coesão dos grupos variou de acordo com o balanço entre oferta de alimento e risco de predação, com tamanho máximo de grupo e coesão maiores nas populações da ReBio Una e da FBV, e menores no PECB, onde o risco de predação foi menor. A maior razão sexual encontrada na ReBio Una também favorece a hipótese de que machos são mais eficientes na proteção do grupo contra predadores. O sistema de acasalamento variou mais com variação na razão sexual dos grupos do que variação nas características ecológicas entre as áreas, favorecendo as hipóteses de que o sistema de acasalamento resulta da possibilidade de monopolização de fêmeas por um macho e de estratégias das fêmeas para evitar estratégias masculinas coercitivas
Título em inglês
Socioecology analysis of capuchin monkeys social diversity
Palavras-chave em inglês
Behavioral ecology
Mating system
Phenotypic plasticity
Sapajus
Social systems
Resumo em inglês
Socioecology models assume that primates adjust their social behavior to ecological conditions, and predict that food availability and distribution, predation risk and risk of infanticide by males affect patterns of social organization, social structure and mating system of primates. However, plasticity and variation of social behavior may be constrained by conservative adaptations and by phylogenetic inertia. The comparative study of closely related species can help to identify the relative contribution of ecological and of genetic determinants to primate social systems. We compared ecological features and social behavior of two species of the genus Sapajus, S. nigritus in Carlos Botelho State Park, an area of Atlantic Forest in São Paulo state, S. xanthosternos in Una Biological Reserve, an area of Atlantic Forest in the Bahia state, and S. libidinosus in Fazenda Boa Vista, a semi-arid habitat in Piauí state, Brazil. S. xanthosternos and S. libidinosus perceived higher predation risk than S. nigritus. In the three studied populations, capuchin monkeys fed on fruits in usurpable sources of variable size: small to intermediate in PECB, small to large in FBV, and intermediate to large in ReBio Una. As predicted by socioecology, females in FBV compete directly for usurpable foods, are philopatric, and establish a linear dominance hierarchy, with nepotistic coalitions. Females in PECB do not compete directly for food, can disperse, and do not establish hierarchical relationships. Females social relationships in REBIO Una are not sufficiently explained by features of food sources alone: they present greater tolerance than expected and compete significantly with males in food sources, suggesting an effect of predation risk. Grooming relations in the three populations are also not sufficiently explained by the models, indicating that the benefits of grooming can be multiple and not only the acquisition of allies in hierarchical disputes. Also according to socioecology, group size and cohesion varied according to the balance between food abundance and predation risk, with maximum group size and greater cohesion in ReBio Una and FBV, and lower values in PECB where predation risk was lower. The highest sex ratio found in ReBio Una also favors the hypothesis that males are more efficient in group protection against predators. The mating system varied more with variation in sex ratio of the groups than with variation in ecological features of the areas, favoring the hypothesis that mating systems result from male capacity of female monopolization and female strategies to avoid male coercive strategies
 
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Izar_LD_2016.pdf (8.03 Mbytes)
Data de Publicação
2019-05-21
 
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