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Tese de Livre Docencia
DOI
10.11606/T.5.2016.tde-29042016-164310
Documento
Autor
Nome completo
Antonio Eduardo Zerati
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2016
Banca examinadora
Leao, Pedro Puech (Presidente)
Luccia, Nelson de
Miranda Junior, Fausto
Piccinato, Carlos Eli
Yoshida, Winston Bonetti
Título em português
Avaliação de pacientes submetidos ao implante de cateteres totalmente implantáveis para tratamento oncológico
Palavras-chave em português
Cateteres
Dispositivos de acesso vascular
Fatores de risco
Infecção
Institutos de câncer
Ultrassonografia de intervenção
Resumo em português
OBJETIVO: Estudar os fatores de risco para complicações infecciosas e não infecciosas dos cateteres totalmente implantáveis operados no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. MÉTODO: Foram estudadas as complicações associadas ao implante e ao uso dos cateteres totalmente implantáveis e sua correlação com o gênero, a idade, a origem da neoplasia, a via de acesso escolhida, presença de neutropenia, regime de internação e suporte da ultrassonografia (US) durante o procedimento cirúrgico. RESULTADOS: 1255 cateteres foram inseridos em 1230 pacientes entre Dezembro de 2008 e Dezembro de 2012, totalizando 469 882 dias de uso. A punção venosa foi guiada por US em 1049 (84%) casos. Punção arterial iatrogênica ocorreu em 14 (1,1%) pacientes e foi mais frequente nos procedimentos não guiados por US (p =0,045). Entre os indivíduos operados em regime ambulatorial, 90 (9%) desenvolveram infecção, enquanto 75 (29%) dos internados o fizeram (p < 0,001). Infecção foi diagnosticada em 131 (13%) cateteres implantados pela veia jugular interna (VJI), 23 (14%) pela veia subclávia (VSC), 1 (5%) pela veia jugular externa e 10 (31%) pela veia femoral (VFE) (p =0,044). Na análise multivariada, apenas o regime de internação hospitalar manteve significado estatístico, com a hospitalização apresentando-se como fator de risco para infecção (p < 0,001). Quanto ao sítio de introdução, os pacientes operados ambulatorialmente e que tiveram os dispositivos inseridos pela VFE tiveram maior risco de infecção do que os operados por outras vias (28.6% para VFE, 9,4% para VJI, 4,8% para VSC e 4,8% para VJE, p = 0,019). Entre os pacientes que tiveram o cateter implantado em regime de internação hospitalar, as taxas de infecção de acordo com o sitio de introdução não mostraram diferença estatística (33,3% para VFE, 26,5% para VJI, 39,5% para VSC, nenhuma ocorrência para VJE, p =0,218). CONCLUSÕES: Não usar US é fator de risco para punção arterial iatrogênica. Implante de cateter em pacientes internados e o uso do acesso femoral em pacientes ambulatoriais são fatores de risco para infecção
Título em inglês
Evaluation of patients submitted to tottaly implantable catheter placement for cancer treatment
Palavras-chave em inglês
Cancer care facilities
Catheters
Infection
Risk factors
Ultrasonography interventional
Vascular access devices
Resumo em inglês
PURPOSE: To study the risk factors for infectious and non-infectious complications of totally implantable catheters operated at Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. METHODS: We studied the occurrence of complications associated with the implantation and use of totally implantable catheters, correlating them with gender, age, origin of the neoplasia, access sites, presence of neutropenia, hospitalization regime and ultrasound (US) use during the surgical procedure. RESULTS: 1255 catheters were inserted in 1230 patients, for a combined total of 469 882 catheter-days of use. Venous puncture was US-guided in 1049 (84%) cases. Inadvertent arterial puncture occurred in 14 (1.1%) cases and was more frequent in procedures not guided by US (p=.045). Among outpatients, 90 (9%) developed infection, and 75 (29%) of the hospitalized patients (p<.001) developed infections as well. Infection was diagnosed in 131 (13%) catheters implanted through the internal jugular vein (VJI), 23 (14%) implanted in the subclavian vein (VSC), 1 (5%) implanted in the external jugular vein (VJE) and 10 (31%) implanted in the femoral vein (VFE) (p=.044). In the multivariate analysis, only the hospitalization regime maintained statistical significance, with hospitalization presenting as a risk factor for infection (p<.001). Regarding the introduction site, ambulatory patients who used the femoral vein had more infections than the others (28.6% vs 9.4% VJI, 4.8% of VSC and 4.8% VJE, p=.019), which did not occur among the hospitalized patients (33.3% VFE vs 26.5% VJI, 39.5% VSC, none VJE, p=.218). CONCLUSIONS: Not using US is a risk factor for iatrogenic arterial puncture. Catheter implantation in hospitalized patients and the use of femoral access in outpatients are risk factors for infection
 
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Data de Publicação
2016-05-02
 
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