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Tese de Livre Docencia
DOI
10.11606/T.74.2008.tde-11062008-102658
Documento
Autor
Nome completo
Valdo Rodrigues Herling
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Pirassununga, 2006
Banca examinadora
Nogueira Filho, Jose Carlos Machado (Presidente)
Cecato, Ulysses
Pedreira, Carlos Guilherme Silveira
Reis, Ricardo Andrade
Zanetti, Marcus Antonio
Título em português
Algumas características morfogênicas e estruturais e valor nutritivo do capim-Mombaça (Panicum maximum, Jacq. cv. Mombaça) sob intensidades de pastejo e períodos de ocupação.
Palavras-chave em português
Composição química
Decapitação
Degradabilidade
Morfogênese
Oferta de forragem
Perfilhamento
Produção de haste
Produção de lâmina foliar
Produção de massa seca
Relação folha/haste
Resumo em português
O experimento foi conduzido na FZEA/USP, Pirassununga, de janeiro a setembro de 1999, com objetivo de descrever os efeitos de intensidades de pastejo (representadas pelas ofertas de forragem de 4, 8 e 12%) e de períodos de ocupação (1 e 3 dias) da pastagem nas características morfogênicas e estruturais e no valor nutritivo do capim-Mombaça (Panicum maximum, Jacq. cv. Mombaça). A área experimental constituía-se de 24 piquetes de 400 m2 cada (20 x 20 metros), divididos em quatro blocos de seis piquetes cada. Foram considerados dois períodos experimentais: época das águas (verão agrostológico), quando foram realizados quatro pastejos, com período de descanso de 35 dias e época da seca (inverno agrostológico), sendo realizados dois pastejos, com período de descanso de 70 dias. O delineamento experimental foi em blocos completos ao acaso, e o experimento em arranjo fatorial 3 X 2 (3 intensidades de pastejo x 2 períodos de ocupação), em parcelas subdivididas no tempo (pastejos), com 4 repetições. Foram avaliados decapitação (DEC), sobrevivência (REM) e aparecimento (NT) de perfilhos, número total de folhas (NTF), folhas verdes (FV) e senescentes (FS) por perfilho, altura do dossel antes (ADA) e após (ADP) o pastejo, tamanho das hastes antes (THA) e após (THP) o pastejo, a massa de forragem antes e após pastejo, as perdas, a composição bromatológica (PB, FDA, FDN), a digestibilidade in vitro e a degradabilidade in situ da matéria seca no verão e inverno. Durante o verão houve maior eliminação de meristemas apicais na oferta de 4%, ocorrendo inversão durante o período de inverno, o que proporcionou maior decapitação na oferta de 12%. Em função da eliminação de meristemas apicais, o aparecimento de perfilhos na primeira semana foi superior na oferta de 4%, sendo que a redução ao longo das demais semanas foi mais drástica neste tratamento. Não ocorreram diferenças no número de folhas senescentes entre as ofertas de forragem no verão e no inverno, entretanto o número total de folhas foi maior no período de um dia de ocupação, existindo possibilidade de ocorrer diferença na qualidade da forragem produzida. No verão, a produção de massa seca verde do capim-Mombaça foi maior quando se fez o manejo mais leniente da pastagem, porém utilizando-se de menor período de permanência dos animais em pastejo. No verão e inverno, a relação F/H foi maior para o pastejo mais intenso e no maior período de ocupação, condicionada por pastejo não seletivo e de maior consumo, perdas ou menor produção de hastes. No decorrer dos pastejos, o menor tempo de permanência nos piquetes condicionou a menor participação de lâminas foliares. A quantidade de massa seca senescente do pré-pastejo foi maior quando se utilizou o pastejo mais leniente em associação com o menor período de permanência na pastagem durante o verão. Mesmo assim, a produção líquida de massa verde foi maior. No inverno, apesar do material senescente ter sido crescente nas ofertas, a permanência de 3 dias, em pastejo mais intenso (4%), determinou a menor quantidade de material senescente. As condições climáticas foram determinantes no processo produtivo da planta forrageira, condicionando o balanço entre produção e perdas por senescência. Quando o pastejo foi mais leniente, a quantidade de massa seca verde residual foi alta, mas independe do tempo de permanência. No entanto, quando se realizou o pastejo drástico, o menor tempo de permanência condicionou maior resíduo, porém com maiores perdas de massa seca no chão. No verão e no inverno, o menor tempo de permanência dos animais nos piquetes favoreceu para que houvesse maiores perdas de massa seca na planta pós pastejo. No entanto, essa foi compensada pela maior quantidade de massa seca verde residual. As ofertas de forragem de 4% e 8%, no verão, e de 8% e 12%, no inverno, favoreceram maior consumo aparente de massa seca. O mesmo comportamento foi observado para 3 dias de ocupação nas duas estações. No pastejo mais leniente, apesar de favorecer a seletividade, a planta apresentou folhas de menor teor protéico, nas duas estações. No entanto, o menor tempo de permanência nos piquetes, no verão, e o maior tempo, no inverno, num pastejo mais intenso, permitiram aos animais consumir uma lâmina foliar mais protéica e com menor teor de parede celular. No final do verão, o período de ocupação de 1 dia ou as ofertas de 4% e 8% apresentaram maiores teores protéicos. Por outro lado, os teores de fibra em detergente neutro e ácido oscilaram, mas permaneceram menores na oferta de 4%, no verão e no inverno. A relação inversamente proporcional entre os teores protéicos e de parede celular, com a diminuição da intensidade de pastejo, nas duas estações, condicionou a degradabilidade da matéria seca. Os baixos teores protéicos e os altos teores de parede celular, do resíduo, condicionaram o momento de retirada dos animais da pastagem, sendo mais crítico no inverno, devido sua quantidade e valor nutritivo.
Título em inglês
Some morphogenetics and structurals characteristics and nutritive value of Mombaçagrass (Panicum maximum, Jacq. cv. Mombaça) submitted on grazing intensities and periods.
Palavras-chave em inglês
Chemical composition
Dead leaves
Decapitation
Degradability
Dry matter yield
Herbage allowance
Leaf blade yield
Leaf/stem ratio
New leaves
Period of occupation
Stem yield
Tillering
Resumo em inglês
This trial was conducted between january and september 1999 aiming at evaluating the effects of three grazing intensity (4, 8 and 12%) and two grazing periods (1 and 3 days) on morphogenic and structural characteristics, mass of herbage, losses and nutritional value of Mombaçagrass (Panicum maximum, Jacq., cv. Mombaça). The experimental area was divided up into 24 paddocks of 400m2 (20 x 20m2), splitted into 4 blocks with 6 paddocks each. Grazing during “summer” were performed according to a 35-day rest period (4 grazings); and during “winter” according to a 70-day rest period (2 grazings). The experimental design was a complete randomized block in a 3 x 2 factorial arrangement, replicated four times. The following characteristics were evaluated: decapitation (DEC), survival (SVL) and tiller appearance (TA), number total of leaves (NTL), new leaves (NL) and dead leaves (FS) per tiller, canopy height before (CHB) and after (CHA) grazing and height of stem before (HSB) and after (HSA) grazing, the losses, the bromatology composition (CP, ADF, NDF), the dry matter ¨in vitro¨ digestibility and ¨in situ¨ degrability in two distinct periods, summer and winter. In summer season the interval of grazing was 35 days and in winter 70 days. In the summer there was a higher elimination of meristems in the 4% HA occurring the inverse in the winter season, increasing the decapitation in the 12% HA. The emergence of tillers was higher in the first week for 4% HA. There was no differences in the number of senescent leaves between the HA, however the number total of leaves was higher in the PO one day. In “summer”, Mombaçagrass dry matter yield was higher with lower grazing intensity and fewer days of animal grazing. The leaf/stem ratio was higher for hard grazings with longer grazing periods, since animals were not selective or either loss or less stem production was observed. Leaf lamina proportion decreased with grazing duration of 1 day in relation to 3 days. During “summer”, the association between lower grazing intensity and short grazing period resulted in higher quantity of senescent material for the next period. However, net dry matter production was higher under those circumstances. In “winter”, a three-day grazing period associated with intensive grazing (4%) resulted in a lower proportion of senescent material. Climatic conditions were important in the forage production system, providing the equilibrium between production and senescence losses. When grazing intensity is lower, amount of residual dry matter is higher, however it is independent of grazing period. However under high grazing intensity, shorter time of grazing lead to higher residual dry matter, but with larger losses of material on soil. During both “summer” and “winter”, the shorter period of grazing, the higher the losses of dry matter after grazing period, although plants still kept more residual green tissues after grazing. Herbage allowances of 4 and 8 % (“summer”) and 8 and 12% (“winter”), resulted in a bigger apparent dry matter consumption. The same result was observed for the 3 – day grazing period for both seasons. Lenient grazing, although favoring animal selectivity, resulted in plants with lower leaf protein content during both seasons. However, short grazing period during “summer” and long grazing period during “winter”, when associated with hard grazing (4%), resulted in leaf tissues containing more protein with lower cell wall content. By the end of “summer”, paddocks grazed for 1 day or at 4 or 8% of herbage allowance, showed higher leaf protein content. On the other hand, although neutral and acid detergent fiber content was somewhat variable, they were lower at low herbage allowance (4%), both in “summer” and “winter”. The negative relationship between protein and cell wall content, when grazing intensity was reduced increasing herbage allowances, in both seasons, resulted in lower herbage dry matter degradability, lower protein and higher cell wall content in the residual forage at the time animals were removed from the paddocks. This was particularly critical in “winter”, when residual herbage exhibited the lowest nutritive value.
 
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Data de Publicação
2008-06-11
 
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